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UOL Blog

Diferenças entre jogadores no vestiário

 

Infelizmente amanheceu chovendo em Londres

Hoje teremos jogos incríveis, tensos e importantes, aqui no Brasil são 09h42min da manha e fico imaginando o pré jogo dos tenistas.

Sempre escrevo do vestiário, acho que esse lugar sagrado e restrito para atletas é um lugar que as pessoas querem conhecer, vou tentar fazer de conta que estou dentro dele e contar o que normalmente acontece. Com a característica de cada um.


Difícil, mas vamos tentar.


Começo pelo Federer, ele é um cara muito calmo, sempre que o via no vestiário fazia do seu ritual uma coisa pouco agitada, pouco notada.
Aquecia, ficava na sua, ou escutando musica ou conversando com algum amigo ou preparador físico. Hoje com seu novo técnico com certeza deve estar sentado tranqüilo esperando a chuva passar, mesmo ele que é bem tranqüilo com certeza odeia essa espera.

Seu adversário não é nada mais agitado que ele, quando se tem um desafio tão grande como esse e a demora acontece mesmo tendo muita experiência várias coisas passam pela cabeça. Uma delas é a lembrança do jogo passado que ele venceu na grama, podem ter certeza que um bom jogador tenta se transportar para aquele momento, sabe bem que são jogos diferentes, mas as características dos jogos normalmente são similares. acho que veremos um Ancic muito agressivo.

Shuettler e Clement com certeza estão nervosos, eles já chegaram longe em um grand slam, mas sabem que essa é a grade chance das carreiras deles. Mais maduros, mais calejados e em fase bem abaixo do que gostariam de estar. É tudo ou nada para eles. Interessante esse jogo.

Marat Safin é uma figura, deve estar conversando com o Hernan Gumy, técnico dele que treinou o Cañas e o Guga por um tempo. Ele por sua característica dificilmente está calado, boa praça dentro e fora da quadra ele curte uma brincadeira ou conversa. Não acho que ele tenha mudado muito e tenha ficado mudo antes dos jogos, mas... Ele sabe que é uma grande chance.

O último que vou comentar é logicamente o Nadal. Conversando este fim de semana com o Leo Azevedo, técnico do Bellucci, ele me contou a preparação para o jogo do espanhol. Nas palavras dele, ASSUSTA VER O CARA. Enquanto ele contava eu ia abrindo a boca, nunca tinha visto algo igual.

Ele me contava que ¨el toro¨ toma banho, não se seca e coloca a roupa no corpo molhado mesmo, coloca a bandana e já nessa hora dá a impresão que ele está aquecendo á tempos. A parte boa vem agora... Ele coloca um fone de ouvido gigante na orelha, uma musica ensurdecedora e começa a se mexer. O mais assustador são seus olhos, parece que ele vai para uma guerra, os olhos parecem que vão sair do corpo dele. Fico aqui imaginando...

Uma bela tática para assustar qualquer adversário. Mesmo ele sendo muito experiente.

Bom dia a todos.

Mandem seus comentários sobre o post e sobre os jogos de hoje. Quero ver quem tem mais mira nos chutes. Hehehe

Escrito por Fernando Meligeni às 10h08 envie esta mensagem

Vídeo com os resultados desta segunda feira

Ola galera

Hoje foi um dia completo para quem gosta de bom tênis

O jogo do Murray foi um espetáculo, virada de gente grande. Chamou a torcida, fez valer o jogar em casa.

Nadal e Federer endiabrados. A chave do Federer eu acho mais complicada, o Ancic pode aprontar, o Ingles acho mais improvável.

Fiz um vídeo comentando os jogos. Me digam o que acharam. Espero que gostem...

Um abraço

 

Escrito por Fernando Meligeni às 23h04 envie esta mensagem

Minha primeira vez na grama

Faz tempo que não conto uma historia minha, coisa da época em que jogava.

Como estamos em semanas de grama e eu não costuma falar maravilhas dessa quadra vou tentar mostrar um pouco por que tenho esse bloqueio.

A primeira vez em que conheci, pisei em uma quadra de grama foi em 1989 no meu último ano de juvenil. Fui para a gira européia depois de ter jogado muito bem no cosat e era o numero 1 do mundo juvenil.

Joguei alguns torneios antes de chegar aos torneios de grama, dois preparatórios e Wimbledon juvenil.

Para jovens de 17,18 anos ver uma fileira de quadras de grama era a gloria, chegamos correndo,o brasileiro Carlos Engel, Rubens Alvarenga do Paraguai, Oliver Fernandez, mexicano e o Baumeller que era peruano e eu.

Já começamos a fazer o gol com nossos tênis quando nosso treinador correndo vem dar o primeiro “esporro”, vocês estão loucos? Estão no templo do tênis, no tradicional clube de Londres e vocês querendo jogar futebol nas quadras deles. Vão expulsar vocês do clube.

Nem preciso dizer que não gostei da primeira experiência. Galera chata pensei comigo.

Depois de um breve almoço tínhamos quadra de treino. Lembro como se fosse hoje, entrei meio que pisando em ovos, sentimento que ia escorregar ou que ia destruir a quadra com minhas escorregadas. Para piorar eu não tinha o “tal do tênis de grama”, nem sabia que existia.

O primeiro treino foi um desastre, não conseguia me mexer, eu que era um jogador que dependia totalmente das minhas pernas sentia que estava amarrado.

Depois de um dia de treino o campeonato começava. Quando fui ver a chave era o cabeça 1 do torneio. Que pressão.

Meu adversário um Inglês, rato daquela quadra, sabia todas os macetes, conhecia todos os buracos e principalmente, sabia todos minhas deficiências.

Eu que nessa época era bem nervosinho, batia a raquete no chão e segundos depois entrava um “bedel” ou juiz se você quiser chamar assim me puxando a orelha. You can’t do this. This is a grass court, you have to respect.

Eu molecão era a morte receber bronca.

o momento de maior estress foi quando depois de perder um ponto eu me deitei na quadra e comecei a fazer chuvinha com a grama. Arrancava pedaços de grama e jogava para o céu. Nessa hora não entrou um, entraram vários juizes, arbitro geral e por pouco não entrou a Rainha. Queriam me tirar da quadra naquela hora. Dei uma contornada e me deixaram acabar o jogo.

Para piorar cada vez que eu subia na rede ( que não eram muitas) eu escorregava e cada pé ia para um lado, me sentia esquiando na neve.

Não preciso dizer que tive que aceitar a derrota e ver meu adversário rindo da minha cara mais de uma vez.

No final ele me deu a mão e disse, cara, com todo o respeito você não nasceu para jogar nesta quadra.

Ele tinha razão, eu melhorei mas aquela experiência ficou na minha cabeça.



Escrito por Fernando Meligeni às 15h29 envie esta mensagem

Análise das oitavas de final de Wimbledon

Primeira semana de Wimbledon acabou e com isso varias constatações.

O terceiro grand slam do ano é um torneio muito importante, nem preciso
dizer que por toda sua tradição e importância normal, mais que isso ele
estrategicamente está colocado bem no meio do ano. Muitos jogadores nem
sonham no começo do ano em ganhar pontos no torneio, sabem que não são
favoritos e se ganharem alguns pontos, ok.

Tirando os jogadores que todos os anos jogam bem e se adaptam a esse tipo de
quadra a grande maioria entra nos torneios de grama pra ver o que acontece. Quem consegue ganhar pontos em Londres pode mudar muito a pespectiva do ano.

Hoje chegamos as oitavas de final. Algumas surpresas outras barbadas...


vamos dar uma analisada juntos?

Parte de cima da chave ( bem mais dura ao meu ver)

Federer vs Hewitt, Federer está passeando, sem nenhum problema, ele mostra que se sente cada dia
mais a vontade na grama. Perfeito até o momento. Próximo jogo dele contra o
Hewitt pode complicar um pouco, mas não acredito muito no australiano.

Verdasco contra Ancic. Adoraria que o croata vencesse e pudesse jogar contra
o Federer. Acho que nessa chave o único jogo mais interessante do Suíço. O
Ancic é respeitado por todos os jogadores, mais ainda na grama.

Safin contra o Wawrinka, interessantíssimo, eu adoro o jogo do Marat, alem
de dar um molho a mais no circuito, ele é do tipo de jogador que está
esperando a chance pra voltar a ser notícia. Não ficaria surpreso se ele
passasse do Suíço. Ele merece. Ele pode ser o maluco que for, mas ele é
demais. Cara gente fina, educado e muito divertido no circuito. Todos os
jogadores gostam dele. Torço por ele

Baghdatis e Lopez. Jogo bom, o Baghdatis sempre é perigoso, vem ganhando
fácil seus jogos, é sólido no fundo e como evidentemente o jogo está bem
lento este ano ele é firme do fundo e complica todo mundo. Seu adversário é
uma figura, faz tempo que joga um tênis redondo, joga bem demais, às vezes
peca pelo preciosismo, o ³mister Hollywood como carinhosamente a galera do
circuito chama ele pode ganhar de qualquer um e até perder de mim nos dias
de hoje.

Na parte de baixo da chave...

O jogo das surpresas.

 

Tipsareviv contra o Schuettler, não sei nem o que
dizer. O tipsarevic é menos surpresa estar nas oitavas, ele joga muito em
todas as quadras, mas não imaginava que ele ganhasse do Roddick, o alemão
vinha mal no circuito nos últimos anos, fazia tempo que não jogava bem mais
que um jogo. Belo lugar pra ele se recuperar. Sou mais o sérvio

Cilic e Clement, outro jogo de surpresas. Com certeza vai ser um jogo
nervoso. Explico...

O ganhador desse jogo joga contra o ganhador do Tipsarevic e Shcuettler, com
certeza ele viram a chave e sabem que dos quatro não existe um favorito. Um
deles pode ser semifinalista de Wimbledon. É mole?

Murray vs Gasquet, Belo jogo, o que mais me impressiona é que os ingleses
sonham com um ganhador de Wimbledon faz tempo, com isso pressionam sem dó
seus jogadores. Lembro da época do Henman e do Rusedsky, eles não conseguiam
viver nessas duas semanas, podem até achar que é normal e que eles têm que
agüentar porque são profissionais, mas galera é demais a pressão. Quero ver
agora que ele chegou na segunda semana como vai lidar com a pressão. Boa
sorte Murray. Hehehe

Youzhny e Nadal, cuidado toro, pedra no teu caminho, esse não respeita
ninguém, adora uma zebra e mais que isso, mete a mão na bola sem dó.

Tenho que dizer que a rodada promete. Muitos jogos interessantes. Se um dos
grandes perder não vou achar nem ruim nem surpresa

Bom domingo a todos

Escrito por Fernando Meligeni às 21h34 envie esta mensagem

Como dormir depois de perder um jogo...

Ontem fui dormir pensando como eu me sentia quando perdia jogos duros, nos detalhes e importantes.

Na minha carreira posso dizer que perdi alguns que me machucaram. Rapidamente entrando no disco rígido da minha mente me lembrei de alguns jogos. O primeiro que me apareceu foi o da Olimpíada de Atlanta contra o Leander Paes pela medalha de bronze, continuei pensando e apareceu o pensamento do jogo contra o Medvedev em 99 na semi de Roland Garros, tentei ir alem e lá veio um jogo que não teve tanta repercussão e muito menos importância. Era uma primeira rodada em Amsterdã contra o marroquino Arazi.

Nesse jogo perdi 7/6 no terceiro depois de ter um monte de chances e vários match points. Lembro que saí da quadra direto para o quarto e de lá não consegui sair até o dia seguinte, não por vergonha porque lutei até o final, apenas por raiva, decepção de ter que ver ele na próxima rodada e eu eliminado antes do tempo. Logicamente pensando em cada match point e erro nas horas importantes veio a tona todos os erros que cometi.

Esse foi um jogo que não mudava minha carreira mas por algum motivo me machucou muito. Percebi que tinha que ser mais agressivo na hora importante.

Os outros dois machucaram de uma maneira diferente, tinha conseguido o improvável, muito mais que eu acreditava ou esperava, acho que por isso não machucou tanto. Você convive com a decepção de perder e o prazer de ter feito uma coisa incrível na semana. Sentimento dúbio né?

Se sente um gigante, um baita jogador e ao mesmo tempo fica triste por não ter conseguido ir alem.

Falo tudo isso porque fiquei imaginando a noite de sono do Thomaz, perder no quinto depois de ter match point e vários break points não é agradável.

Pelo que li dos amigos que participam do blog ele até teve uma grande chance de quebrar o saque do alemão no quinto e errou uma bola boba.

Isso faz parte, isso acontece mas machuca muito.

Ao me colocar na pele dele fiquei tranqüilo pela bela campanha que ele vem fazendo na Europa, depois de muitas semanas seguidas fora de casa ele volta com muitos pontos, uma boa graninha mas mais que isso, muita experiência.

Esses jogos de cinco set são importantes para saber até onde nosso corpo pode ir e nossa cabeça agüenta.

Dormir nessas noites é quase impossível, esquecer esses jogos não é fácil...

Eu lembro das três noites dos jogos até hoje. O jogo contra o Arazi fiquei conversando com o Ricardo até quase 5 da manha no quarto. Varias vezes me peguei chorando de raiva.

O jogo da Olimpíada fiquei na vila me lamentando com outros atletas até tarde também. eles me parabenizavam e eu repetia, vou voltar pra casa sem medalha, de nada valeu... Ingenuidade minha.

No jogo contra o Medvedev um pouco mais velho, mais experiente e mais soltinho, voltei bem tarde da noite depois de ido para uma baladinha de Paris curtir minha semi final. Com 28 anos já sabia diferenciar as coisas.

Ninguém é de ferro. Risos


# Peço licença para fazer uma homenagem ao amor da minha vida. Parabéns Carol, um feliz aniversário e obrigado por ser essa esposa maravilhosa que você é.

Escrito por Fernando Meligeni às 19h50 envie esta mensagem

Um tenista diferente


O circuito muda muito rápido,você para de jogar e com isso para de conviver nele, passa alguns anos fora e lendo muito pouco sobre o dia a dia, quando você volta a seguir diariamente percebe que tem um monte de novos jogadores. Nomes que na tua época não existiam agora estão entre os melhores.

Eu parei em 2003, dois anos depois voltei pra Roland Garros como espectador e fiquei impressionado, muitos jogadores novos, uma renovação constante. Circulava pelas quadras e na grande maioria via um jogador novo, principalmente algum jogador do leste europeu. No feminino elas já dominam, agora no masculino estão fazendo diferença.

Olhando Wimbledon este ano sinto a mesma coisa, muitos dos caras que eu jogava estão dando adeus ao circuito (será que estou ficando velho?), ontem li que o Bjorkman está se aposentando, uma pena, jogador que fez muito pelo tênis, tanto dentro como fora da quadra. Ele sempre foi muito presente nas decisões do circuito.

Nesse mesmo assunto de novos jogadores, acordei meio sem saber o que escrever, comecei a ler as noticias e me deparei com uma muito interessante.

Já comentei com vocês que adoro ler o blog “Fue Buena”, um blog de tênis escrito por um jornalista argentino. Nas noticias de ontem ele conta uma história no mínimo engraçada e diferente

No mundo do tênis vem se falando muito do Letão Ernest Gulbis, para a grande maioria dos ex jogadores, jornalistas e fãs o próxima a se aproximar aos três imparáveis do circuito.

A história dele que é diferente; Filho de um multimilionário da Letônia, como a grande maioria dos pais de tenistas, ele “bancou a carreira do filho (lá na LETÔNIA é igual que aqui galera, o pai que paga tudo. hehehe), só que a maneira de custear a carreira era um pouco melhor que a maioria consegue. O menino viajava para os torneios de jatinho particular e logicamente ainda o faz. Dava toda a estrutura que o garoto precisava sem se preocupar nem um pouco com o dinheiro ou se ia ser caro ou barato.

Para vocês terem uma idéia, os único que faziam isso no circuito profissional eram o Agassi e o Kafelnikov. Tenho que reconhecer que isso é o sonho de consumo da grande maioria dos jogadores, não pela extravagância e sim pela facilidade de sair de um torneio e ir para o outro sem precisar de check inn, atrasos de vôo, esperas em aeroportos e principalmente ter que se adaptar aos horários dos vôos. Com um jatinho você que manda no horário. Lembro várias vezes estar esperando no aeroporto e ver o Kafelnikov chegando e sumindo em poucos minutos. Pegava seu avião e voava para o próximo torneio sem estress. Eu olhava pro meu técnico e dizia, parceiro, se contenta com a comidinha do avião, tomara que seja mais que uma barra de cereal.

Contando mais peculariedades do Gulbis ele gosta de ler filosofia, escutar musica clássica e se veste com extremo “garbo e elegância”, ou melhor gosta de se vestir Sport fino. Fino o menino né? Acostumado com o circuito ele deve se achar um estranho no ninho, a grande maioria lê Sidney Sheldon, escuta Luis Miguel e veste tenis e jeans, isso quando não aparece nas festas de abrigo do patrocinador mesmo...

Querem mais uma... já está vendo onde vai estudar, fez alguns contatos com a faculdade de Harvard,mas como apenas fica pouco tempo fora do circuito ainda não sabe o que fazer.

Pensar que nossos meninos param de estudar com 13 anos e os pais acham que estão abafando... 

Para acabar com as informações dele, ele vem de família de esportistas, seu avô era jogador de basquete e representou a Rússia no passado e sua irmã jogou na wnba.

Tenisticamente não tenho dúvidas que ele vai entrar entre os 10 rapidamente, vai ser um cara que vamos comentar bastante por aqui. temos que lembrar que ele tem apenas 20 anos.

Alem de bom tenista esse vive bem o circuito. Pena que a verdade do mundo do tênis não seja tão doce para todos. A grande maioria vai de avião de carreira, lá no galinheiro mesmo, escuta musica popular e troca o almoço pelo jantar.


# Se aproxima uma promoção, alguma sugestão? o prêmio eu já tenho, aceito ajuda no assunto, mandem suas ídeias

 

Atualização:  Vocês estão vendo o jogo do Nadal e ele? tá valendo a pena. Eu to vendo....


Escrito por Fernando Meligeni às 10h28 envie esta mensagem

Primeiro dia de Wimbledon

 

Acordei um pouco mais tarde hoje. Ainda meio dolorido da semana passada fui me arrastando até a tv. Mesmo não sendo o torneio que mais eu curto do ano tenho uma grande expectativa.

Tenho curiosidade de ver se o Federer vai mesmo passear como todo mundo fala e ele fez no primeiro jogo, se o Nadal vai continuar sua evolução nessa quadra que tanto incomoda alguns jogadores e mais que tudo isso, se algum outro jogador vai aparecer para o mundo. Sempre é bom ver alguma cara nova surpreendendo nesses torneios.

Já escrevi algumas vezes que não sou o maior amante do torneio, não encarem como uma crítica, apenas um gosto, maneira de encarar as coisas, mas tenho que dizer que o torneio é muito legal. Algumas coisas diferentes fazíamos nele que deixam saudade.

Não sei se vocês sabem, mas nos torneios grandes, os quatro grand slam os organizadores não dão um hotel especifico e obrigam os jogadores a ficarem por lá. Nesses torneios o torneio dá uma diária e o jogador escolhe onde quer ficar. Nas poucas vezes que fui jogar preferimos alugar umas casinhas perto do complexo, como ficávamos o ano inteiro em hotéis, poder ficar em algo parecido a uma casa era o ¨must¨. Normalmente nos juntávamos em dois ou três jogadores e alugávamos um tipo de sobrado com três quartinhos, cozinha e banheiro. Casinhas aconchegantes e próximas do clube.

Lembro que um dos anos alugamos, eu com o Ricardo(meu treinador) o Guga e Larri e o André. Vocês podem imaginar a bagunça que era aquela casinha, até inventamos um churrasco de boas vindas aos brasileiros presentes no torneio. Como era antes do torneio nos contentávamos com coca cola e carne, digamos que meio dura meio mole. Churrasqueiro Larri às vezes atrasava a retirada da carne. risos.

Sentado vendo o jogo do Nadal fico relembrando as vezes que fui jogar por lá, os primeiros dias com a quadra quase intacta a bola picava bem, mas em uma velocidade maior, com o passar dos dias a quadra ia ficando mais jogavel e lenta, mas ao mesmo tempo picando muito mal.

Este ano vai ser um dos anos mais duros para o Federer vencer, pelo que vi nas semanas anteriores ele vai continuar jogando muito, mas desta vez será incomodado e menos respeitado pelos adversários.

A final de Roland Garros e a derrota dele para o lindão Stepanek deram aos outros jogadores a nítida noção que ele não é mais imbatível, e mesmo sendo em outra quadra a coisa pode complicar pra ele.

Entre os brasileiros

O Marcos pegou uma pedreira e infelizmente se despediu do torneio.

A grata surpresa foi à vitória do Bellucci na primeira rodada do torneio, digo surpresa porque não são fáceis as primeiras experiências na quadra, mesmo ele tendo um jogo que se adapta muito a superfície não tem nada a ver com o que ele estava acostumado a jogar e todos sabemos que ele pouco jogou na grama até agora. Pelo resultado apertado deve ter sido um belo jogo. Infelizmente não pude ver.

Com a derrota do Karlovic a chave abriu um pouco, fora que ele ia precisar um bom engov à noite e muita paciência podem ajudar amanhã. O cara que ele vai entrentar eu nao conheço

Escrito por Fernando Meligeni às 11h27 envie esta mensagem

Comentários finais de uma semana inesquecível

 

Entre as dores no corpo escrevo este blog com noticias fresquinhas do último dia do grand champions. Vou precisar alguns dias para me recuperar. Já tinha até esquecido quanto o corpo dói depois de uma semana de jogos.

Foi uma semana inesquecível, ótimos jogos, jogos contra mitos do tênis e muita troca de informação.

Poder conviver alguns dias com Rios e Sampras é demais.

Entre um papo e outro consegui conviver e entender um pouco mais o Rios, falamos de tênis, de casamento, da vida depois de jogar e da imprensa( parte mais legal), galera que ele muito nâo curte e mais ainda depois que eles descobriram que sua namorada de 2 anos está gravida. Fiquei imaginando o queé ter um cara do lado de fora da tua casa o dia inteiro te segindo. Não deve ser muito agradável. Outra coisa que ele me contou foi a publicação de dois livros não autorizados dele. Um sobre os podres que ele fez, historias de baladas, bagunças e mais algumas coisas, o outro da carreira dele. Vocês podem imaginar como ele estava feliz com os dois escritores. No final eu disse, Chino eu ia querer ler os livros. Ele não curtiu muito minha brincadeira.

Voltando aos jogos...

Ontem e hoje foram dois dias longos, no jogo contra o Goellner tinha que ganhar para jogar hoje. Nem preciso dizer que foi duríssimo, o Alemão, ops brasileiro não deu mole e endureceu o jogo até o final. Passei o jogo inteiro tentando pegar o saque dele. No fundo eu me garantia e ganhava a maioria dos pontos, mas quando ele sacava pouco podia fazer. Acabei ganhando no terceiro.

Hoje fizemos um jogo muito legal com o Jaime, pena que me disseram que não passou na tv, ele ganhou o primeiro de 6/2 teve match point no segundo e acabei ganhando o segundo, na decisão do super tié break do terceiro ele levou a melhor por 10/7.

Quando digo muito legal um jogo, foi porque conseguimos jogar em um grande nível, o jogo foi super divertido e bem técnico. Não sei se vocês já viveram algo como eu vou contar agora.

Conheço e jogo contra o Jaime desde que temos 11 anos, ele no juvenil era disparado melhor que eu. Só fui chegar perto do nível dele no profissional. Por ter jogado tantas vezes com ele sinto cada vez que jogo contra que qualquer coisa que eu faça ele vai saber. Se a bola sobra no meio da quadra ele antes de eu bater já sabe onde eu vou atacar. Os momentos importantes que eu tenho que sacar ele já está preparado para a devolução. O mesmo acontece com as coisas dele, conheço seus pontos fortes e fracos.

Isso poucas vezes acontece no circuito, é difícil conhecer alguém tanto como nos conhecemos. Mesmo assim conseguimos enganar bem um ao outro. O jogo foi bem firme e com jogadas legais.

Foi bom ter a sensação de ser jogador outra vez, ter jogado com dos mitos do nosso esporte, ter enfrentado o Sampras, ter feito um jogo muito bom com o Muster e ter revivido os clássicos com o Jaime. Como disse no fim do jogo hoje, não tiro nem ponho nada nesta semana. Foi um show. Foi um prazer.

Conversando depois do jogo com o Chino Rios ele me contou que vai fazer a etapa Chile no ano que vem e quer que eu jogue lá. Eu estou adorando esses convites, a Carol mais ainda que vai conhecendo países que não conhece.

Queria aproveitar para dizer que foi muito legal ler os comentários do jogo do Sampras, desta vez vocês perceberam que não pude responder, saia tardão do torneio e logo cedo já tínhamos coisas que fazer para os patrocinadores. Me desculpem mas agora estou de volta com tudo. Mandem seus comentários que vou responder

Vou tentar comprimir alguns vídeos e colocar aqui. Vocês vão gostar

Escrito por Fernando Meligeni às 22h34 envie esta mensagem

Meligeni X Muster

Depois de uma noite de gala jogando contra o maior de todos os tempos, ontem tive outra grande oportunidade de enfrentar outro mito do tênis mundial

Enfrentar Thomaz Muster no Brasil foi uma delicia, mais ainda podendo jogar bem e vencendo o jogo.

A partida teve de tudo um pouco, brincadeiras, lances bonitos, longas trocas de bolars e um pouco de seriedade.

Alguns até me perguntaram por que fui tão sério ontem. Eu até tentei fazer algumas brincadeiras, mas ele estava insano na bagunça, achei que se eu entrasse muito na onda o jogo ia perder qualidade e as pessoas que estavam lá queriam ver tênis.

Fiquei impressionado com meu desempenho ontem, jogando sólido como nos velhos tempos, sem errar nada e jogando profundo, minhas pernas continuam se mexendo muito bem. Foi legal. Os treinos ajudaram muito.

É verdade que ele não jogou seu melhor ontem, acabou errando muito, mas no tênis não se pode errar senão o outro ganha. Foi o que aconteceu, já nos primeiros games fui impondo meu ritmo. Antes do jogo vendo a Eurocopa com ele (diga-se de passagem que ele é alucinado por futebol) curtimos muito o jogo da Turkia e a Croacia, falavamos da loucura que é ser atleta. Uma hora você é um ídolo e alguns segundos depois tudo pode desmoronar. Ontem ele usou o jogo bem de exemplo. ELe disse, ¨TODOS NÓS ESTAMOS SUJEITOS A UM REVEZ DESSE. O MAIS DURO DA VIDA DE UM ATLETA É SE LEVANTAR NO OUTRO DIA E LEVANTAR A CABEÇA¨. Isso ele era mestre em fazer.

Hoje estou quebrado, dor no corpo inteiro, até sonhei de noite que estava sendo espancado no meio da rua,  sonho maluco, imaginem o que ta doendo meu corpo hoje. Risos

Não há tempo para descansar, as 6:30 estou de volta na quadra, Marc Goelner, grande jogador, belo sacador. Alguém tem um capacete pra me emprestar? Jogamos algumas vezes no circuto e sempre foram belos jogos. Com certeza ele eraum dos que sacava mais forte.

Depois eu conto como foi. Se ele não acertar um saque em mim. Torçam por mim, vou precisar.

Escrito por Fernando Meligeni às 13h02 envie esta mensagem

Sampras X Meligeni

Que dia e que noite inesquecível

Comecei o dia recebendo muito carinho de todos vocês pelo primeiro ano de aniversario do blog. Foi uma delicia ler o que vocês escreveram, me motiva ainda mais.

Da noite o que posso dizer...

Foi um jogo incrível, no começo cheguei a ficar preocupado, nos primeiros games ele estava sacando muito, não dando muito ritmo e para piorar perdi meu saque logo no primeiro game (coisa péssima quando jogamos contra alguém melhor que nós).

Tenho que reconhecer que no começo do jogo cheguei a pensar no pior, pensei que podia sair de lá com um vareio inesquecível

Fiquei focado e tentando me concentrar no meu saque. No dele me sentia um verdadeiro goleiro.

O jogo foi rolando e fui me soltando, esperando uma chance, ela aconteceu... quando percebi que tinha a oportunidade de quebrar e quebrei disse.... agora seguraaaaaa.

Acabei ganhando o segundo set e perdendo no desempate por 10/6

O resultado não era a coisa que mais me importava, tinha muita ilusão de conseguir jogar bem, fazer bonito, mostrar para mim e para as pessoas que tanto gostam de mim que sou competitivo ainda e divertido na quadra.

Falando em divertido fui perguntado pq. não brinquei dentro dela ontem.

1 por respeito as pessoas que estavam lá. Muito queriam ver o Sampras jogar serio e bem. Se eu bagunçasse o jogo ele podia ficar engraçado mas de baixo nível técnico.

2 Ele é muito sério. Dá até medo. Ahahaha


Gente foi uma delicia estar dentro da quadra ontem, quem foi ficou impressionado com o que ele saca e com a velocidade e peso da bola dele. Quem viu pela televisão deve ter ficado feliz de ter visto esse mito aqui no Brasil.

Hoje o torneio continua, eu jogo contra o Muster e “homem” contra o Goelner

Mais show pela frente.

Vocês viram o jogo? O que acharam









Escrito por Fernando Meligeni às 08h43 envie esta mensagem

Blog do Fininho completa 1 ano hoje

Fala galera
Vocês sabem que dia é hoje?

19-06-2008

essa data lembra alguma coisa? Bom, já sei que hoje é meu grande jogo contra o Pete Sampras, mas não é disso que eu estou falando...

hoje o Blog do Fininho completa um ano de existência. Isso mesmo.

Graças a vocês posso vir aqui e agradecer todo o carinho e sucesso.

Lembro muito bem um ano atrás entrando na Uol para conversar com a Ana D Arce e com o Regis Andaku com o sonho de fazer um blog de tênis contando tudo, os bastidores, colocando fotos, vídeos, comentando jogos. Desde o primeiro momento tive todo o carinho e suporte da Uol. Alem deles toda a equipe se prontificou a ajudar.

Quando comecei não imaginava que ia ser tão legal, tão grande esse sonho. A pressão de escrever e escrever bem foi aumentando com a quantidade de gente que entrava todo dia.

Foram mais de 5300 comentários, mais de 320.000 pessoas nesse ano que passou.

Só posso agradecer, dizer que tenho certeza que vamos ter um ano melhor ainda, com mais promoção, mais idéias e muito mais tênis.

Obrigado, como não podia deixar de pedir um presente de aniversário.

Lá vai o pedido....

Gostaria que vocês lotassem a caixa de comentários com suas opiniões, o que acharam de legal este ano, o que não gostaram e sugestões.

Obrigado galera.

Parabéns a todos nós. Obrigado a equipe toda da Uol por fazer meu sonho virar realidade.

Que venha o Sampras. :)


Escrito por Fernando Meligeni às 08h22 envie esta mensagem

Sampras chegou em São Paulo e já batemos uma bola

Uma passadinha rápida por aqui

Sampras está no Brasil, ele chegou hoje de manhã e eu tive o prazer de bater uma bolinha com ele hoje a tarde. Foi rápido, 20 minutos, mas foi de grande emoção. Trocamos varias bolas de fundo de quadra.

Já deu pra sentir o peso da bola, a facilidade pra bater, a calma que ele executa cada golpe. Ele como sempre se mostrou simpático e tranqüilo.

No rápido bate-papo que tivemos ele pareceu muito feliz de estar aqui, perguntou um lugar para ir jantar hoje a noite e se mostrou bem feliz de estar pela primeira vez na América do Sul.

Alem dele chegou e bateu uma bola el Chino Rios. Uma figura, veio muito mais forte, muito mais cabeludo e todo tatuado. Bem diferente do que ele era no circuito.

Hoje a noite vai passar a entrevista que demos no Jornal Nacional.

Quem estiver de bobeira, vale a pena ver.

Amanha escrevo mais, com mais tempo

Um abraço a todos


Escrito por Fernando Meligeni às 19h42 envie esta mensagem

Federer e Nadal em rota de colisão


Em rota de colisão
 
Não importa a quadra, não importa o torneio, Nadal e Federer vão dominar os torneios do ano.
 
Um dos dois será o primeiro e o outro o segundo do mundo até o fim do ano.
 
Logicamente estamos falando de tênis e uma semana ou outra pode acontecer de ter uma mudança no ranking, mas não se preocupe que isso não vai ser por muito tempo.
 
Esta semana os dois melhores jogadores mostraram que vão continuar se duelando. Agora em grama
 
Muitas pessoas passaram por aqui e me perguntaram se na grama o suíço tem mais chance. Tem bem mais chance
 
Mesmo o Nadal jogando um bom tênis na grama, ganhando de caras como o Roddick e Djoko ele ainda está um degrau abaixo do Federer.
 
Eu sei, eu sei. A última vez foi no quinto set, mas nem por isso acho eles do mesmo nível na grama. O Federer é bem mais. Assim como acho o Nadal bem mais no saibro.
 
Em Queens e Halle os dois mostraram para o circuito que não tem pra ninguém. Isso no vestiário é comentado, falado e quando se entra na quadra isso se sente.
 
Gente não acho que a final de Wimbledon já está aí pra todo mundo ver. Acho que vai ter que se jogar muito pra chegar. Principalmente o Nadal. Temos que lembrar que jogadores como o Ancic, Karlovic podem entrar no caminho e complicar tudo.
 
Adoraria ver uma final dos dois lá. Muito pelo lado mental, íamos ver quanto de brio o suíço tem, quanto ele ia querer ³comer o rim² do espanhol.
 
Ele deve estar contando os dias, contando as horas. E pensando nas táticas que ele vai fazer.
 
Não adianta achar que o tenista não pensa nisso. PENSA
 
 
Em Halle foi um passeio como sempre, mostrando que na grama é difícil alguém ganhar dele
 
Voltando pra Queens, me impressionou ele ganhar do Roddick, o Nadal está muito firme, muito motivado e confiante.
 
Lá mesmo em tivemos duas noticias incríveis.
 
1: a final dos meninos na dupla, vitória na melhor dupla do mundo e uma final para se aplaudir de pé. Que baita resultado. Que incrível.
 
2: Henrique Cunha ganhou o torneio juvenil por lá. Outro resultado para fazer o amantes de tênis sorrir. Os torneios juvenis são importantes para o desenvolvimento do jogar, ganhar eles faz um bem!!!
 
Parabéns Henrique, talentoso garoto de Jaú
 
 
 

Escrito por Fernando Meligeni às 10h43 envie esta mensagem

Que nojo


Desculpem pelo título mas foi o único que consegui colocar depois do jogo Nadal e Karlovic

Quando sai a chave e você tem um gigante desse pela frente você pensa duas coisas. Primeiro, vai ter que viver um dia de goleiro. Segundo, não vai precisar mandar lavar a roupa que você usar no jogo.

Isso lógico foi uma brincadeira mas pode ter certeza que nenhum jogador do circuito gosta de jogar contra um “corta físico” desses.

Se você olhar os números você fica mais impressionado. O Karlovic deu 35 aces, não perdeu nenhum saque e mais que isso não teve nenhuma chance de quebra de serviço no Nadal

Eficiência do espanhol? Um pouco sim, mas muito mais incompetência do Croata que qualquer coisa.

Um cara que saca 35 aces coloca uma pressão muito grande no adversário, acaba ganhando seu saque sem quase nada de esforço, a única coisa que ele precisa é jogar relativamente bem alguns pontos importantes para quebrar o saque do adversário e “caixão”.

Tive experiência nesses jogos e mais que isso, é um assunto que se fala muito no vestiário, jogadores odeiam jogar com caras como ele, Morne na sua época boa, entre outros. É só sair a chave que a cara de preocupação já aparece.

Muitos me perguntam qual é a tática. Sinceramente, não existe. Se focar no teu saque e tentar devolver da melhor maneira possível o saque do grandão pode ser uma maneira de tentar minar o gigante.

Outra coisa que ajuda é colocar uma pressão no segundo saque do adversário. Ah já ia esquecendo, não fazer erros bobos nos momentos importantes. Contra eles muitas vezes você tem uma chance só.

O Nadal impressiona, mesmo numa quadra muito desconfortável ele consegue ganhar esses jogos chatos. Passa para a próxima fase e respira. Mais que isso a força mental dele é admirável. Depois de ganhar um grand slam, o cara continua focadíssimo.

Tem todos os méritos pela vitória, mas eu me pergunto como o karlovic dorme hoje a noite. Fez 35 aces, ganhou a grande maioria dos pontos que sacou ( 86%), no segundo saque (68%) um número muito alto também.
Agora, ganhou apenas (19%) dos pontos devolvendo o primeiro saque e (24%) do segundo do Nadal. Muito pouco.

Com todo respeito se ele não sacar ele pode perder de muitos leitores assíduos do blog. Não estou brincando.

Desculpem os amantes do Karlovic mas eu não gosto de ver tênis assim, pra mim isso não é tênis. Tênis é estratégia, é tática, é suor e mais que isso é trocas de bolas.

Vocês concordam?

Bom fim de semana a todos. Hoje e amanha posso não aparecer muito, tenho trabalho fora de São Paulo. Mesmo assim deixem suas opiniões que eu respondo assim que voltar.

Escrito por Fernando Meligeni às 18h17 envie esta mensagem

De quem você é fã???


Estive pensando bastante sobre os comentários no blog

A galera vem mostrando muito fanatismo no Federer no Nadal e no Djokovic.

Por uma lado acho isso muito legal, vejo com bons olhos que existe hoje diferentes jogadores para quem torcer e mais que isso existe uma rivalidade.

Nem de perto queremos chegar no futebol ou coisa parecida, mas é um primeiro passo. Nunca tinha visto isso nos anos em que conheço de tênis.

Tem gente que fica claramente cega ao torcer por alguém e qualquer critica pode parecer totalmente pessoal. Outros nem terminam de ler o que se escreve contra e já mandam um arsenal de retruques. Chega a ser engraçado.

Eu nunca tive essa idolatria, um cara que eu deixasse tudo para seguir, ou pagaria qualquer dinheiro para conhecer. Que fique claro que não acho feio isso, acho até muito legal você gostar muito de alguém.

Tive meus ídolos como já escrevi aqui, Noah, Vilas, Senna, Mana, mas sempre curtindo o trabalho, muitos deles eu nem conheci pessoalmente mas nem por isso deixei de gostar muito

Há um tempo atrás lendo o blog do André Kfouri, jornalista e grande amigo que está escrevendo comigo meu livro de historias de circuito( em setembro nas bancas) ele nas entrevistas de sexta feira perguntava aos seus entrevistados com quem eles gostariam de ter a oportunidade de jantar, essa pessoa poderia estar viva ou morta, ser de qualquer profissão e o por que.
Logicamente pedi para ele permissão para fazer o mesmo e ver o que a galera tem a dizer.
Vendo que temos muitos amantes de esporte por aqui me deu vontade de conhecer um pouco mais dos meus queridos amigos.

Então preparem suas cabeças e me respondam

SE VOCÊ PUDESSE ESCOLHER TRÊS PESSOA PARA JANTAR, ELAS SENDO DE QUALQUER PROFISSÃO, VIVAS OU MORTAS, DE QUALQUER PAÍS. QUEM VOCÊ CHAMARIA?

POR QUE?

Eu adoraria conhecer o Senna, o Mandela e o farao Ramses. hahaah. Gosto não se discute.





Escrito por Fernando Meligeni às 19h38 envie esta mensagem

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