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Analisando a final das meninas. Jogo morno sob os olhares da nossa Maria Esther Bueno

Em dia de comemoração dos 50 anos da primeira vitória da Maria Esther Bueno em Wimbledon, vimos mais uma final morna entre as irmãs Williams.

Como era previsto o jogo ia ser de muita força, muitos saques e pouca emoção. Digo pouca emoção porque já é difícil jogar contra jogadores do teu país e mais difícil ainda jogar contra um amigo. Não consigo imagino o que deve ser enfrentar um irmão ou irmã na final de um grand slam.

Em todos os jogos que eles se enfrentaram no passado o quesito emoção, punho fechado, cara de má não se viu nenhuma vez. No tênis existe um código de ética camuflado que todos sabem até onde podem ir, ou podem fazer. Contra uma irmã esse código deve tem ainda mais paginas com certeza.

Algumas coisas ajudaram para ser um jogo morno. A Venus me pareceu claramente machucada. Se sua mobilidade não é sua melhor arma, não acredito que ela esteja se mexendo tão mal. Esse joelho deve estar doendo alguma coisa. Como se conhecem muito, o jogo fica um pouco obvio. Elas sabem onde a outra gosta de sacar nos momentos importantes ou quando a bola fica no meio da quadra, onde gostam de atacar. Isso faz com que o jogo fique mais obvio e com pouca emoção. Fim de jogo deu Serena 7/6 6/3

Tirando isso temos que aceitar que são as duas melhores jogadoras do momento. Nenhuma menina no circuito bate tão forte ou tem a vibração delas. Elas se jogarem mais torneios com certeza votarão a figurar em primeiro e segundo lugar.

Fico aqui imaginando a Maria Esther olhando o jogo de hoje. O que passa pela sua cabeça. Cinqüenta anos atrás o jogo era muito diferente. Para começar pela velocidade,  os equipamentos são completamente diferentes, as jogadoras são muito mais atletas, mais fortes e resistentes, as premiações então... Pelo que li ela ganhou algo como 50 dólares pelo título, hoje a bagatela de dois milhões de euros. Para finalizar as ropitchas. É verdade que o patrocinador dela tentou dar uma inovada e colocou um blazer branco, mas temos que aceitar que naquela época as meninas se vestiam muitoooo melhor.

 Aproveito este post para mandar meu gigante parabéns a essa grande campeã brasileira que ganhou nada menos que Wimbledon e US Open em simples e fez o grand slam em duplas. Foram 19 títulos de grand slam. Como atleta não podia deixar a data passar sem me manifestar. Infelizmente ela é muito mais reconhecida na Inglaterra que no seu próprio país. Mais uma referencia esportiva quase que esquecida pelos nossos dirigentes, público e imprensa.

Parabéns maestra. Vida longa para você.

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Escrito por Fernando Meligeni às 17h25 envie esta mensagem

A maldição da semi final em Wimbledon

Depois das quatro semis do inglês Tim Henman agora o foi o Murray que conheceu a maldição da semi final em Wimbledon.

Tudo levava a crer que este ano a coisa ia ser diferente. O país estava respirando o torneio, o Murray estava em ótima fase, as celebridades não paravam de mandar mensagens de apoio, conseguir um ingresso era das coisas mais difíceis do mundo e para motivar ainda mais tudo isso, era um jogo muito parelho. Qualquer dos dois podia vencer.

O jogo foi muito bom em todos os aspectos. Tecnicamente os dois jogaram muito bem, mentalmente vimos dois jogadores focados, corajosos e aguerridos, taticamente também deram um show. O americano jogou um pouco fora de sua característica e aceitou as longas trocas de bolas de fundo de quadra. Não só aceitou como mostrou que vem trabalhando muito isso e vem melhorando demais. Errou pouco, soube a hora de segurar e de atacar e na rede fechou os espaços nas horas certas. Do outro lado teve um Murray motivado pelo momento, por jogar em casa e tentou a todo custo fazer o Roddick errar. Não conseguiu. Sacou bem (até demais), foi sólido no fundo e perdeu por errar uma ou outra bola que não podia.

Quando os jogos são definidos em poucas bolas fica difícil analisar. O jogo de hoje teve altos e baixos dos dois lados. Depois um set para cada e 5/2 para o americano o jogo ficou muito bom. Sem dúvida nenhuma o tie break do terceiro foi determinante no jogo. Podia ter ido para qualquer um, mas nos últimos pontos vi o Murray segurar o braço e o Roddick enfiar a mão. Nesse nível quem dá uma minúscula vacilada perde.

A partir daí mesmo sendo empurrado pela torcida e lutando até o fim o britânico não conseguiu ser o primeiro local na final depois de tanto tempo.

No domingo vamos ter uma grande final. Os torcedores doentes do Federer que adoram cantar vitória antes que se cuidem. É verdade que o suíço é favorito, mas pelo que vi hoje o americano vai lutar muito e pode vencer. Tenho certeza que o Jonatas, Fernando Brack , Igor, Carlos Gradim  e o Comandante Sergio Gonçalves vão me buzinar, mas... Cuidado com a fera americana.

Alguém quer arriscar o resultado?

UOL Busca http://twitter.com/meligeni

Escrito por Fernando Meligeni às 16h49 envie esta mensagem

Federer soberano

Quando um jogador enfrenta diferentes adversários, com características totalmente distintas em grande fase e nem assim sofre para ganhar, alguma coisa quer dizer.

Acho que todo mundo esperava muita complicação no jogo de hoje. O Haas vinha de ótimos resultados na grama, confiante e sem nada a perder. Sabia que tinha um jogo sólido de fundo sem ponto fraco e que com certeza os detalhes fariam diferença. Existia um fio de esperança.

O que se viu na quadra foi um Federer tranquilo, confiante e esperando o momento dos detalhes para vencer o jogo. O primeiro set foi determinante, ele foi mantendo seu saque, tentando de alguma maneira pegar o timing da devolução para na hora importante surpreender. Foi o que aconteceu, ganhou sem problemas o tie-break e jogou um balde de água fria nas pretensões do alemão. Se já é duro ganhar desses caras mesmo depois de ganhar o primeiro set, imaginem depois de perder de 7/6. Depois disso o jogo continuou duro, perigoso mas controlado por ele. 7/5 6/3 sem problemas.

O homem está com a confiança em alta outra vez. Muita gente duvidou dele e questionaram seu momento, mas ele devagar foi voltando a encontrar seu jogo, usar suas armas e foi aumentando sua confiança. Agora a coisa complicou para todo mundo. Ele vem demonstrando que é diferenciado e que com confiança não tem pra ninguém.

Agora ele deve estar no restaurante ou no vestiário fazendo sua massagem  vendo a outra semi-final torcendo para que o jogo demore e os dois se matem de tanto correr.

A final promete, seja com o Roddick ou Murray o jogo vai ser bem legal.

Escrito por Fernando Meligeni às 13h38 envie esta mensagem

Um massacre e uma maratona. Irmãs Williams na final

Rápido e rasteiro.

Sem delongas, vou falar da rodada feminina.

Duas semi-finais, duas irmãs e dois jogos totalmente diferentes.

Eu esperava que o jogo da Venus contra a Safina fosse ser o mais interessante e difícil do dia. Ao invés disso, o que se viu foi um massacre, uma líder do ranking acuada, medrosa e perdida. Jogo de uma jogadora só.

Quando a russa deu a declaração de que não tinha nada a perder mostrou que não ia entrar na quadra para ganhar, que já estava meio derrotada. Estava com um discurso de jogadora 100 ou 200 do mundo, não da número 1.

Esse jogo que com certeza vai mudar muita coisa na cabeça na russa. Derrotas como essa na quadra central de Wimbledon machucam demais, mais ainda quando se é jovem e a número 1 do mundo. Que vareio foi esse.

O outro jogo foi muito melhor, não diria espetacular, mas me agradou bastante. Tenho que admitir que acreditei na vitória da Dementieva até o final, mas as vaciladas dela fizeram o sonho virar “grama”. Como no esporte a palavra merecimento não joga, e o que vale é ganhar o último ponto, o “eu merecia” não vale nada. Ela teve match point, várias chances mas errou, não soube fechar.

Por um lado a final é mais que merecida e previsível, por outro, não sei o que pensar dessa final. Os jogos entre elas nunca despertam muito interesse e existe muito respeito entre elas. Sem falar que as duas já ganharam lá.


Meu palpite. Venus na cabeça.

Escrito por Fernando Meligeni às 16h44 envie esta mensagem

Dia de belos jogos em Wimbledon. Já estou torcendo por um Federer vs Murray na final

Que belo dia de tênis em Wimbledon

Os jogos de quartas de final não poderiam ter sido melhor. Teve de tudo, jogo duro, jogo previsível, jogo tenso, troca de bola, falta de ritmo, tudo.

Vou tentar falar um pouco de cada jogo.

O primeiro jogo do dia que eu vi foi o massacre do Federer no Karlovic. Gigante sacador vinha de muitos aces e nenhum saque quebrado até o jogo de hoje, mas se viu frente a frente contra um verdadeiro “gigante”, só que não de altura, de jogo mesmo.  O suíço mostrou que no tênis existe respeito e que para jogar contra ele não basta ter um arma, tem que ser bom em quase tudo. Ele respondeu o saque do Karlovic como quis e uma vez por set deixou o croata sem reação. O jogo foi tranquilo, mesmo tendo tomado  23 aces não vi em nenhum momento perigo para o ele. Seu saque era feito com tanta tranquilidade que a pressão ia toda pro João grandão. De fundo se o suíço perdeu 3 ou 4 trocas de bolas foi muito. Ganhar do Federer jogando tão pouco de fundo é algo quase impossível. No final um 3/0 mais que justo.

Agora teremos uma semi final pouco esperada. O alemão Haas jogou muito com o Djokovic e mostrou que pelo menos uma semana por ano ele apronta no circuito. Com golpes perfeitos, esta semana ele mostrou estar muito focado, com isso ele se torna muito perigoso. Não sei se isso basta para vencer o Federer, mas de uma coisa eu tenho certeza, ele não vai respeitar o suíço como a grande maioria faz no circuito. Experiência, bagagem e resultados ele tem de sobra para entrar tranquilo nesse tipo de jogo e jogar seu melhor.

No outro lado da chave temos um verdadeiro clássico.

O Murray vem resistindo a pressão e sendo ajudado pela chave que pegou ( calma galera, falo ajudado por enfrentar jogadores de fundo de quadra), ele vem aproveitando a melhor adaptação a grama e passando rodada a rodada. Agora ele vai ter seu maior desafio. Andy Roddick.

O americano resistiu bravamente a uma maratona hoje. Até o 4/4 do quinto set era impossível prever quem ia ganhar o jogo, mas jogando mais agressivo e melhor nos pontos importantes conseguiu vencer um verdadeiro exemplo de jogador de tênis. O australiano Hewitt mostra a cada torneio que para jogar este maravilhoso esporte tem que colocar tudo na quadra. Toda a garra, vibração e coração. Eu que o enfrentei no seu auge sei bem o que é jogar com esse incrível competidor.

A semi final promete. Fico aqui imaginando se a final for Federer vs Murray o importante que vai ser para o tênis.

Coisas que vão ter em jogo.

1 Federer vira número 1 do mundo
2 Federer passa o Sampras em títulos de grand slam
3 Federer ganha seu 6 Wimbledon e fica a 1 do Sampras
4 Murray acaba com um jejum de 73 anos se vencer o torneio
5 Murray vira o maior de todos na Inglaterra, Reino Unido e tudo que tem lá perto se vencer.

Acho que vou torcer por uma final dessa.

Escrito por Fernando Meligeni às 16h42 envie esta mensagem

Graças a Deus existem as Williams

Meu deus, passei a manhã vendo os jogos das meninas em Wimbledon.

Começou com a Safina e suas 15 dupla faltas e um milhão de erros não forçados. Depois um pouco da Dementieva e seus problemas com o saque também. Graças a deus que as duas Williams estão vivas e jogando bem.

Tenho que admitir que sinto muita dificuldade de escrever do tênis feminino. Não por não gostar, muito pelo contrario, mas é um circuito diferente, com o calendário bem particular e por não ter todas as informações das dificuldades que as meninas tem. Não gosto de escrever por escrever, gosto de saber do que estou falando, e ás vezes sinto que posso ser injusto com elas.

Voltando aos jogos, hoje quem mais me chama a atenção são as irmãs Williams.

Gosto delas em quadra, sempre no ataque, tentando boas jogadas, olhando com raiva para as adversárias e com o punho fechado o tempo todo. Dessa geração são as únicas que ainda conseguem me dar um pouco de prazer na frente da tv.

Infelizmente o circuito das mulheres está passando por uma transição grande, perdeu jogadoras importantes e a nova geração é mais bonita do que talentosa. Pra começar que a quadra mais parece uma passarela do que quadra. Meninas emperequetadas, maquiadas e até com brincos que se usa em casamento elas jogam. Antes víamos meninas bonitas cheias de saibro e com a cara cansada. Velhos tempos aqueles. Sem falar que a geração é infinitamente melhor em todos os sentidos. Ops, nem todos. Perde em beleza.

Podem achar que estou sendo critico demais, mas para quem conviveu com Graf, Seles, Henin e viu jogar Evert e Navratilova pode ter saudade dos bons jogos, do sangue tenistico correndo nas veias das jogadoras.

Para acabar vou deixar meu prognístico.

O torneio tem tudo para mais uma vez ter a final das irmãs. Mesmo elas não jogando o tênis de antigamente elas são as melhores na quadra de grama.

Pronto, falei, opinei. Espero que tenham gostado. Podem bater eu aguento. ehehehe

Escrito por Fernando Meligeni às 13h39 envie esta mensagem

Federer, Karlovic, Djokovic, Haas e Hewitt nas quartas

Quatro jogos das oitavas de final acabaram e nenhuma surpresa aconteceu.

O dia começou com uma bela apresentação do Federer contra o Soderling. O suíço sacou muito, foi agressivo e descomplicou um jogo que tinha tudo para ser bem mais difícil do que foi. Os detalhes foram mais uma vez a chave do jogo. Detalhes que quase sempre fazem a diferença. quando se quer ganhar um jogo importante o que treina mais, luta mais, está melhor fisicamente, mais calmo e principalmente QUER MAIS, consegue que os detalhes sempre venham para o lado dele.

O suíço vem mostrando que está firme, focado e sem preocupações . isso o torna ainda mais duro. Seu próximo adversário é a “besta gigante”, Ivo Karlovic. Um dos poucos tenistas que podem complicar sua vida. O gigante saca demais e está em estado de graça no torneio. Mesmo eu não acreditando nessa zebra, atenção. Se o meninão acordar com a manivela endiabrada tudo pode acontecer.

Ele venceu o Verdasco em mais um dia de bons saques e pouca mobilidade.

Tommy Haas voltou a jogar seu belíssimo tênis e virou um forte candidato a coisas maiores. Ele sempre foi sólido e mereceu um lugar entre o top 10. Infelizmente sua cabeça o abandonou em certos momentos na carreira, mas para mim ele é um dos caras que joga mais bonito e pode ganhar de qualquer um quando está bem.

Hewitt falou e disse. Estou jogando para ser um top 10. Ele esta mesmo. Já nas quartas de final e com uma vontade perigosíssima.

O Djokovic passeou e me surpreendeu. Ele está bem, jogando tranquilo e curtindo. Será que ele está voltando a ser o velho Djoko?

A rodada continua e bons jogos vem por aí.

Algum comentário?

# Bruno Soares nas quartas de Wimbledon. Que demais. Voando baixo a dupla. Agora tem uma pedreira pela frente. Em pouco tempo teremos o Bruninho entre os 10 melhores do mundo. Não tenho dúvidas disso. Ele merece.

Escrito por Fernando Meligeni às 15h27 envie esta mensagem

Oitavas de final em Wimbledon, caras novas e bons jogos pela frente.

Muitas caras novas nas oitavas de final de Wimbledon.

Acostumados a ver os jogadores de saque e voleio e as figurinhas carimbadas de sempre, o torneio tem jogadores diferentes buscando um lugar ao sol.

Não pude acompanhar os jogos nestes últimos dias, uma pena, pelo que li a coisa esquentou no torneio. Bons jogos e muitas trocas de bola.

Alguns jogos me chamam a atenção. O mais interessante é sem dúvida nenhuma o Karlovic contra o Verdasco. O espanhol está em ótima fase e jogando um belo tênis, o outro, bom, se eu criticar ele mais uma vez minha caixa postal vai encher de comentários. Ele em semana que está sacando bem, segura. Eu não gosto nem um pouco de ver ele jogar.

Os tops tem jogos duros nessa rodada. O que deve ter menos trabalho é o Federer, mesmo tendo um pouco de história esse jogo não acredito que o Soderling faça alguma coisa contra o sólido jogo do suíço.

O Murray tem um jogo bem indigesto, o Wawrinka é um jogador perigoso e pode atrapalhar bastante. Continuo achando que o Murray passa, mas não ficaria surpreso se ele perdesse.

Djokovic e Sela deveria ser fácil, mas esse jogador de Israel é bem encardido, lutador e inteligente. Não será fácil.

Roddick e Berdych é um jogo que pode acontece qualquer coisa. Os dois gostam ou melhor, adoram meter a mão na bola. Se o Tcheco não sentir o jogo pode muito vencer o Roddick, acho até que o americano corre perigo.

Os outros jogos estão bem em aberto. Gosto de ver o Hewitt nas oitavas, mais ainda contra o Stepanek. Cuidado, pode rolar um bate boca aí. Os dois gostam de falar, gritar, gesticular e nenhum dos dois leva desaforo pra casa. Aiaiai.


Que venha bom tênis. Estarei amanha curtindo os jogos em casa. Ninguém me tira da frente da tv. Coca-cola, bolinho de chocolate e controle remoto na mão.

Escrito por Fernando Meligeni às 13h48 envie esta mensagem

Festival de tênis em Bebedouro, que coisa linda

Nossa fiquei sem conseguir postar nada nestes últimos dois dias.

O evento em Bebedouro foi um espetáculo. Vou tentar contar um pouco do que vivi por lá. Do tamanho da importância para o tênis e para mim esse evento.

Chamado de Festival Revdrat de tênis o evento foi perfeitamente realizado pelo ex jogador e hoje técnico de tênis que representou o Brasil no Copa Davis comigo Adriano Ferreira. Nascido e criado em Bebedouro há anos vem me falando que um dia íamos fazer um barulho na cidade.

Cheguei na sexta ao meio dia e fui direto para um bate papo com jovens de um colégio da cidade. A tarde fiquei por quatro horas batendo e dando dicas a meninos de competição de 10 a 18 anos. Mais de 40 meninos passaram pela quadra e pude trocar varias bolas com eles. Grupo que me impressionou bastante pela sua dedicação e foco. Quando acabou o treino dos meninos joguei alguns games contra os campeões do torneio que o Adriano fez na cidade. Encerrei o dia fazendo uma palestra para cerca de 200 pessoas. Pais, tenistas, técnicos e associados me metralharam de perguntas por mais de uma hora.

No dia seguinte depois de mais duas horas de clinicas de tênis para os sócios do clube fiz uma exibição contra o ídolo local e organizador do evento Adriano Ferreira.

Foi um jogo muito legal. Com casa cheia, mais de 700 pessoas ficamos duas horas na quadra lembrando os velhos tempos.

Quando saímos para jantar ontem fizemos um balanço do que tínhamos vivido no fim de semana. Conseguimos levar tênis para todos os níveis, demos informação aos presentes, incentivamos a garotada a jogar tênis e abrimos um campo para fazer mais eventos no interior de São Paulo.

Ontem mesmo recebemos sondagens para levar o festival para Franca, Barretos, São José Do Rio Preto.

Fui muito bem recebido e fiquei impressionado com a força do interior. Enquanto muitas vezes não conseguimos levar público a eventos grandes e com jogadores de primeiríssima linha, no interior conseguimos movimentar a cidade e lotar as quadras. Não é a primeira vez que isso acontece. Aconteceu um Jaú, Sorocaba e tenho certeza que nas próximas que virão, tudo será igual.

Obrigado Bebedouro, obrigado Adriano, Bebedouro clube e um obrigado especial ao Guto da Revdrat e todos os outros patrocinadores que ajudaram a fazer o festival um sucesso.

Bom galera, mais tarde eu volto e falo um pouco de Wimbledon. Temos muito o que discutir.

Escrito por Fernando Meligeni às 11h39 envie esta mensagem

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