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As responsabilidades de ser o número 1 do Brasil no Tênis

Logicamente que não estou escrevendo este blog porque o Brasil tem um novo numero 1. Também não quero nem de perto colocar pressão no nosso jovem promissor.

Já vinha pensando em escrever do assunto, preocupado com o futuro do nosso esporte e sabendo que esses pequenos pensamentos tem uma importância gigante.

Quando começamos a jogar tênis sonhamos em ser bons, jogar os grandes torneios, alguns sonham em ser os melhores, outros de perfil mais baixo apenas em jogar bem o esporte que mais amam.

Ser um esportista no Brasil não é das coisas mais tranqüilas, se pula de um simples anonimato para uma pressão por resultados diários em pouco mais de um dia.

É só começar a ganhar projeção

Por um lado é meio injusto, meio pesado ou totalmente maluco. O que temos que pensar é que quando sonhamos em ser profissionais o preço é virarmos pessoas expostas.

Quando se é apenas mais um no que se faz, quanto se ganha ou perde ou quem você é, pouco importa. Agora, quando se é o número 1 é diferente.

Somos expoentes de um esporte que vive exclusivamente de resultados. Se eles não vem a coisa fica complicada e perdemos consideravelmente espaço na mídia.

Digo isso pela minha preocupação em promover nosso esporte, lembro que quando comecei a chegar perto do primeiro posto, eu comecei a viver coisas totalmente diferentes, os meios de comunicação começaram a me abordar com temas complicados, perguntas sobre política, o que achava dos outros jogadores, do futuro do nosso tênis. Nossa minha vontade era cavar um buraco na terra e desaparecer. Que medo.

No começo pensei em fazer aquelas respostas chavão. Sem conteúdo. Mas aos poucos percebi a importância em cada resposta. Eu era o número 1 do país, eu querendo ou não era o carro chefe do nosso esporte. Tinha varias responsabilidades. De uma pessoa anônima tinha virado um formador de opinião


Não vou dizer que é fácil ser isso nos dias de hoje. Mais ainda para nossos jovens jogadores. Mas fazer o que? Chegou a hora de não apenas ser bom na quadra, tem que ser bom fora também.

Uma das cosias mais importantes que vejo na postura do melhor jogador do país é o relacionamento com a imprensa com a presença nos programas de televisão falando de tênis.

Outra mais importante ainda é a maneira de atender aos fans, não adianta querer sossego, não querer ser questionado, parado na rua.

Com a parada do Guga, da minha, do Jaime do Nico Mattar os amantes do tênis vão ter que começar a conhecer nossos novos jogadores e só eles vão conseguir mostrar quem são.

Existe muita coisa legal em ser o numero 1, muita mesma. Nem pensem que vou falar em dinheiro ou fama, muito mais que isso. O prazer de ver que somos reconhecidos, que fazemos a alegria das pessoas quando ganhamos, que as crianças se interessam pelo esporte por tua causa, o prazer pessoal de saber que conseguimos e mais que tudo isso junto poder representar nosso país em varias competições.

Concordam?

Deixem seus opiniões comentários abaixo...



Escrito por Fernando Meligeni às 19h22 envie esta mensagem

Sampras e suas declarações

Não costumo sugar coisas dos outros blogs mas desta vez me pareceu bem oportuno.

Quando falamos do Sampras ou lemos que ele deu declarações sobre tênis em algum lugar é a chance de escutar, ler alguma coisa interessante.

Ele sempre teve uma postura bem neutra e humilde, dificilmente dá declarações que possam ser repercutidas. Nunca vi no tempo em que jogou alguma critica mais pesada. Nas frases abaixo ele se soltou um pouco mais.

Ele deu entrevista a um excelente jornalista argentino chamado Martin Bonadeo e publicada no blog Fue buena.

Algumas das declarações abaixo que estão em espanhol (caso queiram que eu traduza não tem nenhum problema) me chamaram a atenção...

1 “de pequena não tinha um saque descente”. Fico imaginando o que seria um saque médio e o que ele deve ter feito de saque ao alvo para melhorar o tal pífio saque.

2 Quando ganhei meu primeiro cheque não soube onde gastar esse dinheiro. Será que ele sabe onde gastar o dinheiro que tem hoje?

3 Essa é a mais impressionante. Ele escolheria ser o Michael Jordan se não fosse o Sampras. Tenho que admitir que nas inúmeras vezes que fui pros Estados Unidos e tive a oportunidade de ler o livro dele, escutar ele falar e vê-lo jogar, EU TAMBÉM GOSTARIA DE SER.

4 Não concordo muito com a declaração que um jogador de saque e voleio sempre teria que vencer um jogador de fundo. Dependendo da quadra até posso aceitar. Na grama, no carpete. Nas outras quadras o lado físico ajuda muito o jogador de fundo. Acaba minando o jogador que precisa muito da precisão.

5 Tinha a mesma impressão, o Sampras mostrava uma postura mais vencedora nos confrontos ou melhor, clássicos com o Agassi. Era jogos incríveis. Mas por algum motivo o Agassi respeitava mais o Sampras o ao contrario.

6 Declaração forte. Mas se o homem fala eu acredito.
7 Ele esteve bem perto de conseguir o feito de ganhar tudo, até Roland Garros. Fez semi final mas pelas suas declarações mostra que em nenhum momento se sentia confortável. O grande problema eram suas escorregadas no saibro.


O que vocês acham das declarações?

Concordam?



“De chico tenía un saque decente”
“Cuando tuve mi primer gran cheque no supe en qué gastarlo, así que se lo di a mi hermano”
“Si tuviera que elegir qué gran deportista me gustaría ser, opto por Michael Jordan”
“Un jugador de saque y volea siempre debería ganarle a uno de fondo de cancha”
“En los partidos de Grand Slam, los más importantes, me sentía superior a Agassi”
“En aquél partido de los cuatro tie-breaks del US Open 2001 se vio el mejor tenis de la historia”
“Lo que hace lindo a Wimbledon es que no lo cambiaron en 100 años. No está muy sponsoreado, es muy verde, a mí me encanta. No es como el Us Open, que parece un auto de Fórmula 1″
“No crecí en polvo, no me muevo bien en esa superficie. Todavía me decepciona pensar que no pude ganar Roland Garros”
“Suena romántico jugar Wimbledon, me da curiosidad saber como me iría. Son dos semanas que siempre extrañaré”

Escrito por Fernando Meligeni às 13h30 envie esta mensagem

Au Revoir Henin, pra mim a melhor de todas.

 

Vocês sabem que adoro usar as informações que vocês colocam aqui para debater.

Henin parando de jogar aos 25 anos sendo 1 do mundo. Uau, tem que ter coragem, tem que ter motivos.

Já conversamos sobre isso no blog mas sempre falando da minha parada, da do Guga, mas nunca de uma jogadora que está na crista da onda.

Pra começar a falar desse assunto tenho que tentar colocar vocês mais por dentro do dia a dia do tenista.

Se fala muito sobre o circuito, que é duro, que é longo, que é massacrante. Logicamente que tem o lado mais que positivo que é muito rentável e com uma visibilidade monstro.

Ser tenista profissional é duro, ter que ficar tanto tempo concentrado, viajando pelo mundo, quase nada em casa, sozinho na grande maioria do tempo não é tão agradável... mesmo quando se é número 1 do mundo as partes negativas são iguais. No tênis feminino é ainda mais duro. Não costumo escrever muito do assunto e aproveito para me desculpar, o circuito delas é muito mais duro que o circuito masculino.

Existe muito pouca amizade entre as jogadoras, quase nunca elas treinam entre elas e a convivência no circuito que já é difícil, entre elas é mais complicada ainda.

Quando uma Henin anuncia que vai parar algumas coisas me vem a cabeça.

Não será hora de fazer do circuito profissional de tênis mais curto? Estilo como são feitos os esportes americanos. A famosa “season”. Um exemplo começaria em fevereiro e no final de outubro acabaria. Tudo mais comprimido. Depois o tenista teria tempo 3 meses pra jogar exibição ( pra quem reclamar que não vai ganhar dinheiro nesse tempo), descansar ( com isso o tenista evitaria a sobrecarga no corpo e duraria mais), e poderia treinar mais, se preparar melhor para o ano ( com certeza o nível do esporte aumentaria).

São sugestões e muitos podem achar que eu sou maluco ou podem não concordar. Muitas vezes escutei isso nas reuniões de jogadores na Atp. Nunca passou por culpa dos torneios e dos contratos de televisão, mas um dia quem sabe as pessoas e tenistas percebam que isso pode ajudar o esporte.

Voltando a Henin e as outras ou outros jogadores que param de jogar cedo 99,9% dos casos é lesão ou cansaço do circuito. O que mais se escuta é “quero ser uma pessoa normal outra vez” ter uma vida mais caseira, amigos por perto e formar uma família.

Não sei exatamente o caso da belga mas eu como tenista e torcedor fico triste, ela para mim era a melhor de todas. A menina que eu parava na frente da tv para assistir um jogo dela.

Se for pela sua felicidade .....

Au revoir

Escrito por Fernando Meligeni às 12h52 envie esta mensagem

Bomba

Que bomba

Fui treinar esta manha com o Mauro nas quadras rápidas.

Deixei meu celular para vibrar, depois de quase duas horas de treino e boas risadas fui ver se tinha alguma ligação importante. Quando olhei o telefone tomei um susto, 25 chamadas não atendidas em menos de duas horas. Pensei... Alguma coisa aconteceu, coisa boa não deve ser. Bomba na certa.

Peguei os recados morrendo de medo, o primeiro um amigo dizendo, cara, para de colocar no blog os vídeos dos teus treinos, o Sampras viu e desistiu de vir pro Brasil. Dei muita risada e fui pro próximo ( achei que era brincadeira). Um outro amigo dizendo, cara a casa caiu o “Man” não vem mais. Demorei um pouco para entender, para acreditar. Não nego que por um minuto a dor no corpo do esforço doeu um pouco mais.

Depois disso todos os recados davam a mesma informação, amigos avisando que tinham lido no Clarin, jornal Argentino que ele tinha cancelado.

Não preciso dizer o susto a tristeza que tive. Como vocês ainda não sei a versão oficial espero por uma declaração dos organizadores para saber se é verdade e se infelizmente for o que vai acontecer, por outro lado tendo sido tenista por tanto tempo sei que isso são fatalidades que acontecem, mais ainda quando o cara vem para três eventos, Chile, Argentina e Brasil e cancela todos. Se ele não vier mesmo ele machucou feio.

Ele é um cara extremamente ético, responsável e sabe a repercussão que sua não vinda pode ter.

Agora é esperar os próximos dias e a declaração do Dacio, do Pedro e do Luiz, donos do torneio.

Vamos torcer para que tenham a melhor solução possível e que o Brasil possa ter a chance de ver um fenômeno como esse jogando aqui.


clique e veja a matéria que saiu no Clarin

AQUI.

Escrito por Fernando Meligeni às 15h18 envie esta mensagem

Djoko, Belucci e vida de tenista


Nos últimos tempos se criou um estado de pessimismo quando se fala do nosso futuro. Com o fim da carreira de vários dos nossos melhores jogadores de todos os tempos em pouco mais de 6 ou 7, anos a incerteza, o pessimismo e a frustração apareceu em quase todo mundo que eu falo

A frase que mais escuto nas ruas e com certeza... E agora? Temos alguém vindo?

Quando voltamos no tempo e analisamos como nossos jogadores chegaram ao seu melhor ranking percebemos que nada mudou. Não importa os resultados, o lugar que eles nasceram, nada. As coisas continuam igual.

Desde que me conheço como tenista que lutamos por mas ajuda, ou melhor, alguma ajuda. Mas esse papo já me cansou e com certeza a você também.

Voltando alguns anos atrás vemos a fase juvenil do Guga, Jaime, minha do André posso garantir que não tem nada diferente do que acontece hoje.

Escuto vários pais dizendo que dessa maneira não dá, que com essa estrutura o nossos jovens não vão chega a nenhum lugar. Concordo e não concordo.

Concordo que teríamos que ter uma estrutura melhor, que facilitaria muito a vida dos nossos jogadores, que não é tão difícil faze-la. Ao mesmo tempo não concordo porque todos os jogadores que até agora conseguiram resultados no profissional não tiveram ajuda, tiveram força para encontrar seu caminho, treinaram muito e correram atrás com o pouco dinheiro que seus pais tinham. Vocês acham que o pai do Jaime era rico? O do Guga? O meu? Não passavam de uma classe media que lutava dia a dia para ajudar a família.

Falo isso porque de uma hora pra outra quando ninguém imaginava e todo mundo estava chorando porque o tênis não ia ser o mesmo apareceu mais um menino que ninguém ajudou, ninguém falou e hoje é número 81 do mundo.

Que fique claro pra você que não está por dentro do nosso esporte, que mais uma vez um jovem chegou por seus esforços. Pela ajuda da sua família e dedicação pessoal.

Isso serve muito de motivação para os outros tenistas da mesma idade. Lembro quando o Guga ganhou Roland Garros em 97 eu já tinha minha carreira estabelecida, tinha ganho um Atp tour e bastante confiança no meu tênis. A vitória dele mostrou não só para mim como para todos os brasileiros que um brasileiro podia ganhar um grand slam, não tinha essa de bicho papão. Não importava do país que o jogador vinha ou a estrutura que tinha por trás. O tenista entrava na quadra e lá ele podia fazer coisas impossíveis. Dois anos depois lá estava eu na semi-final

Tênis é um esporte difícil, complicado e as vezes caro, mas isso não pode se transformar em desculpa para os pais de jogadores e os próprios futuros campeões. Corram atrás que vale a pena e é possível

Temos que voltar a sorrir, voltar a acreditar. Dois jogadores entre os 80 do mundo, grandes chances dos dois jogarem os jogos olímpicos e mais que isso um deles tem apenas 20 anos.

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Falando dos resultados da semana, e não é que o Djoko levou. Ele é a grande esperança para que haja emoção na luta pelas primeiras colocações no Ranking. Em pouco tempo parece que ele vai desbancar o Nadal do segundo lugar. Ele me surpreendeu no saibro, jogando com calma, paciência, atacando na hora certa e o que mais dá prazer... ele não se intimida nem se pressiona com a s oportunidade. Ele literalmente não encolhe o braço pra fechar.
O blog anterior não serve pra ele. Hehehe

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Outro grande resultado esta semana foi o terceiro titulo do Belucci seguido, mostra muita coisa isso. Primeiro que o nível dele já não é mais de challenger, pode, deve e vai mudar o calendário para torneios maiores. Vai sofrer é claro, vai perder mais, vai aprender, mas é lá onde o circuito afunila.

Segundo, mostrou maturidade e foco ao vencer três torneios seguidos, coisa nada fácil, méritos para ele e para seu técnico que o manteve motivado e mostrando a importância de cada jogo.

Terceiro e mais importante, os caras que ele ganhou na últimas semanas mostram que ele vem jogando bem. Verkerc, Massu, Garcia Lopes e Vassalo Arguello. Todos jogadores que adoram o saibro, com muita experiência e nível de tênis.Outra passadinha rápida queria dar pelos futures. Esta semana começa o quarto seguido. Estive em torneios assim quando comecei. Na minha época não eram futures e sim satélites.

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Queria deixar um recado aos jogadores que jogam esses torneios. treinem duro, saiam o mais rápido desses torneios, não menosprezando esses torneios, muito pelo contrario, mas eles tem que ser torneios de passagem, lugares que ficamos pouco tempo. O verdadeiro tênis está nos torneios maiores. Treinem duro, ganhem seus pontos e assim que for possível jogar torneios maiores joguem. Quanto maior o torneio e os adversários melhor jogamos.
Joguem em Rio quente trabalhando para jogar um challenger semana que vem e Roland Garros ano que vem.

É POSSÍVEL




Escrito por Fernando Meligeni às 10h36 envie esta mensagem

POR QUE É TÃO DIFÍCIL FECHAR UM JOGO DE TÊNIS


Essa mesma resposta buscam os amadores, os amantes do tênis, os domingueiros, os perebas os sonhadores ou os profissionais. Todos eles jogam ao seu nível, treinam normalmente melhor que jogam, fazem coisas no bate bola que quase nunca conseguem fazer na hora que vale. Porque?

É gente, não importa o nível que você joga, o adversário que você enfrenta, quando o jogo vale alguma coisa é difícil fechar.

Converso com muitos amigos amantes de tênis, debato com eles as diferenças de jogar um 2 a 2 ou um 5 a 4. Não vou dizer que é fácil explicar, não é. Posso tentar contar com a experiência que tenho mas mesmo assim é complicado o assunto.


Quem de vocês na hora de fechar não esqueceu totalmente de pensar no ponto que está por vir e começou a delirar pensando....

Po, se eu ganhar este ponto vou ganhar este jogo que vai me permitir ganhar o torneio
Quero ver a cara do fulano quando eu contar que ganhei do cara.


Falando disso tenho um amigo que joga muitos torneios de federação aqui em São Paulo. Sr Paradela, ele me contava ontem que jogou um torneio e estava na final, o adversário era na visão dele e dos amigos que costumavam jogar os torneios, um cara imbatível. Ele contando a historia do jogo ( que demorou umas 2 horas) me dizia que o cara teve 6 match points, bolas na mão o jogo ganho varias vezes e ele enquanto lutava para ganhar ficava pensando em mostrar pra galera que era possível derrota-lo, claramente esquecendo a alegria apenas de vencer o jogo. No final ele conseguiu vencer e até agora o adversário não entende como isso aconteceu.

Fica claro que mesmo em um torneio de federação os nervos fazem a diferença e a evidente superioridade desaparece se um dos dois sente a pressão de fechar o jogo.


Isso acontece no tênis amador, no profissional, o dinheiro, os pontos e a repercussão sempre foram os vilões dos jogadores.

Esses pensamentos que nos desconcentram tem a mania de aparecer em algumas situações..

Quando sacamos para o jogo. Incrivelmente não colocamos nenhum primeiro saque na quadra, nosso braço fica mais amarrado impossível e quando batemos a direita parece que estamos segurando um jornal embaixo do braço.

Match point. Bolas incríveis erramos nessa hora, aquela que é só colocar do outro lado da quadra e ...... vitória. Que nada, parece que queremos complicar o jogo e sem entender erramos.

Fiz essa introdução para que a galera entenda que não existe muita diferença do que sentimos nas horas importantes. Logicamente que temos mais bagagem para neutralizar essas sensações. Mesmo assim vemos muitos jogadores travarem nas horas mais inoportunas. Aquelas coisas que você se comenta, nem eu faria isso. Quem não se lembra da final de Roland Garros do Coria e Gaudio...

Nessa hora o que mais escutamos quando estamos na quadra dos nossos técnicos é pensa no próximo ponto. Joga ponto a ponto. Se o pensamento vier tira ele da frente e pensa no próximo ponto. Isso pode ajudar.

Hoje vendo o jogo do Stepanec com o Federer algumas vezes parecia que ele não conseguiria superar os nervos, sacou no 4/3 perdeu, sacou no 5/4 perdeu. O que mais impressionou e é o que mais acontece nessas horas é que as pernas param. Travam. Diga-se de passagem que o Tcheco jogou muito. Usou e abusou da provocação, do cara a cara e como é conhecido gritou o tempo inteiro. Agora... o jogador que vimos não é nem de perto o Federer de antigamente. Sem brilho, sem gana, muito burocrático. Visivelmente desmotivado. Uma coisa me chamou a atenção, eu to vendo errado ou ele está meio lento?

Bom, agora ninguém é de ninguém e pode dar qualquer coisa. Adoraria ver uma final Roddick vs Djoko



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Uma última pergunta, você já viveu alguma situação assim de nervosismo pra fechar um jogo? quer contar? bota pra fora.... Conta pra galera

Escrito por Fernando Meligeni às 19h13 envie esta mensagem

Pintou o campeão de Roma

Pintou o campeão

Não costumo dizer isso antes do tempo

Na verdade a minha experiência não deveria me permitir fazer essa afirmação nas quartas de final de um torneio desse porte, mas acho que pintou sim o campeão

Ele se chama Roger Federer

Não acredito que ele perca a chance de ganhar Roma este ano.

Olhando a chave, o nível de seu jogo e a qualidade dos seus adversários acho que ele vai passar por cima sim. Não acredito que o galã Stepanek possa assustar.

Falando em Stepanek

Lembro a primeira vez que joguei contra ele em Estoril, ele ainda não era conhecido, os poucos que sabiam quem era ele sabiam pelas suas engraçadissimas imitações. Diferente do Djokovic quando ele começou, o Tcheco imitava os adversários no meio do jogo. Se o adversário gritava Vamos, dois pontos depois ele fazia o mesmo em um espanhol arranhadissimo. Outra bela imitação era a maneira de jogar do adversário. Lembro que comigo ele começou tentando me desconcentrar jogando bolas altas e gritando na quadra “ vamos jogar como o Meligeni, tudoooo pra cima” não feliz começou a andar como eu, e não é que ele fazia igual, não contente aproveitava e fazia varias caretas. A torcida não parava de rir. Eu também.

Não era só comigo. Altas brigas vi ele ter no começo de carreira.

Uma cosia vem me chamando a atenção em Roma este ano: Vários jogadores que normalmente não tem ótimos resultados no saibro estão nas quartas de final. E olha que todos os jogadores declararam que lá este ano está bem lento.

O lindo Stepanek com seu jogo agressivo
O atirador de elite James Blake
O grande sacador Andy Roddick
O que dizer do Wawrinka

Cuidado podemos ter uma final diferente. Torço por isso

Você pode estar achando estranho, dois blogs juntos, não me agüentei, deixem seus comentários onde preferirem ou nos dois. Vamos debater esses assuntos...




Escrito por Fernando Meligeni às 18h50 envie esta mensagem

Tirando algumas dúvidas de um leitor sobre a Atp


O amigo Tiago Carneiro de São Paulo, assíduo leitor do blog me mandou um recado cheio de dúvidas, pediu que eu respondesse algumas perguntas sobre a entidade que manda no tênis mundial, a Atp.

Falar da Atp sempre foi difícil, parece que o relacionamento dos esportistas com as entidades sempre tem complicações. Lembro que na época éramos induzidos a não criticar abertamente na imprensa. Era abrir o bico que levávamos um puxão de orelha.

A ATP foi fundado pelos próprios tenistas depois um boicote dos jogadores lá pelos anos 70. O que era para ser uma entidade bem a cara do tenista com os anos mudou bastante. O que no passado era decidido apenas por jogadores nos dias de hoje essas divisões são divididas igualmente com os diretores dos torneios.

O Tiago me perguntou se os jogadores tem aposentadoria. Olha, alguns tenistas sim, outros não, explico, os jogadores que jogam 11 torneios ATP tour na chave principal durante o ano ganham uma “estrela” para o tenista conseguir a aposentadoria ele tem que ter cinco estrelas até o fim da carreira, não necessariamente sendo seguidas. Alem disso tanto na simples como nas duplas você pode obter essa tão almejada estrela. A única ressalva é que não se pode ganhar duas estrelas no mesmo ano( simples e duplas). Deu pra entender? Espero que sim. Parece fácil conseguir a aposentadoria mas não é bem assim, se manter entre os 120 do mundo por cinco anos não é uma tarefa das mais tranqüilas.

Sobre lesões, ele me pergunta se a Atp tem alguma responsabilidade ou ajuda quando o tenista se machuca. NÃO.

Paralelamente existem algumas alternativas, a melhor é você fazer um seguro que se você se machucar e ficar mais de um mês fora das quadras a seguradora te paga um salário correspondente aos seus ganhos mensais jogando. Isso tem um custo, mas dá uma tranqüilidade impressionante. Se você for olhar o preço é o valor que o tenista ganha numa primeira rodada de torneio grande.

Hoje em dia a ATP é metade dos jogadores e metade dos diretores dos torneios, tem um presidente remunerado e sem fins lucrativos.

Os torneios compram as datas e entram no calendário, quando o Tiago me pergunta o porque da quantidade de torneios em quadra rápida eu também não sei dizer. É uma luta antiga, os jogadores de saibro querendo um calendário mais espaçado e não conseguindo. Não posso dizer que a Atp tem mas intenções sobre isso. Existem sim muitos interesses, televisões pressionando, contratos longos em vigência. Xiii, muita coisaaaa.

Posso afirmar que não é nada fácil a vida da entidade, eles conseguem coisas legais, plano de saúde muito bom para os atletas, ano inteiro de torneios, patrocínio de roupa e raquetes para quem não tem, cada ano que passa os torneios dão mais dinheiro aos jogadores. Perfeitos eles nunca vão ser, posso afirmar que é bem difícil satisfazer tantas cabeças diferentes e num esporte individual. O circuito de tênis mais parece um “loquero” do que um circuito de tenistas.

Varias vezes por ano temos uma reunião dos jogadores com a entidade, normalmente são feitas nos grand slam, existe uma obrigatoriedade e todos, todos mesmo tem que ir, se não for recebem uma suculenta multa.

Nessas reuniões são dadas as informações do que vai se mudar, votações, e sempre algumas coisas engraçadas ou complicada acontecem.

Lembro do dia em que o Korda foi sabatinado depois de ser pego no doping. Jogadores declarando coisas pesadíssimas contra ele. Ele sentadinho na sala sem falar uma palavra. Desconforto total.

Esse é o mundo do tênis,o mais bonzinho grita vamos depois de uma dupla falta no break point



Escrito por Fernando Meligeni às 18h25 envie esta mensagem

Os países mudam e os problemas políticos na davis são os mesmos

A dura vida do técnico da Davis

Hoje saiu em alguns jornais do mundo que o competente capitão da equipe espanhola da Davis pediu demissão. A informação ainda é desencontrada.

Até aí nada de anormal, muitas vezes chega a hora do técnico deixar o cargo, dar lugar para outros profissionais, mais jovens, com idéias novas...

O que mais deixa triste é quando o técnico não consegue desenvolver seu projeto até o final. Tem o apoio dos jogadores e por outros motivos...

Conheço bem o Emilio Sanchez e sei da sua competencia e engajamento como capitão. Quando entrou há dois anos atrás estávamos aqui em São Paulo para um evento no clube Paineiras do Morumbi onde ele faria uma palestra e depois um jogo exibição comigo. Sentados tomando um café perguntei se ele estava motivado e o que ele pretendia com o cargo. Lembro bem sua resposta otimista, quero vencer a Davis, quero fazer os jogadores jogarem o seu melhor nessa competição.

Passado algum tempo o que lemos é uma “porrada” ou “traição” que parece acontecer em quase todos os paises. O time chega em um lugar de expressão, no caso da Espanha na semi final e os dirigentes por uma quantidade de dinheiro preferem colocar em risco a vitória por interesses pessoais. Muitas vezes ( na grande maioria) nem perguntam ao técnico muito menos aos jogadores.

O que ninguém esperava é que o Emilio tivesse tanto “huevo” e pedisse demissão pouco tempo antes de um confronto tão importante e ganhável para o time dele. O jogo contra os Estados Unidos é claramente um confronto para se jogar em um lugar lento, se possível nível do mar. Quando ele percebeu que não ia ser assim e se sentiu traído preferiu ir embora deixando claro que sua postura é mais importante que tudo. O time foi claro, pediu Saibro e nível do mar, a federação quer colocar em Madrid que tem mais de 600 metros de altitude.

Tive por um tempo nesse duro cargo, para muitos um cargo apenas técnico para mim depois de vivenciar algumas coisas muito mais político que técnico. As promessas muitas vezes não são cumpridas e pior que isso, se faz de conta que foi feito.

Tiro meu chapéu ao Emilio, mesmo que ele volte atrás se o presidente ceder a pressão dos jogadores. Para mim ele está fazendo o que o coração manda e quando isso é feito é digno de aplauso.
Infelizmente o que os dirigentes muitas vezes não percebem é que quem joga é o jogador e se eles querem resultados tem que coloca-los para jogar em situações que eles se sintam confortáveis.

As vezes até se critica os atletas pensando que eles tem que jogar onde mandarem, ou que eles não ganham por isso querem escolher. Peguei uma matéria do problema lá na Espanha que mostra bem todo o embrolio de uma briga entre jogadores e federação.

Durante el torneo de Barcelona hubo tres reuniones, pero no se ha llegado a ningún acuerdo.

De los ocho jugadores seleccionados por el capitán Emilio Sánchez, la mayoría (5-3) ha mostrado su deseo de jugar sobre tierra, al aire libre y al nivel del mar, mientras que la FET preferiría hacerlo en Madrid, asumiendo el riesgo de jugar en altitud (600 metros sobre el nivel del mar).


La millonaria oferta realizada por el ayuntamiento de Madrid, que pagaría 1,5 millones de euros por albergar la eliminatoria en la plaza de Las Ventas, además de ofrecer una prima de 300.000 euros a los jugadores ganen o pierdan y otro igual a la federación, es el principal argumento de Pedro Muñoz, presidente de la FET, para apostar por Madrid.

Em outra entrevista podemos ler… e ao meu ver a mais importante. Palavra é palavra.


Después de superar a Alemania en cuartos en Bremen, Muñoz prometió a los tenistas que tendrían la "última palabra" en la elección. Ahora, el dirigente justifica el posible incumplimiento del compromiso por "motivos extraordinarios y de interés general para el tenis español".

JÁ VI ESSE FILME, VIVI ESSA SITUAÇÃO IGUAL UM DIA…

Os países mudam,as línguas também e os problemas continuam os mesmos.

Será que todos os jogadores, técnicos, preparadores físicos estão errados e os dirigentes certos?

Quem sabe....

Eu acho que não

Escrito por Fernando Meligeni às 20h55 envie esta mensagem

Roma

 

Nunca imaginei que fazer um blog fosse as vezes tão complicado. Quanto mais se entra nesse mundo, quanto mais pessoas acessam você todos os dias maior a responsabilidade. Ter assunto interessante todos os dias é um grande desafio, mais ainda para um tenista e não um escritor.

Por um lado é difícil, mas não existe nada melhor do que entrar algum tempo depois da postagem e ver que a galera curtiu e está deixando seus recados.

Neste quase um ano de vida tenho pessoas muito fieis me acompanhando, pessoas que entram quase todos os dias. A eles e todos que curtem o blog do fininho o meu muito obrigado.

Hoje começou mais uma grande semana de tênis. O Master Series de Roma é show, eu só posso dizer maravilhas de lá. Alem de gostar de cada detalhe do torneio lá tive o prazer de vencer o mito Sampras em 1999. Inesquecível.

Não vou escrever mais dela porque já escrevi algum tempo atrás, quem quiser pode relembrar aqui..... 

http://blogdofininho.blog.uol.com.br/arch2007-09-23_2007-09-29.html#2007_09-27_11_20_28-11920379-0

Desde a comida, no segundo andar com vista para varias quadras de jogos, onde as massas e a caprese são as especialidades, o hotel de primeira categoria ( agora mudou, na minha época era o Hilton Cavalieri) não muito longe de lá, a proximidade do estádio de futebol onde o Roma joga, a paixão dos italianos ao ver os jogos a palicorta, segunda quadra central do torneio e muito mais. Lá nos sentimos no auge das nossas careiras.

O clima desses torneios é diferente, não adianta dizer que não é, quando se tem um monte de caras que são os melhores do mundo juntos o clima é diferente. Existe menos brincadeira, mais estudo do adversário e muita mas muita energia. Esses torneios são feitos para gente grande.

A primeira vez que entrei no vestiário do torneio lá me senti 100 vezes maior, automaticamente você começa a acreditar que é bom também. se você está lá é porque merece. Os primeiros minutos são de estudo, de vergonha, você fica olhando para ver se alguém vai te dizer alguma coisa, ao invés disso ninguém olha pro lado, todo mundo concentrado. Logicamente tem seus malucos como em qualquer lugar, mas o comprometimento é inegável. Todos focados e fazendo alguma coisa.

Tem os malucos por raquetes, os tenistas que ficam trocando os grips mil vezes, batendo nas cordas para ver se está dura outras mil vezes. Ai de você se pegar na raquete deles sem pedir, os caras viram bicho.

Tem os alienados que ficam escutando musica o tempo inteiro. Essa é a parte boa, cada maluco, diferente do futebol que 99,95 gosta de pagode, tenista é bem eclético, tem de tudo, e mais que isso muita gente gosta da musica popular do seu país, você pode imagina a musica popular Russa, Chinesa, Norueguesa ou Japonesa? Bom é isso, o único problema é quando um maluco desses coloca alto no vestiário e começa a cantar junto. Que trash

Tem os que ficam conversando apenas com o técnico sobre o jogo. Desses nem vou comentar

Os malucos que vivem na fisioterapia, OPS , esses são a grande maioria. Tratam das costas, pedem atendimento no joelho, massagem no ombro e quando estão para ir embora pedem ajuda para alguém alongar eles.

Falando mais do torneio estive vendo a chave do torneio... Será que o Cañas vai aprontar outra pra cima do Federer?

Não duvidaria.

Será que alguém bate o Nadal? O mosquito Ferrero podia conseguir. Ele merece depois de tudo que trabalha.

Um jogo muito interessante é o Gonzáles e Tipsarevic, esse é dos jogos que pago para ver.

Bom, fico por aqui, vendo pela televisão desta vez, lembrando do clube, do publico, do Coliseo, do Vaticano, da Piazza Itália ...

Se um dia tiverem a oportunidade apareçam por lá durante o torneio. Vale a pena.


Escrito por Fernando Meligeni às 23h13 envie esta mensagem

Vídeo com comentários sobre os resultados da semana e um presentinho. Fininho surfando

Ola

Como foram de feriadão?

Espero que bem, que tenham curtido como eu.

Infelizmente não conseguimos seguir os torneios pelo mundo. E olha que esta semana não faltou emoção ou bons torneios. Mais de uma pessoa reclamou que nenhuma emissora mostrou. Que pena ( se tiver alguém que mora na Espanha e viu o jogo e quiser comentar vamos adorar, igual as pessoas que moram na Alemanha). Munich, Barcelona e Tunis eram bons torneios para os amantes do tênis. Nos vídeos que seguem abaixo falo sobre os torneios. Infelizmente sei que tem algumas pessoas que não podem acessar do trabalho porque é bloqueado por isso vou também escrever.

Dois Atp tours importantes rolaram na semana, Munich com a vitória do González. Incrível, eu sou fã desse cara, tem uma direita devastadora e uma alegria de jogar muito particular, daqueles caras que fazem bem ao esporte, cada vez que entra no vestiário trata todo mundo igual. Caras difíceis de encontrar hoje em dia. Em Barcelona outro passeio do Nadal, fica difícil falar mais dele, temos que encontrar uma maneira de para-lo. Alguém tem uma sugestão? Formula? Só não vale dar raquetada no joelho dele.

Outra boa noticia foi a vitória do Thomaz Belucci em Tunis, ele com esse resultado vira 100 do mundo, entra em vários torneios grandes e principalmente em Wimbledon.

Grande Thomaz, grande Leo. Que essa parceria de perpetue.

Bom, não deixem de dar uma passada nos vídeos e opinar depois. Quero suas analises.

Muita gente reclamou da qualidade da imagem, espero ter melhorado. Meu cabelo eu dei uma disfarçada com o boné.

Bom, fico por aqui esperando noticias

Abraço a todos.





Fininho Slater


Escrito por Fernando Meligeni às 21h12 envie esta mensagem

Feriado trabalhando e curtindo


Aqui no Brasil é feriadão mas não eu estou mesclando o prazer de aprovietar o feriado na praia e trabalhar ao mesmo tempo.

Estou em comandatuba participando de um evento do Ibef. Fui contratado para ministrar uma clinica patrocinada pela Accor hotéis.

Não sei se vocês sabem mas tenho feito muitos eventos nos últimos cinco anos desse tipo, clínicas de tênis, exibições, palestras para jogadores de tênis entre outras coisas, em media uns 30 eventos por ano.

Nessas clinicas passo minha visão e experiência aos convidados e jogo contra eles, dou dicas, conto historias do circuito, faço correções nos golpes de alguns e jogo com todos os participantes. São momentos divertidos, coloco meus adversários na fácil missão de me derrotar. Ele tentam ganhar pontos de mim. Cenas incríveis vemos nesses jogos. O lado mais legal é ver a cara deles, a vontade de ganhar esses pontos, alem disso ter a oportunidade de levar o nosso esporte para todo o Brasil. Um meio de ida e ao mesmo tempo ajuda muito a popularização do esporte.

Aqui em comandatuba participo pela quinta vez do evento. Organizado pela Wilton Esportes, com a ajuda dos técnicos Eloy, Josué, Caramelo e o Próprio Wilton colocamos 90 participantes nas 5 quadras ontem. Dividimos em níveis, avançados, Intermediários, iniciantes e crianças. No final sempre um joguinho com prêmios. Foram mais de duas horas sob um calor de quase 40 graus. Incrível

O mais gratificante é em cada evento como esse iniciamos alguém para a pratica do tênis. Alguns meses depois ou até anos, encontramos essas pessoas que vem nos falar que estão jogando regularmente.

O lugar aqui nem preciso dizer que é um escândalo, dizer que estou trabalhando pode parecer uma ofensa, mais ainda num evento tão bem organizado. Para se ter uma idéia hoje a noite está programado um show da Daniela Mercury

Vou ter que requebrar na pista.

Para quem se está perguntando, o cara não vai treinar.... lógico que sim, no fim de tarde fui presenteado pelo Eloy, Relembramos os velhos tempos e ele me colocou pra correr. Treinamos sob olhares de vários convidados do evento por mais de uma hora. Hoje tem mais.

Vou colocar umas fotinhos para que vocês possam ver um pouco mais do que está acontecendo aqui.


Clinica Ibef/ Accor


Adversário mais temido hoje na clínica


Passeio pela ilha, o motoqueiro fininho


Fim de tarde um belo frescobol na praia


Bom feriado a todos.


Escrito por Fernando Meligeni às 10h04 envie esta mensagem

Lembranças do meu tempo juvenil e mais vídeos

Não me agüentei

Como fez muito sucesso o último vídeo decidi gravar mais algumas coisas.

Hoje fui treinar mais uma vez no saibro para pegar um pouco mais de físico e ritmo, jogamos por mais de 1 hora com muita intensidade. Pela primeira vez desde que voltei a treinar saí feliz da quadra. Comecei a jogar legal.

Tenho treinado com os meninos do clube, um dia com o Gabriel Wanderley e hoje com o Gutinho.

Cada vez que entro em quadra para jogar com eles lembro da minha caminhada, longa caminhada e muitas vezes até um pouco incerta.

Desde meus tempos de moleque sempre gostei de treinar com jogadores mais jovens. Se eles não era bom o suficiente para jogar um set o colocava de um lado da quadra e fazia ele me mexer pela quadra inteira. Cansei de treinar com mulheres também. acho esse papo de certos jogadores juvenis e principalmente pais que seus filhos tem que jogar com gente melhor no mínimo engraçada.

Quem faz o treino não é o parceiro da quadra, quem faz o treino é você mesmo. Desde que teu parceiro coloque a bola do outro lado da quadra ta valendo.


Vejo nos olhos dos mais jovens o sonho de ser um profissional. Está sendo legal treinar com esses jovens porque alem de ser ajudado nos treinos posso passar minhas experiências e dicas.

Nos dias de hoje em que é difícil poder passar ensinamentos ( quase todos os jovens acham que sabem mais que todo mundo), em compensação eles abrem os olhos, ouvidos para me escutar.

A convivência com os mais jovens sempre foi um diferencial na minha carreira. Lembro de quando o André Sa começou a treinar com o Ricardo Acioly e comigo. Ele era jovem e queria muito ser um jogador de ponta. Seu brilho nos olhos e sede de informação impressionava. Essa força fazia com que o grupo inteiro se motivasse, fazia o treinador a trabalhar mais, o preparador físico a maltratar mais e eu a treinar muito mais, nem de perto queria que ele me superasse. Um empurra o outro pra cima.

Só posso me alegrar ao ver a matéria de ontem no Momento olímpico e escutar ele falando tão bem de mim. Aqui se faz, aqui se paga. Obrigado negão pelas palavras. Não só as dele, a do Marcelo, do Dacio, Eusébio e Maria Esther também.

Se posso deixar um recado aos nossos jovens tenistas... treinem com os mais fracos também, façam desse treino o melhor da semana. Podem ter certeza que isso vai acontecer com você um dia no circuito. Quando você tiver a oportunidade de treinar com o numero 1 do mundo você vai agradecer ter treinado e respeitado aquele meninão que te admirava como você admira a fera que ta treinando com você. Pode ter certeza que ele vai te respeitar e te tratar bem.

Não reparem no meu cabelinho, foi um momento de rebeldia.

De tanto que vocês falaram da barba eu cortei, do cabelo eu prendi da câmera não tenho responsabilidade, o câmera man hoje tava meio emocionado...








Escrito por Fernando Meligeni às 20h31 envie esta mensagem

Nadal critica calendário... Marcaram a data de Sampras vs Meligeni no Grand Champions e mais algumas coisinhas

Que coisa legal foram os comentários sobre o vídeo. Fiquei feliz que vocês curtiram. Vou continuar postando pra vocês. Um dia escrevo o outro coloco vídeo... e assim vamos.

Adorei alguns comentários:

Efeito terremoto, compra um tripé, faz a barba,coloca a Sharapova no teu lugar, cabelo ruim... Muito bons, vocês cada dia estão mais afiados

Estou providenciando tudo isso ta. rs

Novidades no grand champios. Ontem me ligaram e me comentaram que meu jogo contra o Sampras está programado

Se ninguém mudar nada comecem a se preparar dia 21 de maio no ginásio do Ibirapuera: Sampras vs Meligeni.

Muito bom,cada vez que falo ou escrevo do jogo fico mais motivado, adrenado, cagado, ops desculpem o linguajar, não me agüentei e todos os “ado” que estão no vocabulário. Muitas pessoas tem me perguntado onde é possível comprar os ingressos. Vamos lá. Deixo o link pra vocês AQUI. www.ingressofacil.com.br ou nas bilheterias do Ibirapuera.

Mudando de assunto

Vocês viram a entrevista que o Nadal fez depois do jogo dele em Monte Carlo? Ele critica (estou curtindo muito sua atitude de criticar algumas coisas da Atp) duramente a entidade sobre ter 3 master series de saibro em quatro semanas. Não só isso, fala que cada vez mais o circuito de saibro está sendo espremido. Já na época em que eu jogava se falava muito disso, varias reuniões eram feitas mas existia uma diferença, nenhum jogador top tinha a coragem de ir a publico e criticar a Atp ou colocar seus pensamentos. Mesmo sendo uma entidade dos jogadores, eles pararam de mandar a muito tempo, e posso dizer que a culpa é 100% nossa, a grande maioria não se junta e luta pelos seus interesses e isso é coisa de longa data.

O sistema tem tudo para ser melhor, não acho que seja ruim, mas demora muito para se mudar alguma coisa que não está sendo boa. E desta vez o Nadal está coberto de razão.

Se você olhar bem o calendário vai perceber que a grande maioria dos torneios não são jogados em saibro, até fizeram uma estatística um tempo atrás que mostrava que não se podia comparar a quantidade de pontos que se dava pra quadra rápida e pro saibro.
O jovem Nadal, está mostrando que ele é mais que um jogador de tênis, tem atitude e luta pelos seus interesses e dos demais também.

É sabido que mudar o calendário é coisa difícil e ingrata, mas se os jogadores não tentarem.... vai ficar assim ou pior.

Vocês se lembram quando comentaram em tirar o posto de master series de Monte Carlo o que aconteceu?? Mudou? Lógico que não, os dois melhores jogadores do mundo criticaram. Só um maluco vai contra ele no circuito.

Que falta união nos jogadores para lutar por coisas importantes isso é sabido por todo mundo, agora, nada melhor do que o exemplo a ser seguido ser de uma cara desses, super respeitado pelo circuito. Se ele começar a botar as manguinhas de fora para melhorar o calendário do saibro cuidado, as coisas podem mudar.

Só o tempo vai dizer se eles vão conseguir mudar as coisas.

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Notinha rápida: Não costumo falar muito de assuntos fora do esporte, mas este vale muito a pena e acredito de verdade. É um assunto social.

Um ex diretor dos meus programas na mtv ( Carlinhos Zodi) está com um projeto de musica incrível, se chama “Projeto musica bonita”.

O projeto funciona da seguinte forma... ele vende o CD e direciona todo o dinheiro arrecadado para caridade. Ano passado foram 140 cobertas distribuídas para moradores de rua de São Paulo no inverno,
Um belo começo. O mais legal é que a musica é de primeira qualidade. Quem gosta de musica e adora ajudar pessoas vão curtir

Leia mais sobre o projeto AQUI www.carlinhoszodi.com.br

Boa sorte Charly



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Jogadores brasileiros pelo mundo, Daniel venceu a primeira em Barcelona, Silva entrou de locky loser em Munich, Belluci e Bruno Soares em Tunis, Zampieri em Roma. Muitos dos nossos jogaodres viajando esta semana. Muito bom...

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Queria deixar um abraço grande as pessoas que entram e não são poucas de fora do Brasil. Para terem uma idéia neste último mes, pessoas de 54 paises entrarm no blog, vai alguns exemplos...

Roménia, Nicarágua, Hungria, Turquia, Suécia, Finlândia, Catar, Namíbia, Angola, Argentina, Austrália, Portugal, Kenia, Macao, Irlanda, Rússia, Canada, Espanha,Alemanha, Estados Unidos, Moçambique, México, Inglaterra ente outros. Obrigado, sei como a galera que mora fora do Brasil curte uma informação legal do seu país.

Escrito por Fernando Meligeni às 09h37 envie esta mensagem

Rafael Nadal Campeão de Monte Carlo. Análise do jogo em Vídeo

Salve, Salve.

Você assistiu o jogo hoje? O que achou?

Sempre buscando coisas novas para o blog, hoje vou inovar por aqui. gravei um vídeo com o meu comentário sobre o jogo. É o primeiro. Me digam o que acharam. Me digam se curtem.


Posso adiantar que curti, achei um belo jogo.

Antes de começar achava que podia dar Federer, mas depois de alguns games... ficou claro que não.




Clique no vídeo e depois volte aqui para deixar seu comentário. Vou adorar debater com você.

Nadal quatro vezes campeão de Monte Carlo. O único.

Segura o homem.


Escrito por Fernando Meligeni às 22h07 envie esta mensagem

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