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Análise das oitavas de final de Wimbledon

Primeira semana de Wimbledon acabou e com isso varias constatações.

O terceiro grand slam do ano é um torneio muito importante, nem preciso
dizer que por toda sua tradição e importância normal, mais que isso ele
estrategicamente está colocado bem no meio do ano. Muitos jogadores nem
sonham no começo do ano em ganhar pontos no torneio, sabem que não são
favoritos e se ganharem alguns pontos, ok.

Tirando os jogadores que todos os anos jogam bem e se adaptam a esse tipo de
quadra a grande maioria entra nos torneios de grama pra ver o que acontece. Quem consegue ganhar pontos em Londres pode mudar muito a pespectiva do ano.

Hoje chegamos as oitavas de final. Algumas surpresas outras barbadas...


vamos dar uma analisada juntos?

Parte de cima da chave ( bem mais dura ao meu ver)

Federer vs Hewitt, Federer está passeando, sem nenhum problema, ele mostra que se sente cada dia
mais a vontade na grama. Perfeito até o momento. Próximo jogo dele contra o
Hewitt pode complicar um pouco, mas não acredito muito no australiano.

Verdasco contra Ancic. Adoraria que o croata vencesse e pudesse jogar contra
o Federer. Acho que nessa chave o único jogo mais interessante do Suíço. O
Ancic é respeitado por todos os jogadores, mais ainda na grama.

Safin contra o Wawrinka, interessantíssimo, eu adoro o jogo do Marat, alem
de dar um molho a mais no circuito, ele é do tipo de jogador que está
esperando a chance pra voltar a ser notícia. Não ficaria surpreso se ele
passasse do Suíço. Ele merece. Ele pode ser o maluco que for, mas ele é
demais. Cara gente fina, educado e muito divertido no circuito. Todos os
jogadores gostam dele. Torço por ele

Baghdatis e Lopez. Jogo bom, o Baghdatis sempre é perigoso, vem ganhando
fácil seus jogos, é sólido no fundo e como evidentemente o jogo está bem
lento este ano ele é firme do fundo e complica todo mundo. Seu adversário é
uma figura, faz tempo que joga um tênis redondo, joga bem demais, às vezes
peca pelo preciosismo, o ³mister Hollywood como carinhosamente a galera do
circuito chama ele pode ganhar de qualquer um e até perder de mim nos dias
de hoje.

Na parte de baixo da chave...

O jogo das surpresas.

 

Tipsareviv contra o Schuettler, não sei nem o que
dizer. O tipsarevic é menos surpresa estar nas oitavas, ele joga muito em
todas as quadras, mas não imaginava que ele ganhasse do Roddick, o alemão
vinha mal no circuito nos últimos anos, fazia tempo que não jogava bem mais
que um jogo. Belo lugar pra ele se recuperar. Sou mais o sérvio

Cilic e Clement, outro jogo de surpresas. Com certeza vai ser um jogo
nervoso. Explico...

O ganhador desse jogo joga contra o ganhador do Tipsarevic e Shcuettler, com
certeza ele viram a chave e sabem que dos quatro não existe um favorito. Um
deles pode ser semifinalista de Wimbledon. É mole?

Murray vs Gasquet, Belo jogo, o que mais me impressiona é que os ingleses
sonham com um ganhador de Wimbledon faz tempo, com isso pressionam sem dó
seus jogadores. Lembro da época do Henman e do Rusedsky, eles não conseguiam
viver nessas duas semanas, podem até achar que é normal e que eles têm que
agüentar porque são profissionais, mas galera é demais a pressão. Quero ver
agora que ele chegou na segunda semana como vai lidar com a pressão. Boa
sorte Murray. Hehehe

Youzhny e Nadal, cuidado toro, pedra no teu caminho, esse não respeita
ninguém, adora uma zebra e mais que isso, mete a mão na bola sem dó.

Tenho que dizer que a rodada promete. Muitos jogos interessantes. Se um dos
grandes perder não vou achar nem ruim nem surpresa

Bom domingo a todos

Escrito por Fernando Meligeni às 21h34 envie esta mensagem

Como dormir depois de perder um jogo...

Ontem fui dormir pensando como eu me sentia quando perdia jogos duros, nos detalhes e importantes.

Na minha carreira posso dizer que perdi alguns que me machucaram. Rapidamente entrando no disco rígido da minha mente me lembrei de alguns jogos. O primeiro que me apareceu foi o da Olimpíada de Atlanta contra o Leander Paes pela medalha de bronze, continuei pensando e apareceu o pensamento do jogo contra o Medvedev em 99 na semi de Roland Garros, tentei ir alem e lá veio um jogo que não teve tanta repercussão e muito menos importância. Era uma primeira rodada em Amsterdã contra o marroquino Arazi.

Nesse jogo perdi 7/6 no terceiro depois de ter um monte de chances e vários match points. Lembro que saí da quadra direto para o quarto e de lá não consegui sair até o dia seguinte, não por vergonha porque lutei até o final, apenas por raiva, decepção de ter que ver ele na próxima rodada e eu eliminado antes do tempo. Logicamente pensando em cada match point e erro nas horas importantes veio a tona todos os erros que cometi.

Esse foi um jogo que não mudava minha carreira mas por algum motivo me machucou muito. Percebi que tinha que ser mais agressivo na hora importante.

Os outros dois machucaram de uma maneira diferente, tinha conseguido o improvável, muito mais que eu acreditava ou esperava, acho que por isso não machucou tanto. Você convive com a decepção de perder e o prazer de ter feito uma coisa incrível na semana. Sentimento dúbio né?

Se sente um gigante, um baita jogador e ao mesmo tempo fica triste por não ter conseguido ir alem.

Falo tudo isso porque fiquei imaginando a noite de sono do Thomaz, perder no quinto depois de ter match point e vários break points não é agradável.

Pelo que li dos amigos que participam do blog ele até teve uma grande chance de quebrar o saque do alemão no quinto e errou uma bola boba.

Isso faz parte, isso acontece mas machuca muito.

Ao me colocar na pele dele fiquei tranqüilo pela bela campanha que ele vem fazendo na Europa, depois de muitas semanas seguidas fora de casa ele volta com muitos pontos, uma boa graninha mas mais que isso, muita experiência.

Esses jogos de cinco set são importantes para saber até onde nosso corpo pode ir e nossa cabeça agüenta.

Dormir nessas noites é quase impossível, esquecer esses jogos não é fácil...

Eu lembro das três noites dos jogos até hoje. O jogo contra o Arazi fiquei conversando com o Ricardo até quase 5 da manha no quarto. Varias vezes me peguei chorando de raiva.

O jogo da Olimpíada fiquei na vila me lamentando com outros atletas até tarde também. eles me parabenizavam e eu repetia, vou voltar pra casa sem medalha, de nada valeu... Ingenuidade minha.

No jogo contra o Medvedev um pouco mais velho, mais experiente e mais soltinho, voltei bem tarde da noite depois de ido para uma baladinha de Paris curtir minha semi final. Com 28 anos já sabia diferenciar as coisas.

Ninguém é de ferro. Risos


# Peço licença para fazer uma homenagem ao amor da minha vida. Parabéns Carol, um feliz aniversário e obrigado por ser essa esposa maravilhosa que você é.

Escrito por Fernando Meligeni às 19h50 envie esta mensagem

Um tenista diferente


O circuito muda muito rápido,você para de jogar e com isso para de conviver nele, passa alguns anos fora e lendo muito pouco sobre o dia a dia, quando você volta a seguir diariamente percebe que tem um monte de novos jogadores. Nomes que na tua época não existiam agora estão entre os melhores.

Eu parei em 2003, dois anos depois voltei pra Roland Garros como espectador e fiquei impressionado, muitos jogadores novos, uma renovação constante. Circulava pelas quadras e na grande maioria via um jogador novo, principalmente algum jogador do leste europeu. No feminino elas já dominam, agora no masculino estão fazendo diferença.

Olhando Wimbledon este ano sinto a mesma coisa, muitos dos caras que eu jogava estão dando adeus ao circuito (será que estou ficando velho?), ontem li que o Bjorkman está se aposentando, uma pena, jogador que fez muito pelo tênis, tanto dentro como fora da quadra. Ele sempre foi muito presente nas decisões do circuito.

Nesse mesmo assunto de novos jogadores, acordei meio sem saber o que escrever, comecei a ler as noticias e me deparei com uma muito interessante.

Já comentei com vocês que adoro ler o blog “Fue Buena”, um blog de tênis escrito por um jornalista argentino. Nas noticias de ontem ele conta uma história no mínimo engraçada e diferente

No mundo do tênis vem se falando muito do Letão Ernest Gulbis, para a grande maioria dos ex jogadores, jornalistas e fãs o próxima a se aproximar aos três imparáveis do circuito.

A história dele que é diferente; Filho de um multimilionário da Letônia, como a grande maioria dos pais de tenistas, ele “bancou a carreira do filho (lá na LETÔNIA é igual que aqui galera, o pai que paga tudo. hehehe), só que a maneira de custear a carreira era um pouco melhor que a maioria consegue. O menino viajava para os torneios de jatinho particular e logicamente ainda o faz. Dava toda a estrutura que o garoto precisava sem se preocupar nem um pouco com o dinheiro ou se ia ser caro ou barato.

Para vocês terem uma idéia, os único que faziam isso no circuito profissional eram o Agassi e o Kafelnikov. Tenho que reconhecer que isso é o sonho de consumo da grande maioria dos jogadores, não pela extravagância e sim pela facilidade de sair de um torneio e ir para o outro sem precisar de check inn, atrasos de vôo, esperas em aeroportos e principalmente ter que se adaptar aos horários dos vôos. Com um jatinho você que manda no horário. Lembro várias vezes estar esperando no aeroporto e ver o Kafelnikov chegando e sumindo em poucos minutos. Pegava seu avião e voava para o próximo torneio sem estress. Eu olhava pro meu técnico e dizia, parceiro, se contenta com a comidinha do avião, tomara que seja mais que uma barra de cereal.

Contando mais peculariedades do Gulbis ele gosta de ler filosofia, escutar musica clássica e se veste com extremo “garbo e elegância”, ou melhor gosta de se vestir Sport fino. Fino o menino né? Acostumado com o circuito ele deve se achar um estranho no ninho, a grande maioria lê Sidney Sheldon, escuta Luis Miguel e veste tenis e jeans, isso quando não aparece nas festas de abrigo do patrocinador mesmo...

Querem mais uma... já está vendo onde vai estudar, fez alguns contatos com a faculdade de Harvard,mas como apenas fica pouco tempo fora do circuito ainda não sabe o que fazer.

Pensar que nossos meninos param de estudar com 13 anos e os pais acham que estão abafando... 

Para acabar com as informações dele, ele vem de família de esportistas, seu avô era jogador de basquete e representou a Rússia no passado e sua irmã jogou na wnba.

Tenisticamente não tenho dúvidas que ele vai entrar entre os 10 rapidamente, vai ser um cara que vamos comentar bastante por aqui. temos que lembrar que ele tem apenas 20 anos.

Alem de bom tenista esse vive bem o circuito. Pena que a verdade do mundo do tênis não seja tão doce para todos. A grande maioria vai de avião de carreira, lá no galinheiro mesmo, escuta musica popular e troca o almoço pelo jantar.


# Se aproxima uma promoção, alguma sugestão? o prêmio eu já tenho, aceito ajuda no assunto, mandem suas ídeias

 

Atualização:  Vocês estão vendo o jogo do Nadal e ele? tá valendo a pena. Eu to vendo....


Escrito por Fernando Meligeni às 10h28 envie esta mensagem

Primeiro dia de Wimbledon

 

Acordei um pouco mais tarde hoje. Ainda meio dolorido da semana passada fui me arrastando até a tv. Mesmo não sendo o torneio que mais eu curto do ano tenho uma grande expectativa.

Tenho curiosidade de ver se o Federer vai mesmo passear como todo mundo fala e ele fez no primeiro jogo, se o Nadal vai continuar sua evolução nessa quadra que tanto incomoda alguns jogadores e mais que tudo isso, se algum outro jogador vai aparecer para o mundo. Sempre é bom ver alguma cara nova surpreendendo nesses torneios.

Já escrevi algumas vezes que não sou o maior amante do torneio, não encarem como uma crítica, apenas um gosto, maneira de encarar as coisas, mas tenho que dizer que o torneio é muito legal. Algumas coisas diferentes fazíamos nele que deixam saudade.

Não sei se vocês sabem, mas nos torneios grandes, os quatro grand slam os organizadores não dão um hotel especifico e obrigam os jogadores a ficarem por lá. Nesses torneios o torneio dá uma diária e o jogador escolhe onde quer ficar. Nas poucas vezes que fui jogar preferimos alugar umas casinhas perto do complexo, como ficávamos o ano inteiro em hotéis, poder ficar em algo parecido a uma casa era o ¨must¨. Normalmente nos juntávamos em dois ou três jogadores e alugávamos um tipo de sobrado com três quartinhos, cozinha e banheiro. Casinhas aconchegantes e próximas do clube.

Lembro que um dos anos alugamos, eu com o Ricardo(meu treinador) o Guga e Larri e o André. Vocês podem imaginar a bagunça que era aquela casinha, até inventamos um churrasco de boas vindas aos brasileiros presentes no torneio. Como era antes do torneio nos contentávamos com coca cola e carne, digamos que meio dura meio mole. Churrasqueiro Larri às vezes atrasava a retirada da carne. risos.

Sentado vendo o jogo do Nadal fico relembrando as vezes que fui jogar por lá, os primeiros dias com a quadra quase intacta a bola picava bem, mas em uma velocidade maior, com o passar dos dias a quadra ia ficando mais jogavel e lenta, mas ao mesmo tempo picando muito mal.

Este ano vai ser um dos anos mais duros para o Federer vencer, pelo que vi nas semanas anteriores ele vai continuar jogando muito, mas desta vez será incomodado e menos respeitado pelos adversários.

A final de Roland Garros e a derrota dele para o lindão Stepanek deram aos outros jogadores a nítida noção que ele não é mais imbatível, e mesmo sendo em outra quadra a coisa pode complicar pra ele.

Entre os brasileiros

O Marcos pegou uma pedreira e infelizmente se despediu do torneio.

A grata surpresa foi à vitória do Bellucci na primeira rodada do torneio, digo surpresa porque não são fáceis as primeiras experiências na quadra, mesmo ele tendo um jogo que se adapta muito a superfície não tem nada a ver com o que ele estava acostumado a jogar e todos sabemos que ele pouco jogou na grama até agora. Pelo resultado apertado deve ter sido um belo jogo. Infelizmente não pude ver.

Com a derrota do Karlovic a chave abriu um pouco, fora que ele ia precisar um bom engov à noite e muita paciência podem ajudar amanhã. O cara que ele vai entrentar eu nao conheço

Escrito por Fernando Meligeni às 11h27 envie esta mensagem

Comentários finais de uma semana inesquecível

 

Entre as dores no corpo escrevo este blog com noticias fresquinhas do último dia do grand champions. Vou precisar alguns dias para me recuperar. Já tinha até esquecido quanto o corpo dói depois de uma semana de jogos.

Foi uma semana inesquecível, ótimos jogos, jogos contra mitos do tênis e muita troca de informação.

Poder conviver alguns dias com Rios e Sampras é demais.

Entre um papo e outro consegui conviver e entender um pouco mais o Rios, falamos de tênis, de casamento, da vida depois de jogar e da imprensa( parte mais legal), galera que ele muito nâo curte e mais ainda depois que eles descobriram que sua namorada de 2 anos está gravida. Fiquei imaginando o queé ter um cara do lado de fora da tua casa o dia inteiro te segindo. Não deve ser muito agradável. Outra coisa que ele me contou foi a publicação de dois livros não autorizados dele. Um sobre os podres que ele fez, historias de baladas, bagunças e mais algumas coisas, o outro da carreira dele. Vocês podem imaginar como ele estava feliz com os dois escritores. No final eu disse, Chino eu ia querer ler os livros. Ele não curtiu muito minha brincadeira.

Voltando aos jogos...

Ontem e hoje foram dois dias longos, no jogo contra o Goellner tinha que ganhar para jogar hoje. Nem preciso dizer que foi duríssimo, o Alemão, ops brasileiro não deu mole e endureceu o jogo até o final. Passei o jogo inteiro tentando pegar o saque dele. No fundo eu me garantia e ganhava a maioria dos pontos, mas quando ele sacava pouco podia fazer. Acabei ganhando no terceiro.

Hoje fizemos um jogo muito legal com o Jaime, pena que me disseram que não passou na tv, ele ganhou o primeiro de 6/2 teve match point no segundo e acabei ganhando o segundo, na decisão do super tié break do terceiro ele levou a melhor por 10/7.

Quando digo muito legal um jogo, foi porque conseguimos jogar em um grande nível, o jogo foi super divertido e bem técnico. Não sei se vocês já viveram algo como eu vou contar agora.

Conheço e jogo contra o Jaime desde que temos 11 anos, ele no juvenil era disparado melhor que eu. Só fui chegar perto do nível dele no profissional. Por ter jogado tantas vezes com ele sinto cada vez que jogo contra que qualquer coisa que eu faça ele vai saber. Se a bola sobra no meio da quadra ele antes de eu bater já sabe onde eu vou atacar. Os momentos importantes que eu tenho que sacar ele já está preparado para a devolução. O mesmo acontece com as coisas dele, conheço seus pontos fortes e fracos.

Isso poucas vezes acontece no circuito, é difícil conhecer alguém tanto como nos conhecemos. Mesmo assim conseguimos enganar bem um ao outro. O jogo foi bem firme e com jogadas legais.

Foi bom ter a sensação de ser jogador outra vez, ter jogado com dos mitos do nosso esporte, ter enfrentado o Sampras, ter feito um jogo muito bom com o Muster e ter revivido os clássicos com o Jaime. Como disse no fim do jogo hoje, não tiro nem ponho nada nesta semana. Foi um show. Foi um prazer.

Conversando depois do jogo com o Chino Rios ele me contou que vai fazer a etapa Chile no ano que vem e quer que eu jogue lá. Eu estou adorando esses convites, a Carol mais ainda que vai conhecendo países que não conhece.

Queria aproveitar para dizer que foi muito legal ler os comentários do jogo do Sampras, desta vez vocês perceberam que não pude responder, saia tardão do torneio e logo cedo já tínhamos coisas que fazer para os patrocinadores. Me desculpem mas agora estou de volta com tudo. Mandem seus comentários que vou responder

Vou tentar comprimir alguns vídeos e colocar aqui. Vocês vão gostar

Escrito por Fernando Meligeni às 22h34 envie esta mensagem

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