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Israel na semi, Estados Unidos respira e umas historinhas de bastidores

Copa Davis sempre tem uma zebra solta. A de hoje eu diria que é uma baita zebra.

Israel na semi.

Quem diria, quem apostaria? Fico imaginando a festa dentro do vestiário deles. Uma vitória incrível contra um time acostumado a esse tipo de competição e mais que isso, um time de chegada. No vestiário depois de um jogo desse normalmente pouca coisa fica de pé ou intacta. A adrenalina é tão grande, a pressão era tão forte que os jogadores e técnicos soltam tudoooo. É um momento muito legal. Cantorias, pulos, gritos, abraços, alguma prenda aos mais jovens, tudo isso é válido. Afinal você é responsável pela classificação do teu time e país para a próxima fase do torneio.

Lembro de algumas que fizemos. Contra a França em Florianópolis voltamos de carro pro hotel e fechamos a Av Beira Mar com os três carros que tínhamos. Ninguém passava. Todos os jogadores do lado de fora da janela gritando. Uma festa.

Contra a Eslováquia no Rio de Janeiro fizemos o mesmo na Barra. Lá a galera não curtiu tanto. Imagino que tinha gente com pressa. ahahah. Mesmo assim, não ligamos e continuamos a festa.

Voltando ao jogo de hoje...

Vencer 3/0 a Rússia não é para qualquer time. No papel eles não tem jogadores para se temer, mas Davis nem sempre é papel, é nome, é quase sempre coração.

Levi, Sela, Ran e Erlich. Heróis.


Rep Tcheca acaba de fazer 2/1 na Argentina

O resultado não é nada anormal, diria até previsível. O que mais me chama a atenção é o Del Potro não ter entrado na quadra.

Vem se falando que foi para preservar o jogador para deixar ele 100% amanha.

Fico aqui me perguntando. Ontem ele ganhou em uma hora e meia, três sets a zero e sem nenhuma pressão. Não seria mais importante ele na quadra ajudando o time? Colocar o Mayer nessa situação e nas duplas que nunca foi seu forte. Para isso levasse um jogador de duplas. O Arnold quem sabe.

Copa Davis alem de tênis tem muito mental, muita tática. Ficar dois a um abaixo sem muita chance dá muita moral pro adversário.

Estados Unidos segue vivo.

A dupla venceu mais uma vez e deu um pouco de esperança ao time. Nada está definido. Os dois jogos ontem foram nos detalhes. 7/5 e 8/6 no quinto set. Amanha tudo pode acontecer.

Bom fim de semana a todos.

Escrito por Fernando Meligeni às 13h28 envie esta mensagem

Dicas para os juvenis e pais de tenistas

Recebi um pedido interessante estes dias.

Não sei se vocês sabem mas este mês é super importante para o tênis juvenil brasileiro. Em Brasília é jogado o Inter federações ( algo parecido a uma copa Davis entre cidades) e na semana que vem o brasileirão.

Quando somos juvenis esses torneios são olhados com muita expectativa e carinho. Ser campeão brasileiro é um “título” que levamos para a vida inteira. Eu infelizmente nem perto cheguei desse título.

Bom, mas não é disso exatamente que quero falar. Me pediram para comentar a tendência dos meninos saírem cedo de casa, alguns até mudam a família inteira para outra cidade para treinar e se dedicar ao tênis desde pequenos.

Sempre que entramos nesse assunto, escola, treinos, relação pais e tenistas temos que ter muito cuidado. Cada um tem uma visão e eu sei a importância das minhas declarações.

Para começar queria dizer que não acredito que para ser tenista o jovem tem que morar em São Paulo ou alguma grande metrópole. Escuto isso das bocas dos pais e até das bocas de alguns treinadores que querem alguns tenistas a mais em suas academias. Logicamente não vou ser hipócrita de dizer que é fácil jogar tênis em uma cidade onde você não tem nenhum outro jogador na cidade. O que me preocupa é que vejo meninos de 12, 13 ou até mesmo 14 anos mudando uma família inteira porque acha que vai ser o novo Guga ou a nova Maria Esther Bueno. Os pais na maior da boa intenção quer dar o melhor para seu filho e um centro mais apropriado é a primeira meta. Mas será que isso resolve?

Tenho visto na minha vida como tenista muito mais jogador saindo de lugares pequenos do que de centros gigantes com São Paulo. Em poucas palavras por simples motivos. O garoto continua estudando e com isso tem menos pressão nele, nas cidades pequenas ele tem mais apoio que nas cidades grandes, os pais continuam suas vidas e não vivem a vida do suposto futuro possível campeão do mundo.

Alguns pais não percebem o mal que estão fazendo em seus filhos mudando-se de mala e cuia para outra cidade por causa do tênis do seu filho. Vocês pais que fazem isso acham que iam aguentar a pressão de uma coisa dessa com 13 ou 14 ou até mesmo 15 anos? Eu acho que não.

Aproveitei para escrever esse post para dar umas dicas rápidas, pensamentos que podem ajudar.

1: não transformem seus filhos em profissional antes que realmente eles sejam.

2: não vivam a vida deles. Não acompanhem em todos os torneios, não parem de trabalhar por causa deles, não encham o saco deles o dia todo por causa do tênis.

3: contratem o melhor treinador que vocês consigam e seus bolsos possam pagar na cidade onde vocês moram.

4: em hipótese nenhuma mudem de cidade porque seus filho ou filha joga bem. No máximo mande a criança. Se ela não está preparada para ir sozinho, menos preparada ela estará em ver a família se mudando por causa dela

5: Tênis não é tão complicado como pensamos, incentive seu filho a treinar duro, a se dedicar, a amar o que faz e jogar se gosta de tênis.

6: Não faça seu filho jogar 20 semana por ano atrás do desejado numero 1 do Brasil. Faça que ele treine e jogue no máximo 1 ou um mês ou outro 2 torneios no mês.

7: a não ser que seu filho seja muito bom, muito mesmo não deixe ele parar de estudar até o terceiro ano do colegial. Se quiser coloque em um colégio mais fraco, mas não parem de estudar quando crianças.

Bom não sei se estou sendo duro ou jogando um balde de água fria em alguns pais e tenistas, mas achei importante dizer o que penso. Espero que ajude algumas pessoas.

Escrito por Fernando Meligeni às 18h27 envie esta mensagem

Copa Davis, Bons confrontos, muitas ausências

De volta aos comentários de tênis. Esta semana temos uma importante rodada de Copa Davis.

Quartas de final com jogos bem interessantes.

Espanha vs Alemanha, Israel vs Rússia, Croácia vs Estados Unidos e Rep Tcheca vs Argentina.

Antes de falar da importância, infelizmente tenho que lamentar tantas ausências. Quase que em todos os times um top deixou a equipe na mão.

Começando pela Espanha que não terá sua maior estrela Rafael Nadal por lesão, passando para os Estados Unidos e a desistência do Roddick no último momento por estar machucado ou cansado, a Alemanha não terá Tommy Abas e por último a desistência ( apenas do jogo de hoje) do Stepanek na Rep Tcheca.

Por um lado essas ausências são até que previsíveis, desde a época em que eu jogava os jogadores reclamavam das datas da Davis. Nem de perto os atletas não querem jogar, mas para os tops jogar um confronto tão importante na semana seguinte de um Grand Slam é uma maldade.

Vocês acham que um Roddick ou Federer tem condições de entrar na quadra para representar seus países quatro dias depois de uma final como a de Wimbledon? Mais que isso, terem que jogar dois ou três jogos de cinco sets nem uma semana depois.

Entrar na quadra não seria o problema para eles. O drama seria que eles não jogariam nem 20% do que podem por estar mentalmente e fisicamente desgastados e a chance de se machucar é enorme. O corpo precisa de um descanso depois de jogar por quinze dias um Grand Slam.

Eu tive uma mostra na minha carreira do que é ficar duas semanas em Grand Slam competindo e até sexta a tarde da segunda semana correndo e sofrendo a pressão. Foi em Roland Garros 1999. Posso assegurar a vocês que quando eu voltei ao Brasil na terça feira o meu corpo inteiro estava dolorido, eu não tinha energia nenhuma para fazer nada mesmo com a enorme felicidade que eu sentia.

Falado isso. Vamos aos “combates” e previsões.

Israel e Rússia é o confronto mais difícil de prever. Para começar pela primeira vitória de Israel em casa. Os russos são conhecidos em virar situações complicadas, mas podem dançar lá. O ponto forte de Israel é a dupla e sua luta. Mesmo assim acho que os russos levam no sufoco.

Espanha deve passar sem problemas da Alemanha em casa.

Mesmo o Verdasco se complicando muito na primeira partida a coisa deve fluir agora.

3/0 Espanha.

Argentina não deve aguentar a Rep Tcheca.

A quadra rápida, a ausência do Nalbaldian vão ser fundamentais. Faltou um número dois do país mais forte nessas quadras. Sem desmerecer o Chucho.

O jogo mais interessante será Estados Unidos e Croácia

Não me atrevo a prever nada. Sem Roddick o time perde muito. O que ajuda é a sólida dupla que quase sempre ganha seu ponto e ajuda muito o time.

Bom, acho que é isso. Vocês estão ligados na Davis ou depois de tanto tênis na semana passada tiraram férias?

Escrito por Fernando Meligeni às 11h16 envie esta mensagem

Pedro Martins chegou ao mundo. Cuidado com ele. O futuro parceiro de duplas do Gael

Hoje nasceu o Pedro Martins. Filho do grande amigo Jeison e Carol.

Emocionante estar em um momento tão legal dos amigos. Estivemos a tarde vendo o futuro parceiro de duplas do Gael. Logicamente já foi presenteado com a raquete que ele vai jogar com o pequeno Gael. Ahaha.

Jeisão, que venha o Federer e mais um. A dupla dos nossos filhos será imbatível. Eheheh.

Fica aqui meu carinho, admiração e torcida por essa família linda que acaba de crescer.

Galera amanha estou de volta. Volto com tudo ao mundo do tênis. Hoje tive que relaxar, curtir a família e ficar com amigos.

Para quem não sabe, foi feriado aqui em São Paulo e eu sou filho de Deus. Me neguei ao trabalho

Até amanha.

Escrito por Fernando Meligeni às 23h03 envie esta mensagem

Um dia de pai

Estava lendo algumas noticias na net enquanto pensava no que escrever hoje.

Tem dias que escrever no blog não é nada fácil, fico pensando se deixo passar um dia sem escrever, se consigo tirar alguma coisa legal de dentro, mas tenho que admitir que escrever todos os dias é uma verdadeira barra.

Hoje minha cabeça ficou fora do tênis e com isso fica ainda mais difícil. Passei o dia inteiro em função do Gael, meu filho que está por vir.

Começamos pelo ultra som onde pude ver que ele está com lindos 1 kilo e meio e ficando grande. Ficar babando na frente de um televisor é a coisa mais maravilhosa que venho vivendo estes dias. Medimos o fêmur, o úmero, o tórax, a cabeça ( baita cabeção) ahah, até o pingulim foi medido, mas isso deixamos pra lá que este é um blog de respeito.

Saímos de lá e fui no doutor Anderson. Sempre é um momento de muita informação e saímos de lá felizes com as novas coisas que aprendemos e derrubados pela ignorância que temos em certos assuntos. As vezes parece tão complicado ser pai...

Não contente com nossa tarde de pai e mãe fomos ao hospital São Luis conhecer a maternidade. Fomos muito bem tratados e fizemos um tour. Me sentia passeando por um museu com o guia dando uma informação a cada passo. Esse é o quarto, esse é local do pré parto, aqui vai ficar seu filho quando ele nascer, aqui ele vai tomar o primeiro banho, aqui é o elevador... tirando a brincadeira fiquei muito impressionado com a beleza do lugar, o tratamento e atenção de todos. Ganharam bons pontos com a família Meligeni. Ahahah.

Saindo de lá mais um passo no nosso dia. Passadinha no local onde vamos fazer o curso de gestante. Fiquei pensando. Vocês imaginam eu num curso de gestante? Pode chegar a ser hilário. Na hora que me derem um boneco para trocar e me pedirem pra falar com ele? Bom, não quero pensar nisso. melhor deixar acontecer.

Como vocês podem ver, hoje mais uma vez estou escrevendo coisas fora do tênis. Espero que gostem. Se não gostarem... I am so sorry.

Escrito por Fernando Meligeni às 20h11 envie esta mensagem

Ainda bem que eu tenista. Desafio Topper com o Jorge Wagner segunda parte.

Tentei deixar passar em branco e não colocar minhas habilidades com o pé, mas recebi muitos pedidos e até convites para jogar em times grandes pelo Brasil. Já que vocies querem tanto eu criei coragem.

Para acabar com a dúvida se sou bom ou não com os pés resolvi mostrar o desafio segunda parte.

Percebam a tranquilidade, técnica e beleza nos movimentos.

Depois de ver podem deixar seus comentários. Vou adorar.

UOL Busca www.twitter.com/meligeni

Escrito por Fernando Meligeni às 11h14 envie esta mensagem

Dois vídeos. Dois momentos. Boas risadas.

Ola a todos

Ainda me recuperando da ressaca tenistica destas duas semanas vou colocar dois vídeos diferentes para os amantes do tênis.

Este blog tem a característica de colocar coisas diferentes, coisas do dia a dia deste ser aqui. Eu já coloquei coisas do meu casamento, dia a dia... Agora a coisa mudou.

Espero que gostem.

O primeiro vídeo é do meu sobrinho Felipe, 11 anos. Sábado foi a primeira vez que o vi jogar um campeonato. Nem preciso dizer o babão que fiquei. Nem de perto quero fazer oba oba dele. Mas acho muito legal mostrar a réplica de como eu era quando criança. Coisa de maluco. Ele anda parecido com alguém. hehehe





O segundo vídeo foi hoje de manhã com o Jorge Wagner do meu querido tricolor. Fizemos uma sessão de fotos para nosso patrocinador pessoal Topper. Entre uma foto e outra desafiei ele na única coisa que sei fazer com o pé. Dá uma olhada no que deu. Narração Gilberto Ratto.

Escrito por Fernando Meligeni às 17h40 envie esta mensagem

Que jogo. Roger Federer o maior de todos os tempos em todos os sentidos

Que jogo.

Tem certos jogos e momentos do esporte que são difíceis de contar ou comentar.

Com certeza o jogo que vimos hoje foi um dos melhores de toda a história.

Quando disse ontem que acreditava que o Roddick podia vencer hoje, falei isso porque ele tinha dado mostras de que estava focado, sereno e determinado. Esses ingredientes são essenciais para ter chances de ganhar de um monstro como o Federer.

Quando começou o jogo ele deu mostras que ia dar trabalho, ia ser duro e que tinha SIM chances na partida. Um belo primeiro set, endureceu o segundo, mas na hora mais importante do jogo ele duvidou. Fez 6/2 no tie break do segundo set e seu braço endureceu, pesou, travou. Sempre digo que o “se” não joga, mas certos momentos fazem muita diferença. Ir sentar com dois sets a zero numa final badalada dessas é bem diferente que empatado uma a um. Mesmo assim eles voltaram a mostrar que o jogo ia ser um espetáculo. Começaram o terceiro set focados, vibrantes e a partir daí o que se viu foi uma verdadeira aula de tênis.

Fiquei sentado na frente da Tv agradecendo aos dois pelo que estava vendo, desde que me conheço como tenista vi poucos jogos como esse. Borg, McEnroe em Wimbledon, Federer vs Nadal também em Wimbledon, Nadal vs Verdasco na Australia e mais dois ou três se comparam a essa batalha incrível.

Não sei se vocês perceberam mas eu falei mais até agora do americano do que do vencedor do jogo. Do novo número 1 do mundo, do maior vencedor de grand slam da história, do tenista mais completo que eu vi jogar e agora com uma qualidade mais. O tenista com a cabeça mais forte em situações complicadas que eu já vi.

Hoje valia muito o jogo, todos esses títulos que ele ganhou estavam em jogo na final de hoje. Mais ainda, o Sampras estava sentadinho lá vendo tudo. Não adianta dizer que isso não pressiona ou que o jogador nem sente isso. MENTIRA. O jogador sente a pressão, sente a importância e a grande maioria dos “mortais” não conseguem aguentar essa pressão.

O Federer consegue, consegue isso e muito mais.

Só tenho a agradecer. Hoje o mundo vai falar sobre tênis. Todos os meios de comunicação vão falar que o Federer é o maior de todos os tempos sem dúvida nenhuma. Melhor que isso, a conquista aconteceu em um jogo épico e contra um adversário incrível .

Obrigado Andy

Sem palavras Roger, você é o cara.

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Escrito por Fernando Meligeni às 15h38 envie esta mensagem

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