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Profissão juiz de Tênis


Antes de começar o meu blog de hoje queria compartir uma coisa pessoal muito legal. Estou começando hoje uma parceria com a Eztec, durante um ano serei garoto propaganda dos complexos imobiliários da empresa. Ontem já saiu o primeiro anuncio nos jornais e hoje faço minha primeira aparição em um stand de vendas deles no bairro do Ipiranga.

Espero que seja uma grande parceria de sucesso.

Falado isso o assunto de hoje é sobre juizes.

No tênis diferentemente do futebol ou até outro esporte o relacionamento é bem agradável. Existem regras, lógico, mas a convivência é quase que diária.

Como os tenistas, os juizes viajam pra caramba, não é difícil cruzar a galera nos aviões, hotéis ou mesmo em carros do transporte dos torneios, eles como nós viajam de 28 a 34 semanas por ano.

Existem algumas restrições obvias, tentam não colocar juizes e jogadores do mesmo país para alguns jogos( mesmo achando que isso não é tão necessário), os juizes são proibidos de comer com os jogadores e até pedem para ter pouco contato no dia a dia. Temem uma amizade muito forte.

Isso até se entende, já que muitas vezes uma marcação de bola errada pode fazer que o jogador perca um jogo importante

Eu particularmente acho que o trabalho do juizes no tênis é exemplar, como em todos os esportes existem os bons, médios e os bem fracos.

Vocês que vêem os jogos pela televisão estão acostumados a ver varias discussões por causa de marcações de bolas. Tenho que dizer que nem todas tem fundamento e com o dispositivo eletrônico hoje fica evidente que jogador de tênis tumultua muitas vezes sem ter motivos, ou melhor com algum motivo que ele sabe muito bem.

Para descansar: Depois de um ponto longo se o jogador está cansado ele tem que jogar em 20 segundos, se você não estiver pronto é penalizado, como a respiração não volta a melhor maneira as vezes é uma boa discussão com o arbitro, enquanto a discórdia é inteligente vamos respirando.

Para enervar o adversário: Essa eu adorava, você está perdendo e como não pode falar com o adversário tumultua com o juiz mesmo. Quem não lembra da famosa frase YOU CANNOT BE SERIOUS do grande Mac, podem ter certeza que mais de 70% das vezes ele usava isso para parar o jogo e enlouquecer o adversário que estava ganhando dele. Essa paralisação é péssima quando estamos ganhando, bem usada pode mudar um jogo.

Colocar pressão nas bolas duvidosas: Durante um jogo existem muitas bolas que são realmente difíceis de se ter certeza se foi boa ou não, tirando os grande juizes muitos vão pela pressão, vocês percebiam a pressão que o Agassi e Sampras faziam em cada bola perto da linha?

Quando tomavam um ace duvidoso ou até mesmo claramente na linha, eles permaneciam imóveis no lugar e olhavam para o juiz com aquela cara de que não gostaram, tentavam com isso que na próxima bola perto da linha o juiz marcasse fora. Pressão de top, usando e abusando da camiseta.

Outra coisa bem comum era usar o juiz como válvula de escape, já que não podemos brigar com nossa namorada, técnico( mesmo que alguns adorem isso que por sinal é bem feio e desagradável ) usam o juiz, eu tenho que aceitar que já briguei varias vezes. Ia até o limite do permitido

Lembro de algumas, uma vez mandei um juiz Chileno colocar uma melancia na cabeça e sair rebolando pela cidade, estive presente na quadra (sem nenhuma culpa) numa péssima atitude do Rios contra um juiz brasileiro, com dizeres pra lá de agressivos (fomos desclassificados) outra dura experiência foi nossa desclassificação com o Guga das quartas de final de Roland Garros quando o Guga ao tentar mandar a raquete na cadeira depois de uma discussão quase degolou o juiz ( que pena que ele errou, teria sido um presente ao tênis) muitas vezes mesmo não tendo intenção, como diria Arnaldo Cezar Coelho, a regra é clara.

No circuito como disse antes temos ótimos juizes, esquecendo o bairrismo acho que o melhor juiz do mundo é brasuca, tive a oportunidade de ter jogado com ele na cadeira varias vezes e ter visto vários jogos dele também, Carlos Bernardes tem a atitude que os jogadores adoram, calmo, sabe falar quando estamos nervosos, justo, competente e humilde. Para mim o melhor

Falando nele vou aproveitar para acabar o blog de hoje com uma historinha que passamos juntos.

Estava na final do Atp do México em 1995 contra o Muster, de manha quando acordei e fui tomar café o lugar estava quase vazio, lá estava o Bernardes sozinho na mesa, passei, dei bom dia e perguntei, você que vai fazer o jogo hoje? Ele me explicou que por ele ser Brasileiro o arbitro geral preferiu não coloca-lo. Ao me dizer isso disse, então posso tomar café ai na sua mesa, né? Sentei

Alguns minutos depois desce o Muster para tomar seu café, sempre com aquela cara de poucos amigos passa pela gente, olha meio desconfiado, dá alguns passos e vai se sentar na sua mesa. Eu fiquei só de olho. Nessa hora antes de uma final qualquer nervosismo a mais é bem vindo

Ele não agüentou, poucos segundos depois ele levanta e vem até nossa mesa, sem nenhuma cerimônia pergunta. Você não vai ser o juiz de hoje né?

Rapidamente o Bernardes o tranqüilizou e ele foi tomar café.

Por dentro me diverti com a situação

Escrito por Fernando Meligeni às 10h45 envie esta mensagem

Sampras vs Meligeni, Roma 1999. Minha maior vitória


Vitória no Sampras

Hoje vou voltar e escrever sobre historias de jogo da minha carreira

Há um tempo atrás pediram bastante meu jogo contra o grande Pete Sampras

Na carreira de um jogador sempre existem os grandes jogos, as grandes vitórias, os piores momentos e o “JOGO”

Ao meu ver ser um grande jogador de tênis não é apenas ter um bom ranking, se você jogou anos de circuito e não venceu um Atp Tour e ganhou de grandes jogadores não conseguiu tudo na carreira

Eu tinha 2 grandes desafios na carreira falando em vitórias. Ganhar do Agassi e do Sampras

Do primeiro tentei varias vezes, cheguei até que perto uma vez e não consegui, do segundo......


Desde que me conheço como jogador de tênis, todos falavam que jogar com o Sampras era uma das coisas mais difíceis do mundo. Grande sacador, direita pesadíssima, uma tranqüilidade em quadra incrível, considerado por todos o maior de todos os tempos

A primeira vez que senti na pele o que era enfrenta-lo, foi no US open de 1995, literalmente fui atropelado por ele na primeira rodada

Foi um 3/0 sem deixar nenhuma dúvida da diferença de nível que tínhamos

Eu ainda nos meus primeiros jogos contra caras como ele e na quadra central de um grand slam, virge, que surra

Se passaram alguns anos e muita experiência adquiri no circuito

Tive minha grande oportunidade na segunda rodada do Master Series de Roma em 1999

Conversando com o Pardal, meu técnico estava claro antes do jogo que eu acreditava que podia vencer mas era algo muito grande para mim.

Naquele momento pensei:

Vencer o mito do tênis, será que sou mesmo capaz?

Na noite anterior estava no quarto depois da minha vitória sobre o Pioline na primeira rodada e quando ligo a Tv vejo que estão passando o jogo dele contra o Ulirach, quem vencesse esse jogo, me enfrentaria. Tenho que admitir que olhando pra tv algumas horas queria que ele vencesse e outras tinha minhas dúvidas.

O Ricardo ficou no clube para ver o jogo e quando voltou pro hotel me olhou com um belo sorriso e disse, pronto para ganhar do “homem”?

Gelei

Aprendi com ele que o jogo se ganha e a estratégia se faz na noite anterior, muitos jogadores gostam de tentar esquecer de tudo e tentar dormir tranqüilo, eu comecei a jogar meu melhor tênis e ter meus melhores resultados quando comecei a ir dormir com o jogo na cabeça. Ganhar de um cara desse nível você só consegue com uma estratégia perfeita


Quando estávamos no vestiário um pouco antes do jogo percebia que ele buscava meus olhos constantemente, ele queria me intimidar.
Fugia direto desse olhar duro e confiante que ele tinha. No tênis sabemos o peso do nome, igual ao futebol que a camiseta de um time tem peso, no tênis o nome do jogador pesa e o um tenista esperto usa e abusa disso.

Na hora do pré-jogo cada jogador gosta de uma coisa diferente, eu costumava ficar conversando com o técnico e aquecendo o tempo inteiro, quanto mais me mexia menos nervoso ficava

Quando fomos chamados para a quadra, entrou o supervisor da ATP Vincenzo Botonni e disse, SHALL WE GO.... não sei exatamente como se escreve. Acho que é assim. Frase conhecida pelos jogadores profissionais.

Naquele momento gelei. Era a hora de mostrar se estava preparado para derrotar o numero 1 do mundo ou não!!


Caminhando em direção da quadra lembro que me transportei para o Coliseo, no dia anterior tinha conhecido esse templo incrível e por horas tínhamos conversado sobre os gladiadores. Era minha vez de virar um “gladiador”. Mesmo me sentindo tão forte preferi não olhar na cara dele enquanto andávamos em direção da quadra.

Ao entrar na quadra aquela barulheira ensurdecedora, a quadra inteira torcendo pra ele e para mim meu técnico, Marcelo negrão que estava jogando na Itália naquela época e foi me ver e meu tio Jacomo que tinha conhecido naquela semana. Por sinal ele apostou com todo mundo que eu ia vencer aquele jogo.

Quando fomos apresentados, a minha apresentação durou pouco mais de 30 segundos, o cara falou meu melhor ranking, os 3 ATP que tinha vencido, a semi da olimpíada e pronto, quando chegou a hora dele, meu deus, parecia um livro, quase demorou o aquecimento inteiro, ele que de bobo não tem nada outra vez meteu uma pressão, me olhou e fez aquela cara com biquinho dizendo, oh my god, quanta coisa.

Imaginou?

Bom, vamos ao jogo

Quadra de saibro pesada, horário nobre, estádio lotado e com tv, não existia situação mais incrível para um jogador de tênis. Agora era entrar na quadra e vencer.

Fácil né ? rs

O resultado pode parecer fácil, 2 sets a 0 tranqüilos, 6/3 6/1 mas poucas vezes fiquei tão alerta como nesse jogo. Vivia com a sensação de que ele ia fazer alguma coisa para sair do problema. Dentro de mim algo me dizia, cuidado, fica focado, joga ponto a ponto.

Taticamente joguei perfeito, abusei das bolas altas na esquerda dele e tentei ao Maximo responder o primeiro saque dele(uma verdadeira pedrada), quando ele errava o primeiro saque era minha chance, me obrigava a ganhar o ponto.

Toda vez que ele subia na rede era ponto dele. Poucos jogadores tinham a colocação e solidez que ele tinha. Quando encostava no voleio era ponto. O negocio era deixar ele pregado no fundo da quadra. Consegui.

“Estratégia: joga todas na esquerda do cara, em varias alturas e velocidade, cuidado para não jogar curto porque é isso que ele quer, quanto mais longo for o ponto mais chance de ganhar você tem.quando for mudar a direção da bola para a direita dele, sempre tem que ser com ele na corrida. Esse é o ponto forte dele. No seu saque, joga muito com o primeiro, ele vai tentar subir na devolução do segundo. No saque dele ganhe o maior numero de pontos que conseguir. Bota pressão nesse segundo saque”

Por ultimo, seja corajoso, vai para cima dele.

Quando ganhei o ultimo ponto demorei um pouco para entender o que estava acontecendo. Era verdade, tinha vencido o Sampras. Olhei para fora e vi a festa do Pardal, ele que era um técnico exigente, as vezes com poucos sorrisos, estava feliz, via na cara dele que tínhamos feito historia. Do outro lado da quadra meu tio gritava com os amigos, “TE A DETO, E MIO NIPOTE”.

Quando acabou e ele veio me dar a mão vi que ele não estava nada feliz com a situação, um cara desse nível não era acostumado a perder assim. naquele momento não via mais aquele olhar de confiança. Olhou bem dentro dos meus olhos e disse: Parabéns hoje você mereceu.

Como um grande atleta que ele era tinha me dado o recado, se te pegar outra vez te detono. Fiquei torcendo para isso não ser nem na quadra rápida e muito menos na de grama.

Na coletiva de imprensa nessa noite ele deu uma declaração de encher o ego de qualquer jogador, ele disse; “ Hoje o Meligeni me mostrou como se joga no saibro. Ele merece meu respeito.”

Thanks Pete

Escrito por Fernando Meligeni às 10h20 envie esta mensagem

Triste notícia para o nosso tênis, como evitar o doping



Ontem o tênis brasileiro acordou com uma triste noticia

Marcelo Melo foi flagrado no exame anti-doping e pegou 2 meses de suspensão

Uma dor de cabeça, uma neosaldina e de um dia para o outro tua carreira pode se complicar

Normalmente nesses casos a imprensa e o publico em geral nem esperam a versão e já começam a dar porrada no tenista flagrado.

Por sorte deram a pena mínima, já vi casos que por um erro bobo como esse o jogador pegar 6 meses ou até um ano de suspensão

Aproveito este blog para tentar mostrar o que acho a respeito do doping e principalmente quais são os doping mais comuns

Não vou falar do lado medico, tipo esse é o doping classe “a” ou “b”

Vou a intenção do atleta flagrado

Para mim existem 3 tipos de doping

1: o doping sem a intenção

2: o doping que se comete com drogas como maconha,cocaína,etc.

3; o doping intencional

vamos lá

O primeiro caso que é claramente o do Marcelo, (ótimo menino, que tem uma cabeça muito boa, mas não se informou direito) quando menino quem não escutou a mãe falar, meu filho toma esse remédio que a febre passa, ta congestionado, bota esse liquido no nariz que melhora, tenho uma pomadinha salvadora, passou e pronto, não dói mais. Depois que viramos jogadores de tênis, NÃO APENAS PROFISSIONAIS, porque hoje o doping é olhado no juvenil também, as mágicas pílulas da mãe e da vovó tem que ser esquecidas e muito bem analisadas.
Na ATP existe um numero grátis,pelo menos tinha na minha época que o tenista antes de tomar qualquer medicamento pode ligar e perguntar ou pedir autorização. É verdade que ainda não se tem uma informação muito boa, principalmente para os hispanos, aquelas correspondências que chegam na sua casa com o inglês muitas vezes são esquecidas ou passadas por cima.

Aí que mora o perigo, a cada ano mais medicamentos são proibidos e mais exames são feitos. Para se ter uma alguns jogadores chegam a fazer mais de 10 exames por ano. Já vi amigos meus tenistas serem pegos no doping por usarem remédios para calvície. De um ano para o outro colocaram o remédio no doping ele não leu e dançou.

Alem desse numero os médicos dos torneios tem toda a experiência para te dizer o que fazer ou o que tomar, alem dos fisioterapeutas que seguem o circuito todas as semanas

O segundo caso é mais triste, eu particularmente acho que tem que ser severo, todos sabemos que as drogas fazem mal ao corpo do ser humano e os atletas são exemplo de saúde para o povo. Consumir drogas e jogar não ajuda na performance mas também não vejo motivo para não se punir como se pune hoje. Vários casos já foram detectados e punidos.

O terceiro e mais complicado caso é o doping intencional, não é de hoje que os atletas vão até o limite, muitos não se contentam com o que o homem lá de cima deu para nós e querem uma ajudinha extra. Em todos os esportes é assim e no tênis não é diferente. A grande dúvida de alguns jogadores sempre foi se para todos os casos a punição é igual, se a justiça é olhada nos casos de um top 300 ou um top 10. Respondo nas ruas isso o dia inteiro, fulano é muito forte, ciclano corre demais. Acredito que a Atp a cada ano vai tirando as dúvidas punindo cada vem mais gente.

Nos 3 casos posso dizer que uma punição pode sujar uma imagem que demoramos anos para fazer, tinha pânico disso e cada comprimido, liquido para me recuperar melhor era analisado por muitas pessoas, sempre tive técnicos competentes, primeiro passava pela mão do pardal, depois pelo competente Edu faria meu preparador físico e um maravilhoso medico( Osmar de Oliveira) que me dava o apoio e permissão de tomar ou não o remédio.

Na hora que você decide virar um profissional não adianta querer ter a estrutura de juvenil, no Brasil vivenciamos um pouco disso. Precisamos nos reunir com ótimos médicos, fisiologistas, nutricionistas, preparadores físicos
E tudo que possa te ajudar nesse momento.

A cada ao mais jogadores são flagrados, desses muitos foram Argentinos, conheço a grande maioria e como vocês me surpreendia a cada exame positivo, alguns até hoje acredito na inocência outros não coloco muito a minha mão no fogo.

Que este triste caso sirva de alerta para nossos jovens que continuam tomando o remedinho mãe

Escrito por Fernando Meligeni às 08h29 envie esta mensagem

Considerações finais de um final de semana para esquecer


Depois de um belo fim de semana de tênis e eu infelizmente tendo pouco tempo para sentar na frente da tv para assistir, vou dar minhas considerações finais.

Já comecei a ser cornetado por vários amigos pelos meus “pitacos”

Não fui tão mal assim!! fui?

É verdade que errei alguns, acho que poucos acreditavam na vitória de Israel sobre o Chile, imagino a loucura que está lá, em poucos lugares vi uma pressão mais forte da imprensa e publico com os jogadores que lá.
Essa derrota sem desmerecer os caras de Israel foi muito surpreendente. O único jogo que realmente se sabia que ia ser duro era a dupla, mas como jogar Davis sempre é difícil e nervoso, não vou dizer que não posso acreditar no que vi.

Outro confronto que errei e esse sim deve ter sido incrível foi Suíça e Rep Tcheca, o match point do jogo de duplas deve estar vivo dentro da cabeça de cada jogador da Suíça ainda.

Quando o time vai pro hotel depois de um jogo difícil, principalmente depois da dupla que é no dia do meio, o técnico já sabe qual o espírito do time, se eles estão prontos para uma virada ou as vezes se o excesso de confiança pode jogar por água abaixo tudo que sonharam até aquele momento.
Tenho certeza que o técnico da Suíça não dormiu de sábado pra domingo.

Os outros confrontos não tiveram muitas zebras, tenho que fazer uma passagem rápida com uma homenagem justa ao Henman, um dos últimos tenistas que podemos dizer que voleia “muito” que fecha a rede como poucos e com uma cordialidade no circuito como poucos. Ele se retirou das quadras em grande estilo. Por muitos anos a imprensa Inglesa que não é menos dura que a chilena, o chamou de “cagão” em alguns momentos por nunca ter chegado a final de Wimbledon, vale lembrar que ele fez 4 vezes semi-final. Tive a oportunidade de enfrenta-lo e posso assegurar que sempre foi um excelente jogador e que deixara saudades. Seu ultimo momento dentro de uma quadra será lembrado para sempre. Se aposentar ganhando um confronto de Copa Davis.

Não poderia deixar de comentar o confronto do Brasil, vocês podem imaginar o difícil que é falar nestes momentos, criticar ou dar minhas opiniões, mas tenho que faze-lo. Doa a quem doer

Fiquei triste, queria ter visto um resultado melhor, as vezes não é nem a vitória, sabia que seria muito difícil sair de lá vencedor, acho que os jogadores como sempre se empenharam e tentaram seu melhor, a quadra estava rapidíssima e dificultou muito nossa performance.

O que mais me deixa triste é escutar que fizemos um belo papel e que isso serve de aprendizado, tirando o Belucci que por sinal dentro da fogueira que foi colocado se saiu bem, o resto dos meninos tem mais de 10 anos de Davis, aprendizado já tivemos a muito tempo. Que aprendizado estamos falando?

Acho que devo uma explicação, quando falo em fogueira tento mostrar que na minha opinião o jogador ainda não está preparado para o desafio, dizer que ele fez um bom jogo(e fez) é pouco, estávamos jogando uma volta ao grupo mundial e tínhamos jogadores mais experientes que ele lá na Áustria e viajando o mundo, que por sinal sempre pediram sua chance no time.

Experiências fazemos em amistosos. Porque se vamos pensar em renovação e não se preocupar com o resultado poderíamos ter colocado o Romboli, feijão, Nicolas Santos e Caio Zampieri e ai olhávamos o futuro e dávamos experiência para eles. O que não acharia certo.


Esta na hora de olhar o tênis de uma maneira diferente, esta claro que não estamos conseguindo coisas legais nos últimos anos, esta na hora de parar de chorar que falta dinheiro ou que a situação é difícil, pedimos mudanças na confederação para ver coisas novas, idéias novas, tentativas novas, continuo vendo o que sempre vi, e olha que estou no tênis a quase 30 anos.


Escrito por Fernando Meligeni às 09h54 envie esta mensagem

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