De um lado ficaram o Thiago, o Zeballos da Argentina e Adrian Garcia do Chile
O Chileno tem o segundo melhor ranking do torneio. Talentoso e às vezes perigoso, deve encontrar o Thiago na semi se tudo correr bem. Antes disso o Brasileiro tem que tomar cuidado com o Argentino que não é nada bobo.
Na parte de baixo da chave a coisa vai ser mais parelha, Saretta, Schwank da Argentina e Marcos Daniel devem se matar por um lugar na final.
Saretta e o argentino se enfrentam nas quartas de final se forem ganhando. O ganhador desse jogo poderia pegar o Marcos.
Vocês devem estar se perguntando. O fininho está meio confiante, né? Para ser sincero não vejo muita chance de outro jogador surpreender. Como eu disse antes aqui, nossos jogadores são favoritos as 3 medalhas. Ouro,Prata e bronze.
Segunda feira começa a chave, que nossos meninos tenham tranquilidade, foco e garra para passar por cima de qualquer dificuldade.
Escrito por Fernando Meligeni às 20h44
| envie esta mensagem
| link
Hoje vou ser breve.
Não fiquem bravos, aproveitei o dia para dar uma relaxada geral.
Lógico que não podia deixar vocês na mão sem um comentário por aqui.
Saindo um pouco do mundo pan e lendo as noticias de tênis constatei algumas coisas que quero discutir com vocês.
Será que não vai aparecer alguém para ganhar do Nadal no saibro?
Até quando ele vai passear em quadra ?
Será que não estão estudando o meninão?
Outro detalhe importante. Vocês perceberam que os jogadores do leste Europeu estão em plena ascensão? Vocês acham que é por acaso?
Pelo tempo que convivi com eles, alguns fatores me fazem acreditar que no futuro será difícil não ter um top 10 cheio deles. Todos jogam parecidos, jogam reto, são frios, vão atrás do resultados e principalmente tem muita fome de resultados e mais ainda de dinheiro.. já na época do Kafelnikov, percebiamos que toda semana que ele podia jogar, lá estava ele, não perdia uma,mas não se enganem, ele não gostava tanto de tênis assim.
No vestiário sempre comentavamos, como eles conseguiam viajar tanto, enquanto eu e a grande maioria dos jogadores jogava 28,29 semanas e isso já era bem duro, eles beiravam as 34 semanas. É certo que geograficamente ajuda morar no centro do mundo, mas eles não estavam nem aí. Jogavam simples, duplas e se tivesse mais alguma coisa eles jogavam também.
Eles são um exemplo a ser seguido, eles sabem que tem pouco tempo para fazer a diferença e aproveitam cada semana, deixam pra depois a curtição.
Cuidado gente, não sei se vocês gostam de assistir um jogo deles, mas daqui pra frente parece que vamos ter mais deles vindo por aí.
Escrito por Fernando Meligeni às 18h53
| envie esta mensagem
| link
Nos anos em que joguei pelo circuito e principalmente agora que estou muito mais no Brasil, tenho respondido muitas perguntas,. Vou colocar algumas das mais perguntadas e suas respectivas respostas.
Se você tiver outras, mande um recadinho com ela.
Pior adversário que enfrentei: Jiri Novak, jogador Tcheco, joguei seis vezes e perdi todas.
Quem você tinha mais prazer em enfrentar: André Agassi. mesmo não tendo conseguido ganhar dele. Sempre divertido e de ótimo nível.
Quem gostaria de ter batido: André Agassi, faltou essa lenda.
Quem não imaginava ter batido: Pete Sampras. Maior vitória da minha carreira.
Para que tipo de adversário te doía perder: tenista brasileiro mais jovem
Sonho realizado: ganhar uma medalha no Pan-americano pelo Brasil
Sonho não realizado: ganhar Roland Garros, cheguei perto mas não consegui.
Pior torneio pra você: Atp tour de San Marino, ainda bem que não existe mais.
Melhor torneio: Acapulco
Melhor quadra do circuito: Suzane Lenglen em Roland Garros
O que tinha que ter a para ser a pior quadra: Buraco, ser escorregadia e sol e sombra.
Exemplo de disciplina: Oscar Peres Marino, preparador físico que tive quando fui treinar na Argentina.
Pior momento que passou numa quadra de tenis: Quando fui desclassificado em Estoril.
Maior publico em um jogo teu: Quadra central de Roland garros lotada. 14000, 15000. Não sei
Quadra que não jogou e queria ter jogado: Quadra central do Austrália Open
Melhor jogador que você já viu jogar André Agassi
Maior talento no tenis: Marcelo Rios
Adversário mais escroto na quadra: Hewitt
Jogador que você tinha prazer em ganhar: Kafelnikov
Maior orgulho: Ter representado o Brasil na olimpíada e Pan
Maior reconhecimento no Brasil: Ser abanderado no desfile de 7 de setembro em Brasília
Escrito por Fernando Meligeni às 14h24
| envie esta mensagem
| link
A contagem regressiva para minha volta as quadras não para, faltam 20 dias e com isso venho intensificando meus treinos, calma gente, não tenho ficado o dia todo treinando. Tenho dividindo meu tempo em 3, comentários na sportv, treinos e dar uma passadinha nos esportes aqui no Pan.
Falando nisso....
Hoje dei uma passadinha rápida depois do meu treino matinal (quem diria, eu acordando cedo e entrando na quadra pra treinar as 9 da manha) no marapendi e vi a Jenifer não ter nenhum tipo de problema para ganhar a primeira rodada e nem sequer perder um game. Como diríamos no tênis deu doze, Teliana e Joana entram daqui a pouco.
A quadra central ficou bem bonita, grande e numa velocidade perfeita para nossos jogadores, para ficar perfeito falta sair um sol mais quente, aí segura.
Falando em voltar as quadras, ontem a noite saiu a chave do torneio Grand Champions que vou disputar no Algarve, Portugal. Serão dois grupos de quatro jogadores, no meu, Thomaz Muster, Andrés Gomes, Bjorn Borg e eu, no outro Sergi Bruguera, Goran Ivanisevic, Henri Leconte e Nuno Marques.
Ontem fiquei pensando bastante nesses três jogadores, Muster, joguei algumas vezes, fiz a final do ATP do México em 95, fiz um jogo incrível na quadra central de Roland Garros em que perdi em 5 sets e mais alguns outros jogos, nunca ganhei. Ele para nos era como o Nadal dos dias de hoje.
Gómez, foi campeão de Roland Garros, Equatoriano canhoto com uma direita de dar medo. E o gênio Borg, o que dizer dele, acho que ganhou 6 Roland Garros, 7 Wimbledon, sei lá, ganhou tanto que nem ele deve saber.
Realizarei um sonho jogar com ele.
Segue a programação do evento:
Dia 7 as 18h30 Muster vs Meligeni
Dia 8 as 17h00 Gomez vs Meligeni
Dia 9 as 20h45 Borg vs Meligeni
Os primeiros do grupo jogam a final dia 10 ou segundos disputam o terceiro e quarto lugar.
Para quem for mais curiosão e quiser saber tudo ou se agente tiver amigos que acessem o blog desde Portugal e querem saber mais detalhes, o torneio tem uma pagina na internet. www.grandchampions.org
outro link legal é o da Atp, http://www.blackrocktourofchampions.com/1/default.asp, por lá você vai poder seguir o campeonato.
Bom, nunca é demais dizer que espero a torcida de vocês.
Escrito por Fernando Meligeni às 13h50
| envie esta mensagem
| link
Ola galera, demorei um pouco para escrever. O dia foi cheio. Dia de muitos ouros no pan. Foi muito legal ver a natação fazer bonito, a ginástica então, o que foi isso!! Muito legal ver a vitória do Diego Hipólito, Mosiah e principalmente a menina Jade, depois de um dia para esquecer ontem e de muito choro se recuperou como os grandes. Poucos atletas conseguem essa recuperação.
Amanha começa luta do tênis feminino. Para alguns apenas mais um Pan, para mim, uma grande chance de tentar mostrar que ainda se pode acreditar nas meninas, que temos talentos e mais que isso, que temos futuro. Teliana Pereira foi que pegou a pior chave, de cara joga contra a cabeça dois, Jenifer Widjaja e Joana Cortez devem passar com tranqüilidade.
Amanha vai ser um dia de boas emoções, depois do meu treino matinal (amanha eu conto sobre o torneio em Portugal, saiu à chave) vou para o marapendi, certeza de emoção. Meus pensamentos com certeza vão voltar quatro anos atrás.
Bom, chegou à hora de torcer pelo tênis, tomara que nossas meninas façam bonito.
Escrito por Fernando Meligeni às 20h32
| envie esta mensagem
| link
O amigo Luiz Felipe Chieb me mandou uma sugestão que achei legal.
Ele perguntou algumas curiosidades do circuito, de como escolhemos nossos treinadores, se temos dificuldades de treinar e se a escolha de parceiros de duplas é sorteio. Aproveitando as perguntas vou contar umas historias de circuito.
A escolha de um treinador é muito delicada, vivemos mais com eles que com nossa família ou namorada, calma gente, não pensem besteira, normalmente o tenista joga 30 semanas por ano(bom, pelo menos eu jogava isso, tem alguns que gostam mais de ficar em casa do que viajar) e nesse tempo nos campeonatos dividimos o quarto com nosso treinador, não que a maioria dos tenistas curta isso, mas fica bem mais barato.
Como convivemos muito com o treinador não podemos escolher apenas pelo lado profissional, um pouco de afinidade você tem que ter. Já vi muitos jogadores contratarem ótimos treinadores e por falta de um afinidade legal não conseguiram resultados legais.
Eu sempre olhei para algumas características, chamar um cara que tinha personalidade, entendesse muito de tênis, gostasse de viajar, fosse de bom convivio e principalmente quisesse muito vencer.
Quando você acha um cara com essas características vem o lado financeiro, sentava com o cara e fazia a minha proposta, não tinha muito segredo, quanto melhor você pagava melhores profissionais você tinha no seu time.
Para os mais curiosos, o técnico ganha um salário e uma porcentagem do que o tenista ganha nos torneios.
Na minha carreira profissional que durou 14 anos tive 4 técnicos, o Daniel Musacchio, argentino que conheci quando fui treinar na Argentina com 15 anos, trabalhei com ele no juvenil e me fez ver o tênis com muita seriedade,esteve ao meu lado na complicada fase de transição do juvenil para o pro, o Marcelo Meyer que participou ativamente nos primeiros anos de profissional, me ajudou a sair do nível chalenger para jogar ao nível de top 80, Marcelão me fazia pensar grande, acreditar que ia ser bom, com ele tive meu primeiro grande resultado, oitavas de final de Roland Garros em 93, quando parei de treinar com ele fui trabalhar com o Ricardo Acioly, com o pardal ficamos trabalhando por quase 8 anos, foi um cara importantíssimo na minha carreira, vivi coisas incríveis nessa época, semi de Roland Garros, 4 lugar na olimpíada, meus 3 títulos de atp, para mim o melhor técnico de tênis do Brasil. Meu último treinador foi o Uruguaio Enrique Perez, mais conhecido como “el bebe” alem de ótimo treinador ele sempre foi conhecido no circuito com um dos caras mais legais de se conviver.
Depois de vários anos no circuito e com uma careira estabelecida pensei em parar de jogar. Quando sentei em uma mesa de restaurante no bairro do Carrasco no Uruguai em 2002, ele me proibiu de abandonar o esporte. Graças a sua corajosa atitude continuei jogando, comecei a treinar com ele e fui campeão pan-americano.
Sinto muito prazer em poder falar deles e principalmente continuar tendo uma relação de amizade com todos.
Como vocês podem ver a amizade e competencia do treinador são essenciais.
Sobre as duplas, somos nós que escolhemos nossos parceiros, a soma dos dois ranking faz com que os jogadores entrem ou não em um torneio. Não é necessário dizer que a grande maioria dos jogadores olham o lugar que o cara está no ranking antes de ver se ele joga bem ou não.
Quando começamos a jogar bem duplas com o Guga e ganhamos 5 torneios, comentávamos que todos queriam jogar com agente, nem importava que voleavamos mal, ou que não éramos os irmãos Brian. Quando ganhamos Stuttgart então, todos perguntavam se queríamos jogar, olhava pro Guga e dizia.
- po velho ganhamos jogos de duplas os caras querem jogar comigo e quando ganho jogos de simples as pessoas me acham bonito. Viva o tênis.
A última pergunta do Luiz foi. No começo da carreira era dificil encontrar caras pra treinar? Não era dificil, era foda. Existia e sempre existirá a dificuldade de entrosamento. Existem duas maneiras de encurtar isso. A primeira é tendo um técnico que se entrose bem com os outros técnicos, a outra maneira é um amigo no circuito que te ajude.
Eu não tive essa facilidade no começo e penava bastante. Por um lado foi bom, tinha que mostrar em cada treino que era legal treinar comigo. Lembro do meu primeiro grande treino, foi com o Courier no Lipton, estava mais nervoso que na final do Pan. Morria de medo que ele olhasse feio para mim.
Tudo isso serviu de experiência. Só conseguia treinar com cara desse nível raramente. Por isso aproveitava cada segundo.
Bom, é isso, espero que tenham curtido as historias, se gostaram agradeçam ao Luiz Felipe, se não gostaram foi culpa minha mesmo. rs
Escrito por Fernando Meligeni às 10h46
| envie esta mensagem
| link
Hoje temos a oportunidade de voltar aos títulos. O jovem Thomaz Bellucci está na final do chalenger de Bogotá.
Não é fácil jogar lá, muito alto e com os colombianos bem acostumados a jogar nessa altitude.
Fiquei bem feliz ao ler ontem que temos a esperança de novos jogadores pintando. É essencial ter caras novas no nosso tênis. A algum tempo vem se falando dele, Thomaz sempre foi visto como um jogador muito habilidoso que precisava de tempo para deslanchar, canhoto e com bom peso de bola parece que começou a encontrar seu melhor jogo. Que este resultado, sirva de motivação para treinar mais, viajar mais ainda e acreditar que pode chegar.
Não achem que vai ser fácil hoje, seu adversário é o Colombiano Carlos Salamanca, típico jogador que adora jogar na altura e quando vem pro nível do mar se complica.
Para explicar, ao jogar na altura o maior problema do tenista é a sensibilidade da bola, a quadra parece que diminui, o segundo saque é uma tortura, a bola acaba voando muito e a dupla falta é normal. Para vocês terem idéia de como todos se complicam com o saque, quando vamos jogar copa Davis ou até esse tipo de torneio em paises com altitude elevada( Colombia, Mexico, Equador) a torcida faz muita pressão quando se erra o primeiro saque. Sempre antes de sacar o segundo vem uma voz da torcida com os dizeres, “cuidado con lá altura” ou a pior frase “doble falta” faz você pensar que não pode errar o saque. Aí.................
Ai de você se errar, a arquibancada cai, e quando fica tudo em silencio outra vez o mesmo amigão diz, “eu sabia é muito alto aqui”
Como sabemos que o tênis é um esporte mental qualquer detalhe faz o jogador ganhar ou perder.
Vou ficar na torcida, vale a torcida de vocês também.
Escrito por Fernando Meligeni às 10h39
| envie esta mensagem
| link