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Jogar torneios maiores vale a pena


A Copa Petrobras nasceu há alguns anos atrás com o intuito de ajudar no desenvolvimento do tênis na América do Sul.

Eu sou um fan desses torneios. Acho que um circuito desse porte para nós sul americanos é fundamental.

Nem preciso dizer a quantidade de grandes jogadores que começaram a despontar depois desses torneios.

Cada ano que passa mais duro fica, mais europeus aparecem e com isso acaba a “mamata” de dividir pontos entre os jogadores do nosso continente.

A gira é muito bem organizada, são torneios na Colômbia, Argentina, Uruguai, Brasil e Paraguai. Acho que é isso né?

Já faz tanto tempo que não jogo, que pode ter mudado uma ou outra etapa.

Quando digo que é importante para nossos jogadores digo para os mais novos ou aqueles que não estão com bom ranking. Vejo os torneios como um trampolim para os torneios maiores.

Jogar bem 3 ou 4 torneios, ganhar muitos pontos, melhorar o ranking e pular para o próximo nível tem que ser o objetivo de todos lá presente.

No tênis existem dois circuito, não adianta tentar se enganar. Os circuito dos chalengers e os dos Atp Tour. O nível é diferente e a dificuldade também.

Não dá para comparar.

Sempre fui um critico feroz dos jogadores que se acomodam nos torneios menores. Tem a chance e entram direto em torneios maiores e preferem defender pontos em campeonatos de menor porte porque é mais fácil.

Acho, ou melhor, tenho certeza que esses jogadores não terão vida fácil nos campeonatos maiores, sempre se sentirão “visitantes” nos grandes torneios e mais que isso, nunca serão respeitados pelo circuito.

E olha que respeito ganha jogo.

Não vou dar nomes, não vou opinar individualmente porque não me diz respeito. Cada um tem sua tática e crença, mas tenho que dizer o que penso.

Quem comprar a idéia, legal.

Sei que cada dia que passa mais jogadores lêem meu blog, os que estão começando, os que estão no meio da carreira e os mais veteranos. Isso para mim é um prazer, um orgulho. Com certeza uma pressão também.

Por isso aproveito para falar, sem dó, com muita sinceridade. Eu nunca tive um ex jogador me dizendo suas experiências, me ajudando com seus erros e acertos. Na verdade se pudessem me dar conselhos errados, eles davam. Eu bem que pedia conselhos, mas nunca fui ouvido. Hoje estou do outro lado, mesmo sabendo que a grande maioria quer chegar sozinha, sem conselhos eu falo. Quem quiser ouvir...

No nosso pais o grande problema que temos é a falta de união e troca de informação. Infelizmente não vejo técnicos trocando “figurinha”, ajudando uns aos outros. E pode ter certeza que isso ajuda muito.

Se eu posso comentar sobre um grande acerto na minha carreira foi ter sempre apontado para coisas grandes, torneios grandes e adversários duros.

Quando tinha ranking para jogar Atp eu jogava, quando não tinha tentava os qualyfing. Vivia com os caras bons, me nivelava por cima, nunca por baixo.

Quando duvidei se tinha que jogar torneios grandes ou não meus técnicos e principalmente o Marcelo Meyer me fez ver que se eu pensasse pequeno ia ser mais um no circuito. Nunca ia ser bom.

Conto bem essa historia no livro. Lembro até o dia de hoje das palavras do Marcelão.

Pode soar mal o que vou falar, mas quem foge de coisa grande nunca será grande. Mais vale enfrentar o bons, perder e aprender do que ficar a vida inteira batendo em bêbado e se achar bom. O tempo é infalível. Pensou pequeno fica pequeno pra sempre.

Acreditem,no tênis é assim. no primeiro ano perdemos, sem perceber começamos a ganhar jogos bons e ninguém mais nos tira desse lugar.

Vale a pena tentar.


Escrito por Fernando Meligeni às 13h47 envie esta mensagem

Vou torcer pra Argentina na final da Davis

Já estou imaginando que tem gente que não gostou do titulo.

Calma galera, não enlouqueci, não virei Argentino outra vez. Continuo pensando exatamente como sempre pensei.

Minha sinceridade e as vezes minha indignação me faz ser mais sincero ainda. Eu não teria nenhum motivo para não torcer. Mas acho que este post pode deixar algumas pessoas pensando.

Antes de ter qualquer reação leia até o final o post. Quando acabar me mande um comentário,ok?


Final da Davis está dando pano pra manga

O jogo é imperdível, será uma aula de tênis para todos os gostos. Venho recebendo muitos pedidos de dicas para comprar os ingressos. Pelo visto a casa vai estar cheia e não só de argentinos.


Apontar um favorito é impossível, não achem que me deu devaneio portenho. Acho isso mesmo.

Se por um lado a Espanha tem Nadal e Ferrer, a Argentina tem Nalbaldian, possivelmente Del Potro. E mais que isso. Uma torcida apaixonada e cada dia mais complicada. Que sabe torcer e enervar o adversário. Beirando a torcida de futebol com cantorias, camisetas rodando e papel picado.

Os argentinos sonham e merecem esse titulo faz tempo. Não sei se ganharão, mas podem ter certeza que será emocionante e de incrível nível técnico. Alguns anos atrás só não ganharam por pequenos detalhes de relacionamento entre os jogadores. Na hora “H” se via que não existia o espírito de equipe.

O confronto será decidido nos detalhes. Os técnicos já devem estar fazendo táticas, consultas e logicamente, viajando o circuito para ver seus jogadores e os adversários.

Quando se fala em Davis, sempre existem decisões que podem ser importantes ou fatais nos confrontos. A decisão do Mancini colocar o Nalbaldian na dupla foi olhada com dúvida pela imprensa e torcida argentina, muitos disseram que ele podia ter perdido o duelo naquela decisão. Quem sabe?

Todos sabemos que ele está um pouco fora de forma pelas suas constantes lesões e ao ter que jogar a dupla no sábado (5sets) se mostrou totalmente fora de combate no domingo. Sobrou pro Delpo. Para sorte ou competencia dele deu certo.

A decisão mais importante e complicada é a escolha da quadra que se jogara essa final. Se por um lado jogar no saibro é uma constante na Argentina, enfrentar a Espanha nessa quadra pode ser chamada “não temos medo de vocês”. será que isso intimida os espanhóis? Acho que não.

Jogar em carpete parece que está sendo a decisão dos jogadores com isso tentar fazer o Nadal virar humano. Essa me parece a tática. Será que a melhor tática não seria focar em ganhar os dois jogos do Ferrer ou seja quem venha e a dupla e não sair do saibro?

Na quadra de carpete é melhor?

Eu acho que a decisão é acertada. Tanto o Nalba como o Delpo são ótimos jogadores de quadras rápidas. O David se estiver bem fisicamente, no carpete pode machucar qualquer um. Inclusive o Nadal.

Eu fiquei pensando o que faria se tivesse que ajudar a decidir a quadra. É bom que se diga que um bom treinador chama os jogadores e decide em conjunto com eles a melhor tática, quadra e bola. Mas como pode não haver unanimidade a bomba pode cair no colo do técnico.

Eu acho que iria também pro carpete. As características dos argentinos são boas nas quadras rápidas.

Como torcedor acharia muito mais legal e bonito ver a final no parque roca no saibro.

Se eu tivesse que colocar % de chances diria 60% Espanha, 40% Argentina

Mas acredito que se os dois times vierem completos e bem fisicamente podemos ver a Argentina campeã. Se engana quem achar que a rivalidade com os argentinos teria que fazer o brasileiro torcer contra. A vitória deles pode mandar um sinal de alerta e um tapa bem no meio da cara dos nossos dirigentes com a pergunta.

Eles podem, por que nós não? Acorda porra, vamos parar de falar e fazer.

Tem coisas que não tem preço. Esse confronto é umas dessas coisas.

Ps: desculpem o palavrão. Precisava.

Escrito por Fernando Meligeni às 10h57 envie esta mensagem

Sucesso

O que dizer de ontem

Um sucesso.

Queria agradecer todas as pessoas que foram lá. Fiquei impressionado com o carinho das pessoas e com a quantidade de leitores do blog que foram ontem. Muitos ao pegar seu autografo me comentaram do blog. Conheci pessoas que antes apenas conhecia pelos comentários. Dei boas risadas. Recebi até puxão de orelha por não ter escrito ontem.

Para vocês terem uma idéia foram 346 livros vendidos e umas 1000 pessoas passaram por lá . Amigos, família, fans e imprensa lotaram a Saraiva.

As pessoas que compraram e já leram me mandaram muitas coisas legais. Todos devoraram, muitos não conseguiram largar até acabar e elogiaram muito o conteúdo.

Tenho que dizer que não estou entrando na minhas calças.

Contando um pouco do lançamento. Se fez uma fila quilométrica e eu e o André só escutávamos das pessoas da Saraiva e da Ediouro... “acelera”

Estava difícil não se emocionar. A galera do tênis foi em massa. Presenças mais que legais do Ricardo Acioly que veio do Rio para o Lançamento, do Marcelo Meyer, meu ex técnico, e uma galera de peso que sou fan do trabalho e tenho o prazer de ser amigo. Rogério Ceni, Dan Stubach, Paulo Bonfa e o grande alemão Robert Scheidt entre outras figuras maravilhosas. Meu deus que honra. Sem falar no Pandiani, China do Handebol e muitos outros.

Todas as pessoas que foram fizeram da festa um show, uma noite inesquecível.

Tenho certeza que vai ser um sucesso o livro. Que vamos vender muito, que todos vão amar.

Obrigado pelo carinho, obrigado por acreditarem no meu trabalho, obrigado por tudo. Vocês são demais.

Fino

Aqui Tem

Escrito por Fernando Meligeni às 18h53 envie esta mensagem

"Aqui Tem!"

Ola galera

Peço licença para falar do lançamento do meu livro.

Este dia 23 de setembro vai ser um dia mais que especial na minha vida.

Nunca imaginei estar me preparando para um dia assim...

Quando se começa a jogar nem de perto pensamos em sucesso, ser escutado ou simplesmente vencer muitos jogos.

Depois de mais de 14 anos de profissionalismo e quase 30 anos de tênis,percebi que vivi muita coisas legais, divertidas, difíceis e inesquecíveis.

Tentei colocar um pouco de cada coisa nas 18 histórias que vocês tem a oportunidade de ler.

Este livro foi feito com muito carinho, muito respeito ao esporte maravilhoso que tanto amo. Mostrar as pessoas o que acontece dentro dele é tentar trazer as pessoas mais pra perto, que entendam e amem mais nosso esporte.

Tive a sorte de contar com uma pessoa maravilhosa comigo neste projeto.

Ter o André Kfouri é a certeza de ter um livro incrível, humano e verdadeiro. Sou fan dele desde o primeiro dia em que ele me entrevistou e hoje tenho a oportunidade de ter um livro com Ele. Obrigado André, sem você tenho certeza que não seria possível fazer um livro tão legal, tão maravilhoso.

Estamos impressionados com a repercussão e ansiedade que todos estão em ver e ler cada capitulo. Temos certeza que quem gosta de esporte, tênis e de nós vai amar e se envolver muito com cada história.

Alegrias, dissabores, motivo que vim ao Brasil, porque me naturalizei, brigas, bastidores, pré jogo, pos jogo e um capitulo imperdível...


Os momentos mais importantes do jogo com o Rios contado ponto a ponto como se você estivesse dentro da minha cabeça. Vivendo o jogo comigo.

Tenho certeza que vocês vão curtir e quando menos esperarem estarão viajando comigo no circuito.

Vejo vocês no vestiário do torneio de Roma esperando o jogo contra o Sampras.

Vejo vocês na livraria Saraiva do shopping Paulista as 19:00h, neste dia 23 de setembro

Quero todo mundo lá comemorando comigo este momento único.

Vejo vocês lá.



Escrito por Fernando Meligeni às 19h06 envie esta mensagem

Não deu


Tentar analisar certos jogos e comentar é bem difícil. Desde que comecei a escrever o blog tento ser o mais simples e verdadeiro em cada comentário. Tento comentar com a razão e experiência de circuito que tenho.

Por isso, hoje é uma tarefa bem difícil.

Quando jogamos contra um cara de 2.08 cm, que te dá 41 aces no jogo, pouco se pode fazer, ou melhor, pouco se pode tentar fazer.

O jogo era algo bem claro, o Karlovic ia colocar muita pressão no seu saque, sacar muito e contar com os pequenos detalhes. No saque do Thomaz, jogar o menos possível. Ser agressivo.

O que aconteceu foi exatamente isso. Pequenos detalhes fizeram a diferença no primeiro e principalmente no último set.

Quando um jogo tem três tié break fica claro que o jogo foi decidido nos detalhes. Qualquer um podia ganhar.

Quais foram esses detalhes?

Alguns erros que custaram caro. Quando se joga com um cara assim, poucas vezes no jogo temos chances. Um segundo saque no 15/30 uma bola no meio da quadra no 0/15. Esses pontos que podem passar desapercebidos para a maioria, mas fazem muita diferença.

Quando o gigante saca atrás do placar ele saca pressionado e com isso erra muito mais. Quando está na frente ele saca muito. Infelizmente as poucas chances que apareceram o Thomaz não aproveitou.

Acho que é isso que posso comentar do jogo.

Tenho sim que comentar algumas outras coisas.

Temos que dar os parabéns ao time pela luta, pela atitude e pela garra.

Sei que os mais pessimistas vão dizer que é discurso conformista, mas temos que aceitar que nosso time era pior que o deles e que os meninos fizer o máximo que deu.

Ontem coloquei aqui que esperava que o time hoje se envolvesse com o jogo como a dupla fez ontem. Isso aconteceu, muito.

O Thomaz jogou bem, mas o que mais vai ficar do confronto de hoje foi sua atitude, seu punho fechado, sua cara de “quero ganhar”

Tinha visto ele jogar várias vezes e em nenhuma se viu um jogador com os brios de hoje. Com certeza vale a pena pensar a respeito e usar muitas dessas emoções no circuito.

O Thiago também mostrou que mesmo jogando sua estréia tem condições de agüentar a pressão de uma Davis e ajudar muito o time no futuro.

A dupla... bom, sem palavras. Arrebentando.

Vocês tem algo a dizer? Deixem sue comentário, sua nota...

Escrito por Fernando Meligeni às 14h04 envie esta mensagem

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