Ontem foi um dia cheio no tênis
Quero aproveitar e falar de 4 torneios aqui no blog
Sei que a grande maioria da galera quer saber minha opinião do momento do grande Federer. Venceu mais um grande torneio, mostrou que consegue se adaptar como ninguém e hoje é o segundo melhor jogador do mundo no circuito.
Mais que falar dele quero falar dos títulos do Lindell, do Clezar e da Teliana Pereira.
Em primeiro lugar vamos ao mestre.
Roger Federer mais uma vez impressionou. Dentro das possibilidades soube se adaptar e jogar o melhor possível para vencer um jogo duríssimo ontem contra o Berdych. Ganhou 7/5 no terceiro e por algum tempo vai poder curtir com a posição 2 no ranking. Temos que admitir que ele merece esse posto. Está jogando mais que o Nadal e colhendo melhores resultados. A grande quantidade de jogos seguidos no ano passado ainda ajudam o Djokovic a permanecer no número m1, mas pelo andar da carruagem não sei não por quanto tempo.
O suíço está jogando muito simples e voltou a sacar muito bem. Esse é o grande diferencial no seu jogo. Em situações mais rápidas ele voltou a machucar os adversários. Ontem fez o que pode e lutou muito para se manter focado o tempo todo. É bem verdade que não foi uma apresentação de gala, mas quem conseguiu jogar um tênis lindo em Madri?
Agora vem Roma. Se ele aguentar ou melhor, se ele quiser tentar jogar esta semana pode se aproximar ainda mais do Djoko. Acho que ele deve estar fazendo conta e vendo como está seu físico para esta semana. Claramente seu objetivo é Roland Garros, Wimbledon e as Olimpíadas.
No território nacional tivemos duas boas surpresas. Os brasileiros Lindell e Clezar venceram seus torneios. O Lindell venceu um future e com certeza ganha confiança e um pouco de folego. Acho que toda essa história de sueco, brasileiro, vai pra lá, vem pra cá fez muito mal pra ele. Está na hora de pensar apenas na bolinha e focar tudo no seu tênis. Espero que este resultado dê confiança a ele.
Em Rio Quente o gaúcho Clezar conseguiu seu primeiro titulo de Challenger e aos 19 anos está chegando perto dos 200 do mundo. Grande vitória que serve para motivar e mostrar o caminho. Espero que ele ganhe confiança e consiga alavancar a nova geração que ainda está um pouco tímida em acreditar em bons resultados. Boa Gui e boa João pelo belo trabalho esta semana.
Por último e não menos importante é a vitória da Teliana Pereira na Argentina. Com o resultado se consolida como a 1 do Brasil e melhora muito o ranking. Estar perto dos 200 pode parecer pouco, mas o tênis feminino precisa de boas noticias e um pouco de alegria. Boa Teliana. Continua focada e ganhando jogos.
Escrito por Fernando Meligeni às 12h15
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Federer e Berdych farão a final amanha de um dos torneios mais complicados dos últimos anos.
Nadal e Djokovic acusaram o golpe dos organizadores e estiveram longe do seu melhor nível. Melhor para o Federer que conseguiu encaixar bem seu jogo agressivo ao rápido piso de Madri. Vem jogando sem problemas e se segurando muito no saque e nos efetivos slices para destruir um a um. Hoje em mais um jogo típico dele venceu 6/2 6/3 e joga amanha contra um forte e surpreendente Berdych que em uma quadra lisa assim vira um pesadelo.
Alguns me pediram para comentar a derrota do Djoko com o Tipsarevic. Achei ele bem frustrado e preocupado em se machucar. Depois de um escorregão no final do primeiro set ele parou literalmente as pernas e sua cabeça parou de funcionar. Percebi sua frustração e vontade de estar longe de lá. Desculpem aos mais agressivos, mas não nada de desculpa nas declarações dele e do Nadal. Eles foram fortes, verdadeiros e torço para que mantenham a posição e não joguem caso a quadra esteja nessas condições horríveis. Tenham certeza que o lord Federer não deve estar achando a quadra uma beleza e provavelmente não vai dizer que lá é o melhor lugar do mundo pra jogar mesmo vencendo o torneio.
Vocês perceberam que o Federer devagar está chegando? Será que ele tem força pra ser o 1 do mundo? Cuidado ein. A fera não para de ganhar e pode em algumas semanas se aproximar do Djokovic. Hoje ele é novamente o 2 do mundo. Bom para o tênis.
Bom fim de semana a todos.
Escrito por Fernando Meligeni às 18h47
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Fenando Verdasco venceu Rafael Nadal. Depois de 13 tentativas ele conseguiu.
Quando o jogo começou ninguém acreditava demais na vitória do espanhol que sabe jogar demais, mas muitas vezes é traído pela sua ansiedade e excesso de erros.
Hoje o jogo foi uma guerra. Se não foi um primor (quem consegue jogar bem nessa quadra) nos dois primeiros sets, quando tudo estava acabado algo aconteceu.
Hoje o Nadal demonstrou ao mundo que é humano. Ele também erra, faz besteira e fica de cabeça baixa quando as coisas não dão certo.
Depois de 6/3 Verdasco e 6/3 Nadal o terceiro chegou a estar 5/2 e saque pro Nadal. Tudo indicava mais uma vitória do carrasco contra o freguês. Sempre dizemos que no tênis não importa quanto está, tem que se lutar até a última bola.
No 5/2 15/0 sobrou um desses smash que se você erra na quadra 10 do seu clube você sente vergonha. Bom, o Nadal errou um desses smash ridículos. Perdeu esse ponto, o outro e de alguma maneira ascendeu uma ponta de esperança na cabeça do Verdasco. Perdeu o saque e em poucos segundos estava lá na linha de saque sacando mais uma vez pro jogo.
No 5/4 não conseguiu fazer nada. O até então assustado Verdasco acertou quatro bolas firmes e quebrou de zero o game. Pela primeira vez em um jogo empatado no terceiro set vi o Nadal baixar a cabeça, encolher os ombros e sentir o momento.
Antes de perder ainda deu um ace no match point contra e vibrou tentando voltar a ser o velho Nadal. Nada disso. No ponto seguinte ele errou mais uma bola estranha de direita e perdeu o jogo.
Nada tira o mérito do Verdasco. Nada explica o apagão. Mas uma coisa serve demais aos jovens que viram o jogo e na primeira dificuldade entregam os pontos. Vale a pena lutar até a última bola. Você nunca sabe o que teu adversário pode fazer.
Escrito por Fernando Meligeni às 13h55
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Djokovic reclamou mas ganhou. Nadal reclamou e passeou.
O hit do momento é reclamar das quadras de Madri. Todos, todos os jogadores estão odiando a quadra. Muitos acham que é preciosismo, chatice da galera, mas o que todos estão reclamando é que está realmente muito difícil ficar em pé na quadra. Como o tenista precisa muito do equilíbrio e 99% da precisão vem da maneira que o tenista pisa na hora de bater... Vocês podem imaginar a raiva da galera em ter que jogar um torneio desse tamanho com tanta dificuldade.
Sei que muitos vão dizer que o problema é para todo mundo. Mas aqui ninguém está tirando a responsabilidade de ir lá e tentar seu melhor. Agora, para que complicar se era só fazer o que sempre se fez. Ou que tal fazer alguns testes antes de colocar a galera em quadra?
Falado isso é patético ver o Djokovic se mexer mal em quadra sendo que é uma de suas melhores armas. Feio ver o Nadal também apesar da fácil vitória se desequilibrando o tempo todo.
Mais feio que isso é ler o twitter da galera e ver todo mundo falando mais da quadra do que da importância do torneio.
Os resultados continuam sem muitas surpresas.
Nadal venceu um Davydenko mais pra lá do que pra cá. Eu que já o enfrentei e convivi nos seus tempos de top 10 fico com angustia de vê-lo tão errático.
Ferrer teve trabalho por causa da velocidade da quadra, mas venceu bem o Stepanek por 7/6 6/2
O Gasquet venceu bem o Troiki e está na terceira rodada. Depois de se salvar ontem começa a ficar perigoso
Mais tarde jogam Del Potro contra Youzhny e Federer contra Raonic no melhor jogo do dia.
Escrito por Fernando Meligeni às 15h16
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Difícil comentar uma derrota dessa. Mais uma vez o jogo foi apertado, duro, definido em uma ou outra bola. No final uma derrota do Bellucci de 4/6 6/4 7/6 pro Gasquet.
Sei que todos estão esperando críticas e respostas. Não vou a nenhuma das duas. A primeira porque ele vem tentando, lutando e querendo vencer. Se não está conseguindo é por uma serie de motivos.
A segunda é mais difícil ainda. Venho dizendo que detalhes fazem grandes diferenças. Tenho algumas opiniões, mas nem sei se é o grande motivo dessas importantes derrotas. Vejo o Thomaz errando muito no começo dos games de saque e uma característica que eu não gosto. Ele debulha a bola e com isso acaba fazendo com que ele erre demais na pressão.
Fato que mais me preocupou e espero ter tido uma visão errada foi que achei que ele sentiu a lesão no abdômen. Essa lesão que vem atrapalhando o brasileiro desde a Davis é muito chata e perigosa. Aquele lugar é complicado de cicatrizar e muito usado em qualquer movimento que temos. Espero ter achado errado, mas vi ele colocar a mão no abdômen depois do smash no 5/6 do terceiro e com isso ele parou de sacar tão forte.
Não tem muito mais a se dizer. Apenas lamentar já que parecia que ele iria ganhar.
Semana que vem tem mais. Roma
Escrito por Fernando Meligeni às 15h33
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Que me desculpe o Ion Tiriac. Que me desculpe a ATP e o patrocinador do torneio, mas a quadra azul de Madri é patética.
Aqui não cabe uma crítica apenas ao visual que quebra todas as tradições do nosso esporte e mais parece uma quadra rápida do que de saibro, mas também como diria o Tite a jogabilidade dela.
Assisti os dois primeiros jogos do dia do Troiki e agora o jogo do Almagro e fica claro que parece que os jogadores estão pisando em ovos. Em nenhum momento vemos os jogadores fincando o pé para bater e nas conhecidas escorregadas que são tão tradicionais. Percebo que eles não se sentem a vontade.
Claramente jogadores estão metendo mais a mão na bola e jogando dentro da quadra. Alguns podem dizer que tenista se adapta e consegue jogar, mas será que em um Master 1000 colado em grandes eventos os jogadores têm que fazer essa adaptação?
Achei uma jogada de marketing muito egoísta e sem pensar em jogadores. Querendo ou não os artistas e pessoas mais importantes do torneio são os atletas e mais uma vez os diretores dos torneios passaram por cima dos jogadores.
Bom, acho que é isso. Essa é minha opinião. Gostaria de saber a sua.
Um abraço e ótima semana a todos.
Escrito por Fernando Meligeni às 12h02
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Você que é um grande entendedor de tênis pode me dizer o que tem em comum o título do Seppi, Del Potro e Kohlscheiber esta semana?
O primeiro venceu Belgrado o segundo Estoril e o último Munique. Que mais?
Fiquei aqui pensando nos motivos que levam um jogador que há anos está no circuito jogando e em uma semana ganha seu título. Dos três nomes acima o argentino é o único que está acostumado a vencer títulos todos os anos. Os outros dois ganharam o segundo e terceiro título da carreira. Mas porque esta semana e não a outra? Porque dois e não cinco?
Não existe uma resposta certeira, mas pela minha própria experiência eu não consigo responder exatamente. Mente o jogador que não ganha sempre se diz que esta semana eu vou vencer o torneio. Estou confiante para o título e ele é meu. Tenista não pensa assim.
Lembro bem dos pensamentos e sentimentos em cada um dos três títulos de Atp Tour que tive. Nas três semanas entrei como em outros torneios. Em Bastad na Suécia e meu primeiro título peguei o cabeça dois na primeira rodada e top 20 na época. Não esperava muito passar da minha estreia. Passei, fui ganhando e quando percebi estava na semi. Ali tudo podia acontecer. Aconteceu e logicamente que mereci. Não esperava, mas estava pronto para isso.
No segundo em Pinehurst nos Estados Unidos a chave não era das mais fáceis. Tinha aqueles australianos que eu não curtia muito jogar. Rafter, Wooforde, Wodbridge e Willander. Como eu poderia pensar em vencer antes de começar o torneio?
No último título no meu caminho estavam os russos. Kafelnikov, Chesnokov e Cherkasov. Muito OV pro meu gosto. Mesmo assim consegui vencer.
Algumas curiosidades engraçadas. Antes do meu primeiro título eu perdi no torneio passado para o Lucas Arnold em Quito em um challenger bem fraco. Minha confiança não era das maiores, certo?
Antes de Praga também não vinha de grandes resultados que me colocavam como favorito.
Falo tudo isso para demonstrar que tenista é um bicho estranho e que a confiança pode mudar de um dia pro outro. O que o tenista tem que fazer é ficar alerta as oportunidades. O mais difícil é passar as primeiras rodadas. Passou tudo pode acontecer.
Escrito por Fernando Meligeni às 14h56
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Mais duro que perder os pontos e cair no ranking vai ser a batalha tentando recuperar o espaço perdido.
Logo de cara o brasileiro Thomaz Bellucci tem um desafio e tanto. Pega de cara no torneio o francês Gasquet e vai ter que jogar um bom tênis para vencer esse complicado duelo.
Como tenista vive de motivação e de lembranças, quem sabe a união dos tempos pode favorecer o brasileiro e com isso jogar seu melhor tênis para voltar a integrar o top 50.
No caminho ardiloso do torneio o brasileiro tem Gasquet, pode ter Troicki e até Federer
Como os pontos já se foram a pressão é menor. O desconforto do tenista em ver seu ranking pra lá dos 70 não é legal, mais ainda que ele vem mantendo o top 30 há muito tempo, mas como o torneio traz boas recordações tudo pode acontecer.
Falando no torneio vou colocar os jogos dos principais favoritos
Raonic contra Nalbaldian e o que vencer pega Federer.
Nadal pega o vencedor do Davydenko e Karlovic
Djokovic pega um jogador do qualy
Tsonga qualy ou Harrison
Del Potro Mayer
Berdych pega Anderson ou Bogomolov
Escrito por Fernando Meligeni às 16h08
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Sempre digo aqui que nosso esporte está muito previsível e os tenistas estão meio engessados nos seus sentimentos e demonstração de alegria, emoção ou tristeza.
Ver um jogador fazer algo diferente é uma raridade. Inclusive vemos o circuito não aceitar muito esse tipo de tenista. Bom, acho que em quase todos os esportes vemos isso. Se o Neymar dá uma firulada quando está ganhando a galera cai matando, se o tenista dá uma risada ganhando ele também é repreendido.
Eu como gosto muito desse tipo de coisa e acho que se o cara não quer ver seu adversário feliz que ganhe dele... Aproveito esse assunto para colocar uma jogada bem maluca peguei da net uma devolução de saque diferente.
Faço até um desafio. Se você tiver uma jogada diferente manda pra mim. Pode mandar aqui o link ou manda no blogdofininho@uol.com.br
O tenista no vídeo é um desses que eu acho diferente. Dustin Brown, jamaicano que se naturalizou alemão. Uma figura.
Senta e curte a devolução de saque no meio de um jogo em Munique este ano.
http://www.youtube.com/watch?v=No2fuH0VG9k
Escrito por Fernando Meligeni às 12h13
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Esta semana é umas dessas semanas que os jogadores que precisam de pontos não podem deixar escapar.
No calendário a ATP tem três torneios com uma boa quantidade de pontos e no meio de dois grandes eventos. Como tivemos Monte Carlo e Barcelona nas duas últimas semanas e na semana que vem tem Madri os torneios desta semana sofrem horrores para conseguir bons jogadores.
Sendo muito franco e verdadeiro somente um cheque gigante de garantia faz um tenista top 10 ou até alguns top 20 saírem de casa e tentarem a sorte. Quando falo gigante falo de mais de 40.000 para alguns top 20 e mais de 100.000 para todos os top 10. Se falamos do top 4 podemos chegar a bagatela de 1 milhão? Pelo menos é isso que se fala. Que fique claro que esses valores são pros caras entrarem na quadra e na grande maioria das vezes não importa se o cara vence ou não um jogo no torneio.
Voltando aos três torneios. Estoril, Munich e Belgrado têm poucas feras em quadra. Estoril conseguiu o Del Potro e Gasquet. Munich trouxe Tsonga que já perdeu na primeira e o segundo cabeça de chave é o Feliciano Lopez. Em Belgrado que não deve ter colocado a mão no bolso teve que ver seu cabeça 1 ser o Andujar seguido do Seppi.
Pouco se pensamos na tradição e força dos torneios. Com isso a chance de tentar a sorte em um torneio assim é grande. As chaves normalmente são mais tranquilas e o nível dos cabeças de chave são bem mais ¨jogáveis¨ que em outros torneios.
Não vejo demérito nenhum em colher pontos importantes nesses eventos. Para vocês terem uma ideia esses torneios dão. Se ganhar uma rodada 20 pontos, quartas 45, semi 90 pontos, finalista 150 e campeão 250 pontos no ranking. Nada mau né!!!
Outro dado interessante. O último jogador a entrar direto em Munich foi o bachinger 99 do mundo. Em Estoril foi o Reynolds 118 e em Belgrado foi o Kavcic 107 do mundo.
Nesta semana apenas 1 brasileiro jogou e está ainda vivo na chave principal de simples. João Souza está nas quartas de Belgrado e pode pegar o Nalbandián amanha.
Acho que é isso. Hoje o post foi de umas curiosidades e algumas informações.
Escrito por Fernando Meligeni às 14h20
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Oi Ayrton
Quanto tempo. 18 anos que você nos deixou. Você não faz ideia de como você faz falta.
Não tem um brasileiro que não tem uma grande saudade dos domingos e de suas maravilhosas vitórias. Quando elas não vinham as explicações eram certeiras e verdadeiras. Hoje em dia vemos um monte de gente declarando conforme os interesses das televisões ou patrocinadores. Saudade das lutas, brigas, discussões e bandeiras tremulando. Hoje vemos muito mais brigas e desculpas que vitórias e alegria.
Você nos mostrou que um atleta não depende do resultado. Que o atleta tem que ter carisma, saber falar, ser gentil com a imprensa, amável com seu público e duro com seus adversários. O resultado vem do trabalho e não da maldade ou de se aproveitar disso ou aquilo. Hoje infelizmente vejo um monte de gente fazendo 1% do que você fez e foi como pessoa e achando que podem fazer e falar o que quiserem. Não te assustarias se ao voltar pra cá que atletas e não atletas falam grosso e ditam regras que você sempre deixou claro que não era o que você acreditava.
Ayrton 18 anos se passaram e você continua sendo o maior de todos. Para mim o maior que já existiu no nosso país. Sei que alguns vão ficar bravos porque deveria dizer que o Pele foi o maior, mas você foi gigante como esportista e gigantesco como pessoa. Sempre mostrou que não adianta ser grande nas pistas ou quadras e ser um babaca fora delas. Como você não existiu e todos nós pequenos esportistas sonhamos em ser uma partícula do grande homem que você foi.
Obrigado pelos ensinamentos. Obrigado pelas alegrias. Obrigado por ensinar que para ajudar e fazer não tem que se mostrar, divulgar ou falar pra todo mundo. Simplesmente faça
O mundo aqui está carente de pessoas como você
Escrito por Fernando Meligeni às 17h47
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Mais uma vez o rei do saibro se mostrou descontente com a mudança do torneio de Madri para um saibro azul que nunca foi usado. Desta vez ele se juntou com Djokovic e Murray e mostrou sua indignação. Pelo que entendi não é nada contra a cor ou o torneio, apenas o conceito. Por que mudar uma coisa que é tão tradicional é dá tão certo. Esse tipo de mudanças cada vez é mais mal vista.
Entendo bem essa revolta. Não vejo nada de positivo um diretor de torneio mudar a cor e fazer os jogadores se adaptarem por um simples capricho. Mais estranho é ver a ATP que sempre foi tão atenta e coerente deixar que se faça onda com uma coisa tão importante.
Há algum tempo as mudanças radicais do esporte estão sendo colocadas a prova. Assim aconteceu quando a entidade deixou de obrigar os atletas de usarem camisas com gola, liberaram o short jeans e mais algumas mudanças mais radicais.
Como em todos os esportes as discussões vão longe e teremos os mais conservadores e os mais liberais.
Eu não gosto muito. Não acho que temos que deixar o tênis intacto, mas preservar algumas coisas é legal
Escrito por Fernando Meligeni às 12h17
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Já sei que vocês vão cair matando
É bem fácil dizer agora ou apostar no Nadal. Ele vem mostrando ao mundo que quando nossos netinhos tiverem 100 anos eles ainda falarão do tal do Rafael Nadal no saibro. Um gênio sem precedente.
Hoje a batata quase assou. Ele declarou que achava que o Ferrer merecia a vitória e por algum motivo ele começou jogando bem abaixo do seu nível. Perdeu o saque no segundo game e teve que correr o set inteiro atrás. Teve 5 set points contra quando sacou em 5/6. Nessas horas ele consegue jogar muito mas muito mais que isso. Ele não dá de graça nunca. Falando nisso não me lembro de ver uma dupla falta ou erro bobo nessas horas.
Depois disso ele ganhou 76 75. Ficou claro para o Ferrer que mais uma vez ele iria amargar um vice.
Não tem muito o que falar dessa fera. Mais um título e ele chega forte aos Master 1000 e principalmente a Roland Garros. Eu terei o prazer de comentar esses jogos na ESPN e quero todo mundo ligado na frente da televisão comigo.
Mais pra frente vou dar mais detalhes.
Valeu galeraaaaaa
Escrito por Fernando Meligeni às 18h34
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Não para, não para não
Que coisa mais alucinante é a campanha do Nadal no saibro espanhol. Depois do oitavo título em Monte Carlo o espanhol busca mais uma vez ganhar Barcelona
Os espanhóis tem uma adoração impressionante com o torneio Conde de Godo. Lá eles dão a vida por uma vitória. Lembro dos espanhóis da minha época que diziam que encerrar a carreira sem um título lá é algo muito decepcionante.
Ferrer já teve todas as chances do mundo. Fez várias finais e vem tentando com toda sua força. O grande problema que ele vive é ter que jogar na mesma época que o Nadal. Sem ele com certeza na sua estante já estariam alguns troféus do torneio.
Falando dos resultados o Nadal venceu o Verdasco em dois sets e Ferrer tirou o sempre complicado Raonic.
Amanha algo me diz que uma zebrinha pode acontecer. Acho que o Ferrer ganha do Nadal. Será?
Dia de arriscar. Estou indo atrás do meu feeling.
E vocês? Acham que estou delirando?
Escrito por Fernando Meligeni às 18h14
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Acabo de ler que por mais uma semana o brasileiro Thomaz Bellucci vai ficar fora dos torneios por uma lesão no abdômen.
Algumas coisas me fizeram pensar em escrever este post. A primeira e mais importante é mostrar aos amantes do nosso lindo esporte que se lesionar é mais que normal. É bem verdade que existem horas e horas para que isso aconteça. Tendo que defender 360 pontos em poucas semanas não é uma hora das mais agradáveis com certeza. Fora esse porem tudo me parece bastante normal.
Pelo que sei o Thomaz é um jogador que treina bastante e quando assinamos o contrato de jogadores profissionais sabemos que o que menos vamos fazer é cuidar do físico. Treinos exaustivos, físico no limite e jogar com dor é uma constante. Só que tem horas que o corpo pede água.
Lendo as notícias parece que a lesão começou na Davis e se agravou em Monte Carlo. Achei muito interessante e positiva a decisão de ficar na Europa se tratando e tentando voltar a treinar. Mais da metade dos nossos tenistas decidiriam em voltar pra casa e curtir uma fossa e tratar por aqui. Não estou querendo dizer onde é melhor se tratar, mas se o objetivo é voltar rápido ao circuito e se o bolso permite a melhor decisão é ficar tratando nos torneios.
Imagino que não vai ser confortável a volta se ele conseguir em Madri. Voltar e tendo a pressão de defender um caminhão de pontos é bem desagradável, mas o que é fácil na vida de um tenista? Mais um desafio a ser encarado.
Da minha experiência como jogador posso dizer que quando jogamos damos importância demais aos pontos da semana e se caímos um pouco no ranking. Se pensamos semana a semana isso dói, se pensamos como um todo ganhamos ou perdemos em uma semana, mas o que manda é o que estamos apresentando na quadra. Se jogamos bem temos uma colocação boa, se jogamos mal... Cai tudo.
Tomara que a recuperação seja perfeita esta semana. Essa lesão é bem chata e perigosa.
Estaremos de olho e torcendo
Escrito por Fernando Meligeni às 18h17
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