Meu pai sempre me disse: Fernando, aproveite ao máximo o momento, curta cada instante que você está vivendo porque uma hora acaba. Tudo um dia acaba.
Com muita tristeza vejo o fim da parceira da dupla André Sá e Marcelo Melo. Nem de perto vou entrar no mérito da questão até porque é uma decisão pessoal e importante na carreira desse dois caras incríveis. Como pessoas são de primeira qualidade e como tenista então... Muito bons.
Quem lê meu blog sabe que não sou muito de rasgar elogios a toa ou fazer media com jogador de tênis. Na grande maioria das vezes até sou criticado pela falta de, digamos assim, mãozinha na cabeça das crianças.
Desta vez eu me curvo a minha rigidez e digo em alto e em bom tom. Obrigado dupla. Vocês foram demais, vocês fizeram uma das melhores (entre as 3) duplas da história do tênis brasileiro. Vocês tem muito que se orgulhar.
Dentro da linda campanha que fizeram, eles chegaram na semi de Wimbledon, quartas do US Open, ganharam um monte de títulos e venceram das melhores duplas do mundo. Se não bastasse isso foram a 9 melhor dupla do ano ficando por um misero posto fora do Master no ano passado. Uau, quanta coisa legal, importante e para se lembrar pro resto da vida.
Sei que alguns vão querer colocar uma derrota importante ( a da Davis este ano) no currículo. Muito li no blog do Marcelo que alguns foram duros, injustos e até agressivos por terem perdido o jogo. Alguns até culpando eles pela derrota do time. Gosto de dar uma resposta para essas pessoas. Só perde quem tem coragem de dar a cara na quadra, só pode ser duramente criticado quem foge da guerra. Eles foram lá e lutaram, perderam, mas lutaram como sempre fizeram pelo seu país.
Não venho aqui dizer o que vocês tem que sentir ou pensar deles, mas quando vem uma critica muito dura me lembro do jogador de futebol Kaka. Ele ao sair do São Paulo era duramente vaiado pela torcida, xingado por boa parte dos torcedores, chamado de pipoqueiro e até ruim. Algum tempo depois ele era o melhor jogador do mundo e aclamado pelo mundo. Com certeza quem não teve a paciência de aceitar que um atleta perde também, joga mal também, se sentiu bem mal e deve ter pensado. Volta Kaka.
Em todos os esportes existe o dia seguinte, o próximo jogo. Muitas vezes uma derrota serve como gasolina para novas vitórias. Ninguém está livre da derrota ou de fases ruins. O que não se pode é esquecer de tudo o que o atleta fez no passado por uma derrota.
Infelizmente a dupla decidiu se separar, depois de tanto tempo jogando junto os dois decidiram com muita calma seguir caminhos diferentes. Vejo com muita naturalidade uma decisão assim. poucas são as parcerias que perpetuam. Na grande maioria das vezes elas tem prazo de validade, nessa hora a coisa mais inteligente a se fazer é se separar.
O Marcelo vai formar dupla com o Bruno Soares. Uma bela parceria que tem tudo para se firmar no circuito e conquistar muitos resultados. Hoje os dois são experientes e podem se completar muito dentro da quadra.
O André Sá vai buscar um novo parceiro. Conversando com ele dias atrás o “presidente” como carinhosamente o circuito o chama não me pareceu preocupado. Motivadíssimo ainda e prometendo mais 3 ou 4 anos de correria tem muita moral no circuito para conseguir algum parceiro top. Logicamente que ao decidirem pela separação semanas antes do fim do ano a coisa complica um pouco. A grande maioria dos bons duplistas já estão com parceiros fixos. Mas tenho certeza que em breve teremos boas novas e um parceiro a altura dessa fera.
Para terminar queria aqui na frente da minha galera pedir um salve, um parabéns, um agradecimento a essa dupla que tanto fez e tanto nos orgulhou.
André e Marcelo, sigam seus caminhos com força e acreditando ainda mais no sucesso individual de vocês. Eu como ex tenista tenho prazer em dizer.
OBRIGADO POR TUDO QUE VOCÊS FIZERAM PELO TÊNIS ENQUANTO JOGARAM JUNTOS E PELOS LINDOS MOMENTOS QUE NOS PROPORCIONARAM.
Mais um assuntinho polêmico para debater aqui no blog
A ex numero 1 do mundo e top model Maria Sharapova vem ao Brasil fazer uma exibição contra a argentina Gisele Dulko no dia 5 de dezembro.
Até aí tudo bem. Mais uma bela notícia para os amantes do nosso tênis já que temos poucas chances de ver esse tipo de jogador nas nossas quadras.
Quando disse polêmica no começo do blog é simplesmente porque a russa vai jogar em um lugar fechado, para 800 seletos convidados em um condomínio fechado e por causa disso eu já comecei a receber vários e-mails e comentários de pessoas reclamando e decepcionadas por não terem a chance de ir ao jogo.
Fica aqui minha pergunta. Por que as pessoas não conseguem ver o lado positivo das coisas? Ao invés de ficarem felizes com a vinda da musa ao nosso país, essas pessoas tem que reclamar. E pior que isso, as que estão decepcionadas, quase todas por algum motivo na hora H não iriam ao jogo.
Infelizmente nosso público especializado em tênis está devendo muito aos promotores de eventos. Em quase todos os eventos que caras bons vem ao Brasil temos casa vazia. Vieram os incríveis John McEncroe, Jim Courier, Mark Philipousis, que são caras que lotam as quadras do mundo inteiro e tivemos “moscas” vendo os jogos.
A Martina Hingis não veio pro Rio? Estava lotado? E a Kournikova?
Qual é a certeza que a moça russa ia jogar no Ginásio do Ibirapuera (que por sinal está na hora de ser arrumado) e íamos ter um bom público?
Vocês me conhecem e sabem que eu sempre quero que nosso esporte seja respeitado e forte, mas temos que falar a verdade ás vezes. Sempre temos uma desculpa na ponta da língua.
Hoje pedem que o Nadal jogue no Brasil, vocês sabem que ele já veio e jogou para 20 pequenos saltitantes no Sauípe? É verdade que ele não era o 1 do mundo, mas já lotava as quadras no mundo inteiro e todos sabiam quem ele ia ser. Nós brasileiros mais uma vez desperdiçamos essa oportunidade.
Então, para acabar, acho muito legal ela vir e jogar em qualquer lugar. Bom para o tênis brasileiro que vai ser bem falado no mundo inteiro, bom para as pessoas que vão ser convidadas que vão poder ver ela de perto, bom para as pessoas que estão fazendo o evento que acreditam que essa é a melhor maneira de fazer seu marketing.
Provavelmente muitos não vão concordar comigo, mas vou fazer o que? Essa é minha opinião.
Culpa nossa porque da próxima vez que um cara bom vier ao Brasil e nós, amantes de tênis lotarmos as quadras, teremos direito a reclamar com mais moral. Hoje infelizmente ao meu ver, não temos.
O blog de ontem me surpreendeu positivamente. Sempre que escrevo coisas pessoais penso se a galera vai curtir ou não. Quando recebo essa quantidade de comentário e principalmente a troca de experiências tenho a certeza que este blog é muito mais que apenas um espaço de amantes de tênis, é um lugar onde a troca de informações e as conversas entre amigos são o ponto alto.
Falado isso, o assunto do momento é o sorteio das chaves do master.
Quando vi o grupo do Federer pensei: Uau, é o grupo da morte. Em um mesmo grupo o Federer, Murray, Del Potro e o sempre perigoso Verdasco.
Será?
Analisando esse grupo podemos dizer que o Verdasco vai ter um papel importantíssimo. Conhecido como um cara perigoso, destemido e sem nada a perder, ele pode ganhar um jogo e com isso tirar a chance dos três grandes favoritos. A dúvida do grupo é o Del Potro. Se ele estiver 100% e jogando legal o grupo vai ser uma guerra. Um Federer que não se precisa falar muito, um Murray jogando em casa e com isso mais que motivado e o argentino sempre perigoso e em ótima fase. Cuidado, pode rolar uma zebra. Até o suíço corre sérios riscos.
O grupo do Nadal também não tem nada de definido. Eu não consigo dizer quem é favorito ou não. Em um mesmo grupo você tem um Nadal que não se encontra nos seus melhores dias mas em um master com certeza vai jogar muito, um Djokovic voando, um Davydenko que é perigoso sempre e um Soderling imprevisível e solto por ter entrado no seu primeiro master de última hora.
Como no grupo do Federer o Soderling nesse grupo pode ser determinante. Mas neste caso com um agravante, ele pode classificar. Se der a louca no “mano de piedra” ele ganha do Nadal, do Davydenko e complica a vida da galera.
Tenho que admitir que este master vai ser bem interessante, jogos diferentes dentro dos grupos e muita emoção.
Estarei aqui com vocês para analisar, dar pitacos e tentar entender o que aconteceu. Espero que vocês opinem comigo
Faz um tempo que não escrevo minhas experiências fora das quadras.
Pouco mais de dois meses de vida tem nosso filho Gael.
Com isso vamos aprendendo um monte de coisas e vamos tendo mais confiança em coisinhas que antes morríamos de medo.
Ser pai é um grande barato e desafio. Achava que eu tinha que ficar concentrado na bolinha e nunca perder a danada de vista. Com nossos filhos a atenção é ainda maior. Por que ele chora, por que ele engasga, ele está com frio, com fome, com calor, está molhado, tem cocô, tudo isso faz parte do dia a dia dos pais frescos.
Sem dúvida o maior desgaste é para a mulher, mas como encarei a missão com amor, garra e vontade venho acordando a grande maioria das noites e fico com eles conversando, indo buscar coisas, fazendo arrotar e trocando o Gael. Diríamos que me sinto um “libero”, um faz tudo.
Tenho que admitir que é uma experiência e tanto. Desgastante, mas impagável.
Ontem, a Carol queria muito ver o nascimento do Arthur, filho de um casal muito amigo nosso. Depois de muita conversa decidimos que eu e minha sogra íamos ficar em casa e a Carol ia no parto. No papel tudo isso é bonito e tranquilo, mas quando a Carol saiu pela porta e deixou o “pacotinho” comigo, tendo que dar banho, amamentar ( calma gente, ela tirou leite e deixou pra eu dar), botar pra dormir e estar alerta o tempo todo. Nem preciso dizer que eu tremi na base.
Nem deu tempo da Carol chegar na garagem e ele já acordou. Lá vai o fino dar banho nele. Saiu do banho e abriu aquele berreiro de fome. Lá vamos nós para a geladeira descongelar o leitinho da criança desmamada para dar pra ele. Pela primeira vez lá estava eu dando a mamadeirinha pro Gael.
Será que ele está comendo muito rápido? Será que a temperatura do leite está boa? Será que ele quer mais? Será que uma mamadeira de 125 ml é suficiente?
Ufa, ele comeu tudinho e lá fui eu fazer ele arrotar. Depois disso só restou tentar fazer ele dormir e pronto, esperar a Carol voltar.
Tenho que confidenciar uma coisa a vocês. Que coisa difícil é fazer o Gael dormir. As vezes até um pouco frustrante. Pego ele, coloco no colo e fico um tempão mexendo, cantando, ninando. Ele choraaaaaaa. A Carol pega a fera e o meninão para na hora. Será que é porque eu não tenho peito? Não sei bem, mas tenho que admitir que nós pais no começo temos que aceitar nossa “coadjuvantisse”. Dura realidade, mas verdadeira.
Bom, não sei bem, mas o que posso dizer é que está sendo um barato, uma delicia e um desafio. Estou curtindo muito e a espera do primeiro sorriso, primeiras palavras e quem sabe as primeiras raquetadas.
Eu recomendo. ahahahah
Você tem alguma dica pra mim? Algum comentário? Mande pra mim. Eu agradeço...
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Muita saúde ao Arthur, Rê e Elton. Parabéns e muita alegira para vocês três
Passeando pelo twitter hoje o amigo ( Bruno Lopez) me fez lembrar que este ano faz 10 aninhos que eu tive minha melhor temporada no circuito mundial e que nesse ano eu ganhei de muitos caras bons.
Aproveitando a deixa dele resolvi contar um pouco desse ano.
1999 sem dúvida foi o ano mais marcante e que eu guardo com o maior carinho da minha carreira. Tenisticamente falando foi o ano mais “foda” que eu tive.
Para determinar o “melhor ano da minha carreira” eu penso em alguns detalhes. Resultados nos torneios, ranking que comecei o ano e acabei e vitórias contra cara bons e muito bons.
Quando o ano começou eu era 58 do mundo e já era um cara respeitado no circuito. Tinha conquistado títulos, feito semi da Olimpíada em 96 e representava o pais na Davis. Mas nada disso me fazia prever que eu ia ter um ano tão sólido e feliz.
Como em quase todos os anos anteriores, comecei me arrastando nos torneios da Austrália e Nova Zelândia. Segunda rodada em Aukland e primeira rodada no Australian Open depois de ter 2 sets a 0 no Todd Martin.
Por algum motivo que até hoje desconheço os resultados não apareciam no começo, mesmo tendo feito bons jogos contra o Martin e quase ter levado o Agassi em Scotsdale, fiz 6/3 3/0 15/40 ele sacando ( esse foi um jogo que eu queria muito ter ganho e escapou) as derrotas nas primeiras rodadas me acompanhavam.
Os resultados só apareceram na Europa, mas quando vieram, vieram com tudo. De uma semana para outra comecei a ganhar de caras bons, alguns muito bons. Rosset (20 do mundo), Henman (7), Pioline (25), Johansson (19), Sampras (2), Rafter (3), Corretja (6), Mantilla (15), Berasategui e Moya (8). Venci todos esses tops de abril até setembro n o mesmo ano.
Em resultados a semi final de Roland Garros me dá a certeza que 1999 foi o ano mais maravilhoso da minha carreira. Quando menino ficava colado na frente da televisão como a maioria dos meninos hoje com 12,13,14 anos viajando na dificuldade e até as vezes no impossível que era jogar um torneio desses. Nem nos meus melhores sonhos eu me via na quadra central de Paris jogando por uma vaga na final de Roland Garros. Mas como na vida é possível, eu consegui o inimaginável.
Depois dessa semana posso dizer que minha vida mudou. Se por um lado o sonho do atleta é vencer na sua profissão, ser reconhecido, dar entrevista, ganhar dinheiro e continuar fazendo o que você mais ama. O ser “famoso” tem suas desvantagens e complicações. Muito mais pressão, muito mais responsabilidade, mais compromissos, menos tempo pra você... Se você não abre o olho a tal “fama” passa rapidinho e você começa a se perder em todos os sentidos. Por sorte eu era muito bem aconselhado em casa pelos meus pais, pelo meu treinador na época ( Acioly) e meu preparador físico (Edu Faria). Acho que se não fossem eles eu teria me perdido bastante.
Meu ano acabou em dezembro com o ranking 29, muito perto da minha melhor marca, 25.
Passados 10 anos alem de mais careca, um pouco mais gordinho, mais lento na quadra, mais bocudo, posso dizer que sem ser saudosista eu era muito feliz naquela época e aproveitei muito o circuito. Hoje olho para trás e vejo uma carreira legal, com acertos e erros, mas acima de tudo isso, uma carreira de muita entrega, luta e tentativa de fazer meu melhor.
Não tiro nem ponho nada do que vivi. Os tombos que levei serviram de alerta, as vitórias de incentivo para continuar trabalhando duro.
Aos que estão tentando deixo apenas um conselho. Tentem até o fim, acreditem que é possível, treinem muito.
Aos que estão no circuito digo que aproveitem o momento, curtam o circuito. Que a vida no tênis é “do caralho” e deixa valores incríveis. Se acham que estão dando duro, apertem um pouco mais. Se acham que estão treinando bem, tentem treinar melhor. Se acham que estão viajando muito, aproveitem porque isso acaba e dá muita saudade.
Jogadores de tênis tem fases. Quando ela está boa ninguém segura. Você ganha jogos importantes, torneios fortes e até jogos que você nem nos seus melhores sonhos ganharia.
Se a fase é ruim, você perde na primeira rodada, entra no torneio e nem pensa nas rodadas finais e quando consegue ganhar de um torto sai da quadra contando pra todo mundo como se tivesse acabado de ganhar do Federer.
Infelizmente ou felizmente o esporte tênis hoje em dia está mais pro emocional do que pro técnico ou tático. Se pegamos os melhores jogadores do mundo vemos pouca diferença técnica. Lógico que concordo com vocês que o Federer é superior tecnicamente que o resto e o Nadal fisicamente, mas na grande maioria dos jogos o lado mental é que determina a vitoria deste ou daquele jogador.
Pela experiência que eu tive dentro da quadra, alguns fatores fazem um tenista ter mais ou menos confiança e com isso vencer mais ou menos jogos duros.
1 vitorias: Logicamente que quanto mais você ganha mais confiante você fica.
2 Trabalho: Na hora do vamos ver do jogo o trabalho que você fez para chegar no torneio bem preparado pesa muito. Nossa cabeça muitas vezes é traiçoeira. Ela pensa nos dias que você não foi treinar, nos treinos péssimos que você fez e tira muito da sua confiança na hora de definir os jogos.
3 Físico em dia: Estar bem fisicamente é uma gasolina a mais na hora importante. O jogo vai ficando duro, os dois estão cansados e você tem aquele restinho de energia para jogar mais um set. a confiança vai lá pra cima e você quase sempre consegue vencer.
4 Confiança no teu técnico: como nos outros esportes o técnico não ganha jogo, mas que ajuda, ajuda. Olhar para fora e confiar no que teu técnico diz é um fator mais que fundamental na hora de fechar um jogo. Infelizmente ainda tem muito tenista que faz economia porta ao contratar técnico. Se eles soubesse o quanto muda ter um cara melhor do lado de fora da quadra...
5 Coragem: No tênis pelo simples motivo de não existir o empate, a obrigação do tenista é meter a mão na bola. Quem ataca na hora difícil do jogo tem muito mais chance de vencer. Tênis é um esporte para corajosos. Os medrosos ficam pelo caminho.
Falei tudo isso pelo simples fato de ter visto o Djokovic voar mais uma vez na quadra hoje. Ele sem duvida fez esses cinco fatores com perfeição. Vem trabalhando muito bem, vem ganhando e com isso está confiante, tem um técnico muito bom e que ele confia, seu físico está ótimo e por último mete a mão na bola sempre que a coisa complica.
Hoje foi um jogo digno de final de campeonato. Três belos sets, bem jogados, lutados e incertos. Torcida enlouquecida e gritando como se fosse final da Davis, jogo provocado com belas olhadas entre os jogadores e decidido em uma ou duas bolas.
Não sei exatamente o que fez o sérvio mudar de postura neste final de ano, mas para nós, amantes do tênis vem sendo um grande presente.
Quando chega o fim do ano muitos tenistas decidem abandonar a carreira.
Logicamente que a decisão quase sempre é pensada, digerida e decidida durante os torneios, mas quando chega novembro, dezembro a decisão fatal é comunicada.
Este ano mais uma vez teremos o abandono de bons jogadores do circuito. Pelo que li 3 bons nomes estão dando adeus ao nosso esporte.
O Safin que já comentei aqui e vai deixar muita saudade. Acho que não preciso me estender nele outra vez. Sem dúvida a maior perda do ano e dos últimos tempos.
Outro importante jogador que está se retirando das quadras é o francês Fabrice Santoro. O mágico para alguns, o encardido para outros, mas para todos um boa praça talentosíssimo. Quando eu tinha 18 anos e fui jogar Roland Garros juvenil o mundo do tênis só falava em um garoto francês que jogava com as duas mãos dos dois lados e tinha um talento descomunal. Ele ainda com 16 anos já jogava a chave principal e ganhava jogos no meio dos grandes. Sua carreira foi longa e vitoriosa. Cansou de dar espetáculo e sair da quadra ovacionado.
Ele sempre foi humilde e amigo com todos. Tive a chance de conviver com ele muitos anos. Joguei contra, treinei muito e saí para jantar algumas vezes. Em todos os lugares ele sempre mostrou ser um cara tranquilo, educado e apaixonado pelo tênis.
Uma das coisas que mais me marcou na carreira dele foi a sua genialidade em jogar diferente contra adversários que complicavam sua vida. Ele tinha uma “caixa de ferramenta” com tudo quanto era alternativa para os jogos. Se precisava dar 4 passos pra trás e jogar alto ele sabia fazer. Sacar e volear era uma tática que ele usava com maestria. Mudança de ritmo com slice e curtinhas então... Outra tática bem usada por ele. Jogava dentro da quadra sem dar tempo ao adversário... bom, posso ficar aqui horas falando de sua inteligência e habilidade. Perdermos mais uma fera das quadras.
Outra baixa do ano é do peruano Luis Horna. Alguns de vocês podem não conhecer essa fera que foi 33 do mundo e conquistou ótimos resultados no circuito. Lucho como era carinhosamente chamado jogava um bolão. Ele era carismático, querido e muitoooo aguerrido. Mais um tenista que quando nasceu veio ao mundo sem o talento do Federer, Agassi ou Rios, mas fez da sua mentalidade, pernas e coração um excelente competidor. Tenho muita admiração por ele. Que ele tenha muito sucesso fora das quadras também
Tenho certeza que mais alguns estão abandonando a carreira este ano e estou esquecendo. Se quiserem me ajudar vou ficar feliz.
Sou eu que estou meio desinteressado do circuito neste final de ano ou realmente até os jogadores estão meio de breque de mão puxado?
Fico me fazendo essa pergunta ao ver poucos games do Federer e sua derrota, o fraco desempenho do Nadal no seu milagre, no sono do Murray contra o Blake e até nas brincadeiras do Djokovic em sua estréia.
Tudo aconteceu junto, pode ser uma coincidência, mas vocês não acham estranho?
O número 1 do mundo perdeu seu jogo para um adversário que nunca se imaginava perder. Ok, é normal no tênis, mas chegando perto do master e em um Master Series não é tão normal assim.
O Nadal mostrou mais uma vez fibra, garra e jogava contra um adversário imprevisível e perigoso, mas mais uma vez esteve bem abaixo do seu nível.
O Murray então. Deu sono. Eu gosto de sua maneira de levar o jogo, mas não sei, acho ele meio desinteressado pelo jogo. Posso estar sendo muito duro com ele. O britânico pode estar cansado, mas vejo ele meio que se arrastando.
O Djoko é uma figura, maluco beleza, mas seria a hora de entrar mascarado no jogo? Estamos na reta final e ele vem de vencer um importante campeonato semana passada.
Todos sabem que eu sou super a favor das brincadeiras, provocações e irreverência, mas estamos em um momento delicado no tênis. A mídia está alerta, crítica e ressabiada, não seria melhor ficar mansinho, sem muito alarde?
Todas essas são perguntas que eu me faço. Não estou aqui afirmando nada, estou indagando e mais uma vez preocupado com o futuro do meu lindo esporte. Como tenho o melhor grupo de comentaristas de tênis comigo. Vocês. aproveito para fazer essas perguntas.
Enquanto isso a briga por uma vaga no master continua.
Que jogo esse do Davydenko contra o Soderling. Valeu muito. Dificilmente o russo vai perder a vaga, mas nada e ninguém pode apostar contra o sueco. Ele já mostrou que é um perigo. O viking agora pega o mascarado. Não é bonito o tênis. Zorro vs viking e o russo torcendo contra de casa.
Hoje é um dia muito especial para mim. Estou colocando no mercado um grande sonho. Um projeto que eu acredito muito.
Logicamente que não poderia começar divulgando em outro lugar. Este é o lugar onde as pessoas me acham diariamente.
Todos sabem que eu venho fazendo eventos corporativos a muito tempo. Sou chamado por grandes empresas para ministrar clínicas de tênis, fazer relacionamento e ser um conector entre grandes empresas e clientes.
Pensando em tudo isso desenvolvi em conjunto com a Faberg Sports o Projeto Mondays
O projeto foi feito para fazer relacionamento private entre a empresa, seus clientes e prospects. Uma vez por semana a empresa vai ter um happy hour incomum podendo convidar seus clientes ou aproveitando o grande mailing que eu e a Faberg temos de executivos que jogam tênis.
O projeto tem a direta intenção de fazer relacionamento entre empresas e empresários em um divertido cenário. A quadra de tênis.
Bate bolas comigo, dicas, desafios e muita diversão para poucos privilegiados ( de 1 a 4 convidados da empresa). Depois do jogo um coquetel onde os convidados vão poder falar de tênis, curiosidades de circuito e fazer relacionamento. O tempo todo na minha companhia.
Tudo feito com a cara de quem lhes escreve aqui.
Como tudo que eu faço é com amor, determinação e suor, tenho certeza que mais uma vez vai dar muito certo.
Um lindo filho está nascendo e tenho certeza que mais uma vez vai ser um sucesso. Agora é mostrar o projeto a grandes empresas do nosso país e juntar a grande quantidade de empresários que amam jogar tênis.
Para alguns gênio, para outros desmiolado. Para muitos um cara legal, para poucos arrogante. Quando Marat Safin estava no torneio o público tinha certeza de que emoção ia ter por lá.
Hoje é um dia triste para o tênis. Marat Safin fez seu último jogo profissional. Depois de muitas idas e vindas o jovem russo que ainda tinha muita lenha pra queimar decidiu ver os jogos de sua casa.
Parar de jogar é algo definitivamente que vai acontecer com todos os tenistas. Lógico que alguns deixam mais saudade que outros, bom alguns param e ficamos sabendo depois de anos. No caso do Marat, sua aposentadoria traz um tristeza grande aos amantes do tênis jogado com atitude, com brio e com irreverência. Muitos podem gostar, outros odiar o russo, mas ninguém deve discordar que ele fez bem ao tênis.
Nos dias de hoje onde os jogadores são uma mistura de robôs e andróides o Safin era um prato cheio para os organizadores dos torneios, imprensa e amantes do esporte. Cada jogo dele era colocado na quadra central e quase sempre um show acontecia no jogo.
Nos últimos tempos alem de nervoso dentro da quadra ele começou a dar declarações picantes e diretas em quase todos os assuntos. Infelizmente o mundo não permite se sincero e verdadeiro. Por isso ele muitas vezes foi questionado.
Eu nem preciso dizer que sou defensor dele e tive a chance de conviver, sair pra jantar e bater longos papos com ele. Sempre feliz, de bem com a vida, era uma companhia agradável no duro circuito que mais parece um vespeiro.
Lembro da vez que fui jogar em Moscou sua “casa”, ele foi um anfitrião e tanto. Mostrou a cidade, deu dicas de lugares, restaurantes e demos boas risadas.
Uma passagem dele incrível foi o jogo que ele fez com o Guga na segunda rodada de Roland Garros em 98. Muito jovem ainda e desconhecido esse figura já estava quebrando tudo e perdendo pro Gustavo quando uma mulher gritou alguma coisa em russo pra ele no meio do jogo. Não tenho idéia o que ela disse, mas a fera xingou a "veia" de tudo que é nome e não errou mais nenhuma bola. Fico imaginando o que ela disse esse dia. Tua irmã não sabe sacar? Para de beber vodka? A Head não vai te dar mais raquete se continuar quebrando tantas por jogo?
Realmente vou morrer com essa dúvida.
Quando treinava com ele o show era garantido. Uma vez na Austrália ele quebrou 4 raquetes em um treino. Outro treino na mesma Austrália anos depois mais três. Ele nunca teve uma conduta exemplar na quadra, mas ele era 100% verdadeiro. Não fazia tipo e não queria agradar.
Com certeza ele vai deixar saudade. Poucos são os tenistas que conseguem em sua despedida juntar tantos tenistas dentro da quadra como hoje.
O lado triste da sua despedida é que amanha menos um cara carismático vai estar batendo na bola. Perdemos ele, o Ivanisevic, Guga, Noah... Caras que olham o tênis de uma maneira diferente.
Poucos restam no tênis. Que novos “malucos” e desmiolados apareçam logo.
Nestes últimos dias venho recebendo muitos mails, comentários no blog e até perguntas na rua sobre a possibilidade de herdar uma medalha de bronze no caso do Agassi perder a sua de ouro.
Como a coisa vem se alastrando demais achei importante me pronunciar diretamente com as pessoas que conversam comigo todo dia.
Ao meu ver, eu não tenho direito a medalha de bronze da Olimpíada de Atlanta. Bem diferente do que pensa o Bruguera, eu não acho que o Agassi tenha que perder seu ouro olímpico. Ele declarou que foi pego no doping em 1997 e não em 1996 ano dos jogos e não existe nenhuma evidencia que isso tenha acontecido.
Falando em Atlanta:
Lembro bem dos últimos dias em lá. Quando perdi o bronze para o Leander Paes fomos direto para uma salinha fazer o exame anti-doping. Tanto eu quanto o Paes, o Bruguera e o Agassi. Todos fizemos o exame. Mesmo sendo um tanto constrangedor eu vi eles entrarem na sala ou banheiro (como quiserem chamar).
Se na época o exame dele não saiu positivo é porque ele não estava dopado. Diferentemente que na Atp ( que ocultou) nos jogos olímpicos quem se dopa é pego. Muitos casos de atletas tops com doping positivo vieram a tona. Eu pelo menos acredito nisso. Serei muito ingenuo?
Também não acho justo punir ele que fez a besteira em 1997, com a perda de títulos na carreira toda.
Logicamente que se ficar comprovado que ele estava dopado ou se mentiram também em 1996 ele tem que ser punido, mas somente se ficar comprovado.
Por isso não acredito que ele seja punido, não acredito que ele venha a perder a medalha e não acho que eu tenha nem que lutar, nem receber “hoje” a medalha de bronze.
Nem preciso dizer que vou ficar alerta, mas volto a repetir. Eu não mereço a medalha de bronze. Jogo se ganha na quadra e eu perdi minha chance dentro dela.
Desculpem a expressão, mas o Agassi acabou de jogar “merda” no ventilador.
Quando tudo começou era uma coisa pessoal. Algo que ele queria dizer e por algum motivo decidiu faze-lo no seu livro. Agora, quando ele ataca jogadores a coisa é bem diferente.
Tenho certeza que o Sampras, Chang, Becker, Kafelnikov e até o Tarango não vão ficar calados. O homem enlouqueceu.
Sempre me disseram que o nosso esporte enlouquecia, não imaginava que tanto. Ahahah. O menino careca surtou. Está parecendo um homem bomba.
No circuito ele sempre foi visto como calmo, tranquilo, boa praça, amigo. De uma hora pra outra ele mudou. Resolveu falar. Resolveu criar polêmica
Desculpem os que acham, mas eu não consigo concordar que ele quer vender livros e por isso entrou em dividida com tanta gente.
Pensem comigo. Ele em pouco tempo se indispôs com a Atp, Wada, Itf, Sampras, Becker, Chang, com o tal técnico dele que colocou coisas na sua bebidinha... Bom isso sem falar no resto que o livro deve ter.
Sem o livro ter saído do forno alguns dos melhores tenistas do mundo deram declarações. O que virá agora?
Abaixo copiei algumas das que eu achei mais interessante.
"Não escreverei uma autobiografia, não preciso de dinheiro. A pergunta é porque Agassi fez isso. Ele espera vender mais livros, mas ele é completamente estúpido". Safin
"(fui roubado) Não somente nessa, mas em outras tantas partidas dificílimas que disputamos. Se me derem a medalha ficarei encantado, embora, evidentemente, fosse melhor que eu a tivesse ganho em quadra, mas também é evidente que quem trapaceia não a merece (a medalha)", Bruguera
Agassi "fez muito mal ao tênis". "Me surpreende que ele diga isso agora. Sei que fala isso agora para vender mais livros, mas surpreende que alguém tão carismático e querido diga isso", Arantxa
"Agassi só prejudica o tênis. Eu me pergunto, para que tudo isso? Por que de repente ele decidiu ser tão honesto? Estou decepcionado. Ele ganhou muitos Grand Slams, alguns contra mim. Se foi por consumir drogas, foi muito desleal", disparou o alemão Becker
"André mentiu e escapou das consequências. Isso já não se pode corrigir. Ele vai devolver todos os títulos que ganhou quando deveria estar dopado? Com certeza ele ganhou de muita gente quando deveria estar suspenso", lamenta a ex-tenista. Navratilova
- Andre é e sempre será meu ídolo. Julgo ele agora como ele me trata e como ele mudou o mundo pára melhor - disse Roddick
Mais uma vez sou obrigado a me pronunciar sobre o doping no esporte
Depois da lambança e vergonha que o esperte foi submetido com a declaração do Agassi a Atp e Wta puniram dois jogadores por não informarem onde iam estar nas próximas semanas.
Bom, deixa eu tentar (isso mesmo,tentar) explicar o motivo.
A nossa entidade tem uma regra que obriga os tenistas a informarem todos seus passos durante o ano. Agora, alem de tenistas eles viraram big brothers. O que antes era um direito do ser humano ( se esconder, relaxar, não contar a ninguém onde você vai) agora é crime. Crime esse que te faz ficar de fora do circuito por 1 ano.
A Atp e Wta acaba de punir os tenistas Yanina Wickmayer e Xavier Malisse por não terem informado onde estariam semana a semana nos próximos três meses.
Muitos defendem essa nova regra achando que o tenista vai aproveitar para desaparecer e se dopar na época e voltar “limpo” para o circuito. Mas será possível e justo ter que colocar o tenista em um constrangimento desse? Será que tenistas limpos tem que viver vigiados?
Por sorte eu não jogo mais, com certeza ia ficar muito puto ao ter que mandar um relatório dizendo que esta semana eu vou para minha casa de praia, na próxima eu vou viajar com minha esposa. Não vejo direito nenhum a nossa entidade ter que saber onde eu levo minha esposa ou amigos. Só falta depois de declarar ele me dizerem se eu posso ou não ir ou até num futuro viajar com um executivo da atp nas minhas férias.
Infelizmente nossa entidade máxima está perdendo o controle das coisas. Esta perdida em algumas atitudes e com a declaração do Agassi vai ter que lutar muito para ter credibilidade entre os jogadores.
Se na época em que eu jogava poucos acreditavam no presidente e nas regras, imaginem agora.
Precisam fazer mudanças no estatuto e nas regras do doping, mas constranger atletas, tratar todos como suspeitos é um pouco demais. Pelo que tenho entendido o mundo mudou, as pessoas tem direitos, não se pode pagar pelos erros dos outros.
Uma dica, que tal punir quem tem que punir? Com certeza depois que punirem um top os outros vão temer. Infelizmente depois da declaração do Agassi todos suspeitam que possam estar beneficiando os mais conhecidos.
Isso está me lembrando a triste impunidade que vivemos no nosso país. Onde quem pode mais dança menos.
Como diria os amigos Paulo Bonfa e Marco Bianchi “ vocês não tem envergadura moral para fazer isso.
Em um jogo em que não podemos chamar de zebra, o Djokovic venceu o Feder em três sets.
Com certeza o jogo foi de um ótimo nível e decidido nos detalhes, mas é evidente que nosso querido campeão está jogando em uma marcha a menos. Não digo isso para que seja interpretado como desculpa para a derrota. Ele perdeu e se jogar com pouca concentração perde.
Ficou evidente para mim que ele até se concentra, mas que seu foco está nos grandes torneios do ano. Se já era assim antes de conquistar tudo que sonhava, agora que vem jogando cada vez menos torneios a tendência é que isso seja uma constante.
O lado positivo do torneio da Basiléia é que o Djoko voltou a vencer, vai adquirir mais confiança e com será mais um forte candidato aos torneios de fim de ano.
Em meio a muita bagunça, muito diz que diz, a Atp torce para que os tops joguem muito, façam jogos incríveis e que a mídia não vasculhe as internas. O caso Agassi não sai de pauta e o que menos a entidade quer é que os jogos não sejam interessantes.
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Mudando de assunto estou no aeroporto de Florianópolis voltando de dos eventos em Santa Catarina. Fiz uma exibição com o Marcio Carlsson em Floripa na sexta a noite e ontem fizemos em Blumenau.
Infelizmente não conseguimos acabar o jogo. A chuva atrapalhou muito o evento. O jogo estava mais que divertido e a torcida que foi ao Clube Tabajara se divertia quando caiu o mundo. Ficamos por mais de 1 hora esperando e nada. Sentimento de tristeza em todos por ter que parar o evento no meio.
Ficamos no clube conversando com o sócios, a noite fomos convidados para jantar na hamburgueria Billy Holly (uma delicia) e hoje mais uma vez fomos traídos pelo mau tempo. Em 6 anos que faço eventos é a primeira vez que não consigo fazer tudo que planejamos. Uma pena.
Fica aqui meu obrigado a todos que foram nos assistir no Clube Lira de Florianópolis e no Clube Tabajara em Blumenau.
Mais uma vez foi uma prazer tentar mostrar um pouco de tênis profissional e divertir as pessoas.
Estou super cansado de tanto que eu corri ontem a noite e hoje, mas vocês me conhecem. Não consigo deixar de escrever e contar o que ando aprontando.
Depois de um belo jogo exibição ontem no Clube Lira em Floripa com o Marcio Carlsson em comemoração dos 83 anos do clube, hoje de manha fizemos 4 horas de clinicas para a meninada do clube e como não estávamos contentes, corremos para Blumenau para mais um jogo exibição a tarde. Mais de 60 tenistas mirins estiveram dando porrada na bola e tentando ganhar pontos do velinho aqui das 8h ao meio dia.
Tirei muitoas fotos e vou colocar amanha ou segunda feira. Hoje vou deixar apenas um vídeo que fiz antes de começar a clinica.
Espero que vocês gostem.
Alguns detalhes legais do evento.
O Guga apareceu por lá. Não chegou a tempo para ver o jogo, mas deu uma passada e foi bom rever ele.
Perdi meu primeiro jogo exibição depois de muito tempo. Acho que fazia mais de dois anos. (to puto). ahaha
Cada dia que passa mais gente vai nos jogos e mais tensitas se aventuram nas nossas clinicas.
Definitivamente tenho que aceitar que estou ficando careca. Todo jogo tem um engraçadinho que diz, Fino você joga muito mas teu cabelo ta caindo. PArece a conhecida Toca Raul